Mostrando postagens com marcador Namoro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Namoro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As carícias no namoro

Durante o namoro aprendemos que aquelas expressões de carinho muito comuns entre amigos, quando se trata desse novo momento na vida da pessoa, tendem a ganhar um diferencial. Muitas vezes, essa nova maneira de manifestar o apreço por alguém poderá não ser o modo mais apropriado para quem está no processo da descoberta da pessoa com quem almeja estabelecer vínculos.
A maneira como homens e mulheres expressam seus afetos é diferente. As mulheres, as quais levam o título de pessoas românticas, demonstram seus carinhos mais no aspecto emocional. Sem rodeios, elas falam que amam, mostram que estão felizes no relacionamento na maneira de olhar e de tocar o namorado. Pelos gestos da namorada são transmitidos, de forma não verbalizada, a empatia pelo outro, entre outras delicadezas, consideradas por elas uma forma de nutrir o relacionamento conquistado. Da mesma maneira como expressam a felicidade, elas também sabem manifestar insatisfação. Assim, para os homens mais atentos aos detalhes, não será preciso perguntar o que aconteceu para entenderem o que a mulher está “dizendo” por meio de seus gestos.
Entre os namorados, há também o modo como os rapazes comumente se comportam. Como característica, podemos mencionar a sua habilidade de enxergar e resolver os problemas de maneira mais analítica, quase sempre sem levar em consideração ou atentar para as possíveis consequências de suas atitudes. Eles estão prontos para encontrar soluções para os problemas. Se a questão for equacionar um mal-entendido, é bem próprio dos homens querer, naquele momento, discuti-lo, mesmo que a ocasião não seja a mais apropriada para uma conversa esclarecedora… Por outro lado, apesar da aparente determinação, muitas vezes, tem-se a impressão de que atitudes mais românticas para o sexo masculino, como por exemplo caminhar pela rua, em direção à casa da namorada, com um ramalhete de flores, é mais difícil do que enfrentar um cachorro louco!
Mas, durante o namoro, ninguém tem a certeza de que aquela pessoa será o (a) esposo (a) com quem buscamos partilhar a nossa vida. É na vivência desse tempo que vamos colher informações para fazer a nossa escolha para o próximo passo. Nesse processo de conhecimento propiciado pelo namoro, haverá também momentos de maior intimidade. Oportunidade para que os casais, dentro de uma maior privacidade, possam se conhecer naquilo que é próprio do outro. Enquanto que para um deles o termo “se fazer conhecer” significa saber mais a respeito do outro, para a outra pessoa pode significar um convite para maiores intimidades. Aliás, para alguns casais, até no significado da palavra “intimidade”, que “diz respeito aos sentimentos ou pensamentos mais íntimos de alguém”, segundo definição do Dicionário Houaiss, há sentido único e voltado ao sexo.
Contudo, muitos casais, atropelando as etapas do namoro, começam a viver a intimidade no sentido mais irrestrito da palavra, já nos primeiros meses de relacionamento. É claro que dependendo da maneira como o casal manifesta o carinho pelo outro e no ambiente em que costumam namorar – quase sempre muito reservado – os estímulos vão ser provocados. Independentemente da maturidade dos namorados, ao agir assim eles estarão se colocando à prova de algo muito mais forte, podendo correr o risco de inverter, completamente, a ordem natural desse processo de conhecimento que ambos se propuseram a viver. Consequentemente, se o casal não assumir um novo comportamento dentro do namoro, eles mal conseguirão ficar sozinhos sem que seus hormônios borbulhem, fazendo com que a libido fale mais alto.
Mais importante que desfrutar da intimidade do outro, será descobrir como trabalhar com as diferenças próprias do temperamento entre os casais, como também lidar com o autocontrole sem se deixar levar apenas pelos instintos.
Ninguém deseja viver um namoro isento de toques e de manifestações de carinho, como beijos e abraços. Assim, uma primeira atitude para aqueles que buscam viver um namoro, dentro do seu processo natural, será de ter em mente que os limites para manifestar os carinhos pelo (a) namorado (a) devem ser estabelecidos por aquelas carícias que, se acaso fossem surpreendidos por alguém, em nada ofenderiam tal pessoa nem causariam maiores constrangimentos ao próprio casal.

Dado Moura

Amar não é fácil

Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada. Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome. Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, nem desquite, jamais...
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos. Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um 'eu quero', seguido de um 'eu espero'; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu 'eu' por isso, o amor é difícil. Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E quando morreu, amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!


Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, scj

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sexo

Há, felizmente, mais de 600 sites católicos na Internet e grande é a oportunidade para se responder às inúmeras questões sobre a religião, filosofia e história.
Por outro lado, percebe-se um profundo desconhecimento da Bíblia Sagrada, pois algumas questões, se o Livro Santo fosse lido, relido, estudado, não seriam colocadas. Uma delas é onde está escrito, na Bíblia, que não se pode usar o sexo fora do casamento. Esquecem-se de que os mandamentos dados pelo próprio Deus a Moisés são a vereda da libertação. Entre eles estão o sexto e o nono mandamentos: 'Não pecar contra a castidade' e 'Não desejar a mulher do próximo' (cf. Ex 20,2-17; Deut 5,6-21).

Jesus, em inúmeras passagens de Sua pregação, urgiu o cumprimento destes preceitos; é só ler com atenção o Evangelho. Isto foi muito bem entendido, tanto que diz São Paulo: 'Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (lCor 6,9; Rom 1l,24-27). O Apóstolo condena a prostituição (1Cor 6,13ss, 10,8; 2Cor 12,21; Col 3,5). É preciso, de fato, sempre evitar os desvarios da carne. O corpo do cristão, criado pelo Ser Supremo e informado por uma alma espiritual, é santificado, consagrado ao Senhor pelos sacramentos, sobretudo, pelo batismo, confirmação e sagrada comunhão.

O batizado é membro do corpo místico de Cristo, pois o corpo é santuário de Deus que habita nele pela graça batismal. Cumpre, então, ao discípulo de Jesus conservar o seu corpo em pureza e santidade. O corpo humano é, realmente, uma das obras mais extraordinárias de Deus. Nele, tudo é bom e valioso. Nele, não existe nada que seja desprezível ou pecaminoso. Além de todas as maravilhas que encantam os cientistas, este corpo é, de fato, o Templo do Espírito Santo (1Cor 3,16s; 2Cor 6,16). Cristo foi claro: 'Se alguém me ama, meu Pai o amará. Viremos a Ele e faremos n'Ele nossa morada' (Jo 14,23).

Ora, guardar castidade significa fazer um reto uso das faculdades sexuais que Deus colocou no nosso corpo. A castidade é uma atitude correta diante do sexo, ou seja, conservar e usar as forças do sexo dentro do plano de Deus. Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que o homem deixaria o pai e a mãe e se uniria à sua mulher, formando uma só carne (Gên 2,24). Ele havia dito: 'Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliar igual a ele (Gen. 2,18). O Criador abençoou Noé e seus filhos e lhes ordenou: 'Sede fecundos, multiplicai, enchei a terra'(Gên. 9,1).

O sexo está destinado, portanto, à união e ao crescimento no amor, possibilitando a criação de uma nova vida humana. Na visão cristã, o sexo não é como hoje muitos querem fazer crer, algo que se possa usar fora dos planos divinos. Ele foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32).

Jesus proclamou: 'Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus'. Muitos, felizmente, são os jovens que, imbuídos do Espírito Santo, se conservam puros até o dia do casamento, apesar de toda esta onda de erotismo que envolve, infelizmente, o mundo de hoje.

Felipe Aquino

A presença de filhos no namoro

Já diziam as pessoas mais velhas que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. No processo de namoro isso também se aplica quando um dos namorados traz consigo os filhos de um relacionamento anterior. Seja esse fruto de um casamento frustrado ou das sequelas de um relacionamento em que foram atropeladas as etapas da convivência.
Todos nós trazemos, no íntimo, o desejo de nos sentir amados e especial para alguém. Em um relacionamento que se inicia a três pessoas, o compromisso de promover a felicidade do outro se estende, na mesma proporção, ao filho do(a) namorado(a).

Dentro dessa nova realidade, ao contrário de outros casais, sabemos que as condições estabelecidas neste convívio serão mais difíceis; a começar com as privações ou adaptações de outros momentos de convivência vividas somente entre o casal.
Nesse processo de conhecimento do namoro é bastante comum para os casais passearem a sós; mas diante da realidade desse tipo de convívio, os enamorados assumem, algumas vezes, a companhia do futuro enteado (a).

Exemplificando, nem sempre a mãe ou parente do namorado estará disposto a tomar conta do filho para que o casal tenha seus momentos. Outra situação, bastante peculiar, seria se cada um deles [casal] já fossem pais. Além de todas as possíveis dificuldades, estaria também implícito nesse relacionamento a necessidade dos seus respectivos filhos virem a relacionar-se.
Essas são algumas questões que devem ser arranjadas quando se visa a harmonia dentro desse tipo de relacionamento.
Obviamente, tudo poderá ser bem diferente se esses filhos já detiverem sua autonomia. Todavia, para evitar maiores problemas, um novo papel para os namorados deverá ser assumido quando comparado aos demais casais.

Para aqueles que desejam viver o compromisso mais sério de um namoro com filhos, é interessante cultivar a aproximação do pretendente junto ao filho do (a) namorado (a) e conquistar também sua amizade. Afinal, se há um propósito comum de vida conjugal, as pessoas que compõe esse relacionamento precisam primar por tal entrosamento, agora a três, ou quem sabe de mais pessoas.
Entre outras situações, há também a possibilidade de considerar os contatos entre o(a) ex do(a) atual namorado(a), pois, embora o(a) pretendente já viva um novo estado de vida; ele/ela continuam responsáveis pela criança. Certamente aqueles direitos assegurados à criança como visitas ou temporadas de férias na casa dos pais acontecerão.

Uma situação mais delicada poderá emergir dentro desse tipo de convivência se o(a) pretendente somente aceita viver os planos de casamento desde que seja excluído a participação da criança dos projetos do casal para o futuro. Tal condição feriria não somente a pessoa responsável pelo filho como também o próprio filho, pois a criança iria sentir-se extirpada da vida daquele com quem até pouco tempo vivia sob a tutela.

Assim, da mesma maneira em que o casal busca conquistar um ao outro, será necessário também envolver o filho que integra essa realidade. De outra forma, acredito que ninguém se sentiria plenamente feliz se a pessoa com quem se relaciona não trata o filho com a mesma importância que é tratado pelo próprio genitor.

Se os namorados não manifestam interesse em ver essa experiência sob uma nova perspectiva, talvez o sentimento que se pensava existir pelo outro não seja tão forte a ponto de superar as primeiras barreiras e novas adaptações de um relacionamento diferenciado.


Dado Moura

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A porta de entrada para o divórcio

O que une um casal não é o sexo, não é a genitalidade, mas o amor, a ternura, o carinho. Ame profundamente. Primeiro pelo diálogo, pela presença, pela segurança recebida, pelo amor, pela fidelidade. O que nutre o casal é a ternura, é o carinho! Quando o carinho, o amor, a convivência e o diálogo desaparecem, abre-se uma brecha para a genitalidade e, como consequência, os desentendimentos se multiplicam.

“Casalzinho” que avança o sinal e parte para a sexualidade, em geral, vive se desentendendo e brigando, porque a atração física está ocupando o lugar do diálogo, da convivência, da afinidade espiritual. Pior ainda quando resolvem as brigas com sexo. Enganam-se e se estragam cada vez mais...

Em geral, esta é a porta de entrada para o divórcio. Casamentos que se iniciam com namoro avançado não costumam durar muito tempo. Uma vez que já se experimentou tudo antes do matrimônio, nada mais sustenta o casal. A vida matrimonial é exigente: trabalho, casa, compromissos... Depois vêm os filhos... Se o casal não treinou com carinho e ternura, tudo vai se complicando, porque as relações sexuais, embora importantes para a harmonia do casal, não são tudo. Se o amor não se traduzir em gestos concretos, o casamento começará a naufragar.
Existem árvores que necessitam de cuidados especiais desde a semente; só assim darão bons frutos. Com o matrimônio é a mesma coisa: precisa ser cuidado enquanto ainda é plantinha... Só assim os frutos virão.
Namorados, noivos ou vocacionados ao casamento, creiam que isso é possível! Isso é sinônimo de santidade! Loucura é o que o mundo ensina! Todo aquele que se decide por viver essa aventura acaba sendo bênção para si e para sua família.
Não quero dizer com isso que você vai se privar das relações sexuais no casamento. Não é certamente isso que Deus lhe pede. Ele quer a sua pureza agora e depois no casamento... E isso lhe é possível!

(Trecho extraído do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib)

O amor pode terminar?

Quando tempo pode durar o casamento? Ou ainda, quando é que ele começa a desmoronar? Até há pouco, pensava-se que as primeiras crises chegassem depois de sete anos de “feliz” convivência. Em seguida, o tempo se abreviou, e o prazo de sua validade foi reduzido para cinco anos. Ultimamente, um levantamento feito pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, com aproximadamente 10 mil casais, descobriu que o amor não sobrevive mais de três anos – dado que coincide com outro estudo feito no Reino Unido, entre 2 mil casais.
«Paixão eterna só existe na ficção», afirma o psicólogo Bernardo Jablonksi, autor do livro: "Até que a vida nos separe: a crise do casamento contemporâneo”. Contudo, as diversas separações pelas quais ele atravessou podem provir do fato de ter identificado o amor com a emoção: «Na paixão, você sofre, deixa de se alimentar, não consegue dormir. Não poder durar!».
Dessa confusão não escapa outro psicólogo de renome, Aílton Amélio. Fundamentado no princípio de que tudo na vida precisa ser alimentado para não morrer, ele conclui: «O amor pode terminar, porque precisa ser nutrido por fatos. É como andar de motocicleta: se parar, cai».
Apesar da dificuldade de distinguir as coisas, o cineasta Roberto Moreira consegue descortinar uma luz no fundo do túnel: «O amor pode ser eterno, mas a probabilidade é pequena. Relacionamento que dure mais de dez anos é um sucesso». Referindo-se ao seu filme “Quanto dura o amor?”, lançado em 2009, Moreira apresenta a solução do enigma: «Talvez o melhor título fosse “Quanto dura a paixão?”, porque o amor só existe quando o parceiro deixa de ser uma projeção nossa».
Como já se tornou lugar-comum afirmar, amor é a palavra mais inflacionada do planeta. Diz tudo e não diz nada! Pode ocultar um egoísmo tão atroz que seu fruto é o desespero e a morte.
Contudo, para os cristãos, sua realidade resplandece como o sol. Quem encontrou seu pleno significado foi o evangelista São João. Por que ele é o único dos apóstolos que, por mais vezes, se declara o “discípulo amado” por Jesus? A resposta é simples e... deslumbrante: porque foi ele quem escreveu a página mais comovedora da Bíblia e fez a descoberta mais revolucionária da história: «Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele» (1Jo 4,16).
Mas, o que é o amor? Eis a resposta de São João: «Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por Ele. O amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para nos libertar de nossos pecados» (1Jo 4,9-10).
Para São João, amar é dar o que de melhor existe no coração humano – sem dúvida, fruto do sacrifício – para que a pessoa que está ao lado tenha uma vida digna e plena. Assim como faz Deus, que oferece o que de mais precioso tem: Seu Filho Jesus. Amar é sair de si mesmo, é esvaziar-se de seus interesses para que o outro se liberte e se promova, em seu sentido mais verdadeiro e profundo. Por isso, o amor exige autodomínio e heroísmo ao pedir que nos coloquemos diante de cada pessoa sem levar em conta as emoções, as mágoas, os apegos e os preconceitos que se aninham em nosso coração. Amar é tomar sempre a iniciativa: «Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho».
O amor humano, embora bonito, misterioso e arrebatador, não é suficiente para preencher o espírito humano. Se é indispensável para iniciar um casamento, é insuficiente para mantê-lo de pé a vida inteira: «O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim» (Documento de Aparecida, 117).
O que pode acabar – às vezes, com uma rapidez tão espantosa que se transforma em seu contrário – é a emoção, o sentimento, a emotividade. Mas o amor verdadeiro nunca termina, simplesmente porque se identifica com Deus. Nessa simbiose divina, ele passa a ter a fisionomia de Deus: paciente e prestativo, humilde e perseverante, misericordioso e gratuito: «Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (Cf. I Cor 13,4-7).

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados - MS

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Namoro x Amizade

O homem não nasceu para viver isolado. Disso sabemos e, inclusive, estudamos na escola a importância dos nossos relacionamentos. Poderíamos dizer que a amizade entre as pessoas se fundamenta nos encontros de suas necessidades diversas e em suas descobertas conjuntas, baseadas na lealdade e no comprometimento de ambas as partes.
Ainda quando estávamos dentro do convívio familiar, nossos abraços, beijos e outras manifestações de carinho tinham uma conotação fraterna. Num convívio social mais abrangente vivemos uma outra dimensão, na qual continuamos a ser fraternos, mas com pessoas com as quais não tínhamos convivido anteriormente.
A preocupação e o carinho recebido por parte de nossos amigos poderiam facilmente ofuscar nossa visão, a ponto de acharmos estar apaixonados ou viver um outro tipo de amor, platônico ou não, por esta pessoa. Mas, se um namoro começa a partir de uma amizade verdadeira, como podemos identificar se o nosso abraço está ganhando um sabor diferenciado? Poderia aquele (a) amigo (a) ser um (a) futuro (a) namorado (a)?
Do convívio de amigos de longo tempo e da admiração por suas qualidades, da maneira de pensar, entre outros, a pessoa pode pensar ter encontrado a sua cara-metade.
Assim como o valor de um diamante se concentra na ausência de impurezas, nossos sentimentos, da mesma forma, precisam ser trabalhados, a fim de identificar e eliminar as impurezas que podemos colocar neles, quando nos sentimos perdidos no “oceano” de nossas carências.
Algumas vezes, podemos projetar no amigo a necessidade de proteção ou de cuidados que não foram recebidos. Outras pessoas veem nele uma oportunidade para a cura de suas frustrações, medos ou inseguranças... Considerando a possibilidade de viver a mudança de uma amizade para um namoro, este será o momento propício para investir ainda mais na amizade no sentido de buscar respostas para perguntas como:

O que me faz ver essa pessoa como um namorado?
Que sinais eu percebo nessa pessoa, e que vejo a possibilidade de crescimento numa vida a dois?
Que hábitos ou costumes a pessoa traz com os quais não compartilho e que exigirão disposição para mudanças?
Essas e outras perguntas precisarão encontrar respostas que consideramos relevantes para a nossa felicidade. Pois nesse tempo de pesquisa, pode-se constatar que a admiração que se tinha, o sentimento de cumplicidade, a compatibilidade de ideias não desapareceram, mas o sentimento para algo além da amizade, que se pensava existir, já não se encontra mais.
Sem atropelos, e na maturidade da afetividade, devemos nos colocar predispostos a viver esse tempo de conhecimento recíproco sem antecipar experiências, impulsionados por carências e desejos desenfreados; o que poderia, tão somente, esvaziar o puro relacionamento de amizade que existia.


Texto extraído do livro: Relações sadias, laços duradouros

Dado Moura

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O que é um amor de verdade?

Não existe nada mais importante que a família. Quando Deus quis que a humanidade existisse, Ele fez um projeto: “ Eu quero que o homem e a mulher exista.” Deus os fez com suas diferenças, mas com a mesma natureza, com a mesma beleza e disse: “Crescei e multiplicai.”Deus diz para o casal: Vocês serão uma só carne. Quem não entender isso não entendeu o desígnio de Deus no casamento. Que não exista mentira, infidelidade no casamento. Se for assim não podemos chamar de casamento. Casamento é unidade, é transparência, mas tudo isso começa no namoro. Chegamos a uma conclusão, o casamento é sagrado. Foi Deus quem fez o casamento. Essas realidades são sagradas. Começamos a construir uma casa pelo alicerce, primeiro se lançam as bases, aí está o namoro. Muito telhado desaba porque as colunas e os alicerces não foram solidificadas.Deus usou como modelo para criar o homem e a mulher, Ele mesmo. Somos belos e importantes. Olhe para a Cruz de Cristo que você vai ver o valor que você tem.Ou entendemos o que é o amor de Deus ou não seremos felizes. O amor de Deus nos conduz a doação a fazer o outro feliz. Hoje há uma inversão de valores, as pessoas estão chamando o egoísmo de amor. O que fazemos com a laranja? cortamos, retiramos tudo o que ela tem, destruímos a laranja para nos satisfazer. Vocês estão vendo como a concepção da palavra amor está invertida?Está destruída? Usamos de forma egoísta as pessoas.Temos que aprender o que é o amor de Deus. Amar não é desfrutar do outro. Amar é estar disposto a ir a cruz por causa do outro.O casamento não é um mar de rosas , é uma missão. Amar é fazer sacrifício pelo outro. É preciso treinar a fidelidade. Porque você não vai viver um mar de rosas no casamento. Muitos casais vivem meses, anos sem relação sexual, até por causa de uma enfermidade. Como você vai viver se não treinou no namoro? Treine, tendo como plano de fundo o amor de Deus. O que é a castidade? Não viver o sexo fora fora do casamento, toda vez que alguém vive o sexo fora antes do casamento está vivendo fora do plano de Deus. Essas realidades não podem fazer você feliz. O sexo é para gerar vida, o sexo é para unir. Unitivo e procriativo.

A nossa sociedade sem Deus envenena os jovens com o sexo. Distribui camisinhas na escola para que o sexo seja vivido de forma livre, depois não sabemos o que fazer com estas jovens sozinhas e mães tão jovens. Meus irmãos vivam a beleza e o brilho da castidade.

Felipe Aquino

terça-feira, 19 de julho de 2011

Não é facil começar nem terminar um namoro

Já vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se você quer encontrar alguém terá que procurá-lo. Normalmente, é no próprio círculo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda, de certa forma, a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que há os valores que você preza. Se você é cristão, então, procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que você procura.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou "fisgado" pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com essa pessoa que você deverá namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isso faz o relacionamento se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rapidamente porque você logo se decepcionou com o outro. Isso poderia ter sido evitado se, antes, vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isso nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se você quiser conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça mais só com isso. Às vezes uma pessoa simpática, bem-humorada e feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física que ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a "cultura da alma" pela "cultura do corpo". A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, lojas de cosméticos, clínicas de cirurgias plásticas, entre outros, como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca se esqueça de que o mais importante é "invisível aos olhos".
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isso tudo não passará e o tempo não poderá destruir. É o que vale.
Se você comprar uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez você compre uma "joia" falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que "nem tudo que reluz é ouro". Se você se frustra no plano físico, poderá ainda se realizar nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A sua felicidade não está na cor da pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, tampouco os mil "amores", foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim ou aquele cabelo das moças que fazem as propagandas dos "shampoos" ; mas isso não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta – mesmo que você jovem não perceba – por isso, não podemos gastá-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje você pode ver as pirâmides de 4 mil anos do Egito, o Coliseu romano de 2 mil anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o (a) namorado (a), não se prenda às aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Felipe Aquino

Ninguém pode ser feliz se não for amado

O amor gera a vida; o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje, com toda clareza, que as graves perversões morais têm quase sempre como causa principal uma "frustração amorosa".
Os jovens se encaminham para as drogas, para o sexo vazio, para o alcoolismo e para tantas violências, porque são carentes de amor, 'desnutridos' de amor. A pior anemia é a do amor. Leva à morte do espírito. Ninguém pode ser feliz se não for amado, se não fizer uma experiência de amor. Se isso é importante na infância e na adolescência, também na vida conjugal isso é verdade. E esse "amor conjugal" começa a ser aprendido e treinado no namoro. Na longa viagem da vida conjugal, que começa no namoro, você precisa levar a bagagem do amor. Você amará de verdade o seu namorado não só porque ele é simpático, bonito ou porque é um atleta, mas porque você quer o bem dele e quer ajudá-lo a ser ainda melhor, com a sua ajuda.
Muitas vezes, você quis e procurou uma namorada perfeita, ou um rapaz ideal, mas saiba que isso não existe. A primeira exigência do amor é aceitar o outro como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. Só assim você poderá ajudá-lo a crescer, amando-o como ele é. Alguém já disse que o amor é mais forte do que a morte e capaz de remover montanhas.
O amor tem uma força misteriosa; quando você ama o outro gratuitamente, sem cobrar nada em troca, você desperta-o para si mesmo, revela-o a si mesmo, dá-lhe ânimo e vida, "ressuscita-o". É com a chama de uma vela que você acende outra. Da mesma forma é com a doação da sua vida que você faz a vida do outro reviver. Desde o namoro você precisa saber que "amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido". É claro que um casal se aproxima pelo coração, mas cresce pelo amor, que transcende os sentimentos e se enraíza na razão.
Todo relacionamento humano só terá sentido se implicar no crescimento dos envolvidos. De modo especial no namoro e no casamento isso é fundamental. A ordem de Deus ao casal é esta: "crescei". Deus não nos dá uma "ajuda adequada" (cf. Gên 2, 18) para "curtirmos a vida" a dois; mas para crescermos a dois. Isso vale desde o namoro. E o que faz crescer é o "fermento" do amor.
São Paulo expressou as exigências do verdadeiro amor melhor do que ninguém: "O amor é paciente, O amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, Não se irrita, Não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, Mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa. Tudo crê, Tudo espera, Tudo suporta. O amor jamais acabará" (I Cor 13, 4-7).
Medite um pouco sobre cada linha deste hino do amor e pergunte a si mesmo se você está vivendo isso no seu namoro.
Desde o namoro é preciso ter em mente que a beleza do amor está exatamente na construção da pessoa amada. É uma missão para gente madura, com grandeza de alma. Construir uma pessoa é educá-la em todos os aspectos, e isso é uma obra do coração.
O amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera; o amor não passa jamais.

Felipe Aquino

Fiquei noiva, e agora?

"Eles não têm mais vinho" (Jo 2,3). Essa passagem da Bíblia muito conhecida poderia ter um final trágico não fosse a misericórdia de Jesus e a intercessão de Nossa Senhora. Imagine a cara da noiva com esse probleminha na festa de casamento? Afinal, para muitas mulheres o sonho de uma vida é entrar na igreja de véu, grinalda, buquê de flores de laranjeira ao som da marcha nupcial ... E esse sonho fica mais próximo de ser concretizado com o pedido de noivado. A partir do momento em que a namorada diz "sim" (ou o namorado, afinal, as mulheres nem sempre esperam que a iniciativa parta do moço) começa a contagem regressiva para que o grande dia seja perfeito e nada falte. E uma maratona de decisões e escolhas se inicia: vestido, igreja, padrinhos, damas e pajens, canções, e se vai haver festa então é aí que a agenda – e o bolso – apertam!O casal de noivos, porém, não pode se esquecer do essencial nesse período: a oração e escuta de Deus, pois Ele é providente e fiel não deixando faltar nada. Mas é preciso ouvir o Senhor antes de qualquer escolha.Em geral, nesse período, enquanto o noivo continua com a sua vida comum e normal de todo santo dia, a noiva passa boa parte das horas pensando na lista de tarefas até o dia do casamento, e pode se tornar até chata para os amigos, pois só fala nisso. Ela precisa estar atenta para não se alienar nem ser seduzida pelos fornecedores que, muitas vezes, nos fazem crer que o mundo gira em torno do casório. Hoje, há uma indústria "mafiosa" no ramo de casamentos, que vende a ideia de que, para a boda ser linda, precisa ser cinematográfica e cara. E isso é uma grande mentira! Principalmente porque ofusca o mais importante: a bênção de Deus para o amor entre os noivos, o que faz da mais simples cerimônia um acontecimento único. Alguns casais se preocupam tanto com a festa, a música, a lua de mel, os presentes, sem perceber que o matrimônio é um sacramento, que expressa a vocação de dois filhos de Deus, os quais serão uma ajuda adequada um para o outro, rumo ao céu. É preciso discernimento para se colocar Deus em primeiro lugar.Já parou pra pensar que os noivos das Bodas de Caná sequer souberam que faltou vinho? Jesus, na hora certa, manifestou o primeiro milagre. À medida que o noivado vai passando, o casal deve experienciar os pequenos milagres cotidianos, desde a escolha da data até a vida de casados.De qual milagre você precisa hoje? O dinheiro está curto? Cada casal precisa aliar sua condição financeira a seus sonhos para definir prioridades. Quando se coloca Deus na história tudo fica mais leve, pois Ele, que providenciou o encontro dos namorados, é quem vai guiar o casal e cuidar para que, com discernimento, organizem uma cerimônia marcante e significativa tanto para eles como para suas famílias.E para ajudar nessa busca conjunta de Deus, o curso de noivos é fundamental, pois o casal vai, em retiro, refletir sobre essa importante decisão. E os noivos também não podem se esquecer de procurar um serviço médico para os exames pré-nupciais, que vão atestar a boa saúde de ambos, e também discutir sobre o planejamento familiar com a utilização do método Billings após o casamento – e a Igreja oferece diferentes cursos e publicações nesse sentido. "Todos servem o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados, servem o pior. Você porém, guardou o vinho bom até agora!" (Jo 2, 10). Por compaixão dos noivos, a pedido de Nossa Senhora, Jesus realizou o impossível e possibilitou que a festa continuasse. Ele não é um Deus que deixa as coisas pela metade, mas realiza nossos sonhos por inteiro. Portanto, peça o auxílio d'Ele no seu grande dia! Recorrer ao Espírito Santo antes de tomar qualquer decisão, da data ao altar, lhe fará experimentar todas as providências de Deus para que recebam esse sacramento de forma digna, feliz e surpreendente."Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado" (Mt 6, 33). Pode crer!

Mariella Silva de Oliveira

sábado, 9 de julho de 2011

As características do amor

Quando olhamos a manifestação do Espírito Santo, como o uso dos dons, tocamos na maravilha de Deus, que concede a Seu povo muitas bênçãos. Muitas vezes, nos questionamos: "Será que a ação de Deus se manifesta assim em mim?" Observe: todos esses dons são importantes, porém, a Palavra de Deus nos indica que o amor é o maior de todos os dons. Podemos até fazer bastante barulho, como um sino, mas é o amor que dá consistência à alma.Você já sentiu um grande vazio em sua alma? Esse vazio se dá pela falta do Deus-Amor em nossa vida, se não amamos e não nos deixarmos amar sempre nos sentiremos vazios. Todas as nossas atitudes precisam ser por amor. Existem muitas pessoas que vivem correndo e movendo mundos e fundos, fazem muito, mas não amam nem se deixam amar.Na vida o que realmente faz diferença são as pessoas que estão ao nosso lado; os idosos sabem bem disso. É desesperador quando alguém afasta de si as pessoas que o amam. E você pode se perguntar: "Não é a caridade que salva?" Podemos até fazer boas obras com a intenção de prejudicar alguém, com fins políticos, em nosso nome, para nos vangloriarmos, para sermos vistos pelas pessoas. Se o fazemos com essa mentalidade não há amor.Aquilo que fazemos sem amor pouco é aproveitado, não nos sacia. Assim como nosso corpo tem necessidade de se alimentar, o mesmo ocorre com nossa alma, ela precisa de alimento. Só o amor nos torna imunes à maldade que tenta entrar em nossa alma. O amor não é um sentimento, não é uma paixão, estas são coisas distintas. Quando nós amamos alguém estamos a favor dessa pessoa, pois o amor pensa no outro, ao passo que a paixão pensa em si mesma. O amor alimenta a alma; a paixão a consome.O amor traz em si características que são próprias dele. Ser paciente, esperar o processo do outro, a lentidão do outro. Se não amamos não temos paciência, pois o processo do outro nos faz sofrer. Quem ama tem paciência e espera pelo outro.Para curarmos a maldade que sai da nossa boca é preciso pensar bem dos outros, querer o bem deles e lhes fazer o bem, como nos ensina Dom Bosco. O amor não tem inveja, quando você se perceber tendo inveja de alguém se pergunte: "Por que eu não amo essa pessoa?" O amor expulsa a inveja, ele não é presunçoso nem se enche de orgulho (cf. I Cor 13, 1-13).Tudo o que não é amor em nossa vida é pecado. Quando lançamos raízes no amor até rezamos pelos nossos inimigos. Quando dizemos que Deus é amor e que Ele nos ama, estamos dizendo que Ele tem paciência conosco, que Ele não está interessado em nossos bens, porque o Senhor nos ama e não tem raiva de nós, nem se alegra com os nossos sofrimentos. Ele se alegra quando nós nos encontramos com a verdade.Meu Deus acredita em mim, mesmo quando eu não acredito em mim mesmo. Meu Deus me espera e de mim espera tudo de bom. O amor jamais acabará. O amor sobrepõe todas as paixões.

Márcio Mendes

O cônjuge como um caminho para Deus

O encontro de duas pessoas em Deus – por intermédio da oração ou da vivência religiosa compartilhada – é uma das formas mais ricas e profundas de encontrar-se, já que estamos diante de Deus, com melhor que cada um possui. Diante do Senhor nos desprendemos de tudo o que normalmente dificulta o encontro e vamos assumindo com mais objetividade a atitude compreensiva, benigna e compassiva do amor de Deus.A união de duas pessoas pelo sacramento do matrimônio abre a eles uma nova possibilidade de amor sobrenatural: o cônjuge como um caminho para Deus, como lugar de encontro com Deus. No momento solene das bodas, Cristo diz a cada um: Eu, desde agora, vou te amar especialmente através do cônjuge, vou convertê-lo em santuário do meu encontro contigo. E com isso me deixa o grande desafio de buscar ao Senhor no coração do outro onde desde agora está me esperando, de descobrir o rosto de Cristo no rosto do meu cônjuge, de acolher seu amor como transparente e reflexo do amor divino. Em contrapartida, eu devo ser Cristo para o outro, dar a ele o amor, a luz e a força que necessita para crescer e chegar até Deus. E assim cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.
Por isso, em todo matrimônio cristão está sempre Deus como terceiro, quem faz de ponte e laço de união entre os cônjuges. E precisamente quando Deus não ocupa esse lugar dentro do matrimônio, então há sempre lugar para outro terceiro, que destrói a aliança matrimonial.O matrimônio é uma comunidade de salvação unida por um vínculo sobrenatural. O amor de Cristo e Maria selam nosso amor. Estamos unidos como a videira e os brotos. Nossa salvação está unida ao outro e vem por meio do outro. Minha santidade repercute no outro, meu pecado também.
Tão profunda é essa aliança [matrimonial] e esse conhecimento mútuo que os esposos deveriam chegar a ser diretores espirituais um do outro. Tanto se conhecem que podem ajudar ao outro em seu caminho de santidade. Essa aliança de amor se dá entre os esposos e dos esposos com Deus. Por isso é comunidade de salvação, de amor, vida e tarefas com Cristo e Maria.Compartilhamos sua missão e junto com eles caminhamos para Deus Pai. Em caso que os contraentes humanos entrem em crise o terceiro os ampara. Cristo carrega com eles o matrimônio.Depois de nossa consagração a Virgem ela também começa a ser uma aliada e nos ajuda no caminho. Ela também nos ampara.O que dissemos sobre o matrimônio vale para todos os membros da família: pais, filhos, irmãos... Cada um é Cristo para os demais, reflexo do Senhor. Cada um é e há de ser, para o outro, um caminho para o Senhor, caminho privilegiado de amor a Ele.
Nisso encontramos o sentido da aliança matrimonial e o sentido da aliança familiar: Todos juntos, unidos e aliados com a Virgem Maria, caminhamos para Deus. Todos juntos, nos amando mutuamente como ao Senhor, nos consagramos a Maria e, mediante ela, nos entregamos para sempre a Deus.Queridos irmãos, se nos deixamos educar e guiar pela Virgem Maria, então a aliança com ela é como uma grande escola de amor. Nela aprendemos a amar para percorrer os caminhos do amor divino e chegar ao coração do Pai. E é assim que se tornará realidade em nossa vida a aliança com Deus.

Padre Nicolás Schwizer

Relacionamento, a máxima exigência com você mesmo

Quando um homem e uma mulher se unem diante de Deus para formarem uma família, o seu relacionamento se transforma num instrumento de cura um para o outro. Eu tenho muita pena quando um verdadeiro sacramento do matrimônio é abandonado, quando o marido e esposa decidem viver um longe do outro por causa das feridas que um acabou causando no outro ao longo de suas vidas. Eu tenho muita pena porque esse relacionamento, longe de Deus, se transformou numa arma, porque conviveram juntos e sabem dos limites um do outro.Qual a maneira concreta por meio da qual o sacramento se torna instrumento de cura um para o outro? Faça tudo com doçura. Se você faz todas as coisas com doçura, você ganha o afeto da pessoa que está com você. Quando somos doces, mais do que ser estimados e reconhecidos, nós ganhamos o afeto da pessoa, porque ela sente que é querida e amada. O que é dar afeto? É você afetar a pessoa; e nós afetamos uns aos outros quando, no decorrer do dia, fazemos aquilo que devemos fazer com doçura. Eu não estou falando de coisas que fogem do seu dia a dia, estou falando das coisas que você faz no ordinário da vida. Quando prepara a mesa do café, fazendo do jeito que o seu marido gosta, do jeito que seus filhos gostam de se sentar à mesa, preparando as coisas com carinho, porque já os conhece, você já sabe o que cada um vai pegar na mesa. Estou falando da maneira como você chega no seu trabalho, da forma como você dirige; do momento do almoço ou do jantar em que vocês se encontram para compartilhar a refeição, de uma palavra que você dirige à sua esposa. Já que você tem de fazer estas coisas, faça-as com ternura, faça-as de forma doce, não é fazer mais coisas, é fazer o que você já faz com bondade e ternura. Existem pessoas que dizem: "Mas eu já faço tudo o que ele gosta", mas, às vezes, falta doçura no fazer. Não o fez de maneira terna. Não importa só o darmos, mas a forma como o fazemos.
A Palavra de Deus nos diz que, quando nós agimos assim, ganhamos mais do que uma estima, e sim, o afeto. Estima é como ir levar uma joia ao joalheiro e dizer: "Quanto o senhor estima que vale esta joia?”, ou seja, é aquilo que tem valor por si só, é aquilo que admiramos. Admirar é reconhecer o valor do outro, e na admiração há uma certa distância, mas o afeto é diferente, não há admiração apenas. Nós podemos admirar até um inimigo, você pode até reconhecer que o seu inimigo tem qualidades, mas casamento sobrevive de doçura, de ternura, de toque, ou seja, a pessoa foi atingida por outra que está na mesma condição que ela. Às vezes, nós amamos uma pessoa que não nos ama, mas a força do amor é tão grande que quando passamos a amá-la, ela, que antes não nos amava, passa a nos amar. É tão grande a força do amor de quem ama que acaba fazendo a outra pessoa amá-lo também. É algo simples? Sim, é simples. Mas é fácil amar? Fácil não o é, mas é o único caminho para a transformação da outra pessoa. Quando nós queremos que uma pessoa mude há três coisas simples e poderosas que podemos fazer:1º) Você deve usar no relacionamento a máxima exigência com você mesmo;2º) Você deve ter o máximo de compreensão com a outra pessoa e3º) Ter sempre um sorriso para a outra pessoa. No casamento nós queremos o máximo de exigência com os outros e o máximo de compreensão para conosco, mas o que transforma não são as exigências com os outros, e sim conosco. Exigência para nós e compreensão com os outros. Muitas vezes, erramos porque colocamos o foco no lugar errado. Quando eu cobro do outro o que eu não dou, as coisas não mudam. Como é diferente um casal que troca palavras de carinho, de apoio, de elogios! Como é bom encontrar um casal que se promove, que se ama. Como é bom encontrar uma mulher apaixonada pelo marido e que sempre tem algo de bom para falar sobre ele. Da mesma forma, como é bom encontrar um marido que ama e que tem verdadeira devoção à sua mulher! É claro que há aquelas brigas para colocar as coisas nos eixos, mas estas não devem jamais ser destrutoras. Como é desagradável encontrar casais que só têm palavra más um ao outro, críticas mordazes, aquela crítica que morde, é aquela que quando uma pessoa faz a você, você não sente ternura, só sente uma punhalada no coração. Quantos casais destroem os casamentos por causa dessas críticas, e não só pelas críticas para com o cônjunge, pois estas transbordam para os filhos e, em pouco tempo, pai e mãe começam a ser cruéis com estes [filhos].
A flecha atirada e a palavra proferida não têm volta, diz um provérbio. A palavra fere como a flecha, pois quantos casamentos se esvaziaram pelas palavras malditas. Se o marido soubesse o quanto as palavras ditas na hora do nervoso e da raiva destroem as mulheres eles não as diziam. Porque a raiva e as brigas passam, mas as palavras ficam lá dentro, ficam "cozinhando" no coração da pessoa que foi ofendida. Da mesma forma, se as mulheres soubessem a força das palavras que elas proferem contra os maridos elas não as diriam. É que homem tem a mania de fazer de conta que não está ouvindo, mas aquilo fica armazenado dentro do coração e quando vem à tona, quando "explode" leva junto o casamento da pessoa. Há coisas que não são amor. Nós somos enganados a todo momento pelas novelas, pelos filmes com os mulheres e homens perfeitos, com o beijo perfeito. Isso é mentira, isso é ilusão, isso não existe! Você quer saber o que é amor? É quando um homem olha para sua esposa e sabe que ela teve um dia difícil e por isso ela está sendo áspera nas palavras, e para não brigar com ela, ele se cala para não brigar com ela. Amor é quando você pertence a uma família humilde e pega aquele pedaço de frango de que mais gosta e oferece para a outra pessoa porque você quer o melhor para ela. Amor passa por uma panela de carne. Amor é quando depois de ter brigado, de ter discutido, ainda preparar uma cama gostosa para os dois dormirem e não conseguem dormir sem dizer uma palavra boa um para o outro. Isso é amor.

Márcio Mendes

sábado, 11 de junho de 2011

O Namoro Humano

O namoro é um encontro de duas pessoas. Encontro original, diferente, tocante, envolvente. Começa carregado de impulso, instinto, atração. Traz, porém consigo, horizontes maiores, surpresas arrebatadoras, descobertas e sonhos fascinantes. O namoro tem rumo, direção, objetivo. Não é um encontro qualquer. Não é epidérmico, nem destinado ao surfismo, à superficialidade, mas às profundezas e às alturas.
No namoro encontram-se duas histórias, duas consciências, dois futuros, duas necessidades, duas diferenças, dois mistérios que irão se olhar, se acolher, dialogar, sorrir, desabafar, confidenciar, confiar, decidir e conviver. O namoro é porta de entrada em direção à vida, ao amor, à família, à paternidade.
O namoro humano acontece mais na alma, no coração, na intenção, na consciência do que no corpo. Como é pobre, equivocada, vazia e frustrante a experiência do namoro onde só rola paixão, ciúme, sexo, transa. Egoísmo e imaturidade, despreparo e desconhecimento de si e do outro, fazem do namoro uma brincadeira erótica, cheia de enganos e desilusões. É preciso distinguir entre o que é gamar, gostar, amar. O coroamento do namoro é a decisão em contrair núpcias, formar família, transmitir e educar vidas e pessoas.
Namoro não é passa tempo, não é programa de fim de semana, não é mera camaradagem, companheirismo, aproveitamento, curtição, muito menos fuga de casa, medo de sobrar, imitação da moda (todo mundo faz), busca de auto-afirmação. Namoro é conhecimento mútuo, partilha de vida, esperança em ser mais, tempo de crescimento e amadurecimento.
O namoro verdadeiro é iluminado por um ideal, um valor objetivo, a realização de si e do outro. Pelo namoro as pessoas se preparam para a missão de ser esposos, de formar família e principalmente para responsabilidade e a beleza inaudita de serem pais de seus filhos. Muitos casamentos são forçados, apressados, imaturos, falsos, interesseiros, inseguros, despreparados porque o namoro e o noivado não foram além da carne, transformaram-se em erotismo, prazer, curtição, no sentido de “aproveitar a juventude”. Assim não pode dar certo.
Somos pessoas frágeis, feridas, portadoras de condicionamentos, imaturidades e até portadores de patologias profundas. Não é pois aconselhável namorar cedo demais. Namoro precoce é um risco. Logo aparecem as brigas, ciúmes, dificuldades de diálogo e até falta de assunto. Começa o afastamento das boas amizades, isolamento, as rupturas com a família, o desleixo nos estudos. Deste modo o namoro acaba em sofrimento e desgaste que envolve muita gente.
Precisamos devolver ao namoro o seu significado autêntico, livrá-lo da banalidade e de interesses egocêntricos. Namoro é uma experiência do amor humano que é visibilidade do amor de Deus pelo mundo. Se há alguém enamorado pela humanidade é Deus. Os namorados podem fazer uma grande experiência do amor de Deus através do namoro. O amor dos namorados ajuda-nos a descobrir o coração enamorado de Deus por seus filhos e filhas. É no namoro que está o início da educação de uma criança, e são colocados os alicerces de uma família estável, duradoura e feliz. Todos queremos ser decisivamente, autenticamente, pessoalmente amados. O caminho normal para esta experiência é o namoro que requer maturidade física, psicológica, ética e social. Namoro não é assunto privatizado, um relacionamento a dois, sem conseqüências para a vida. Pelo contrário, o que mais repercute na existência humana é o namoro porque é experiência de amor e caminho para a auto realização, para o bem da família e conseqüentemente da sociedade.Em nossos dias, a experiência sexual é cada vez mais precoce e fortemente influenciada pela pornografia via internet, celular etc., por outro lado, a permissividade sexual dos adultos recebe também o nome de namoro. Chegou a hora de restituir ao namoro seu autêntico significado, ou seja, uma etapa, uma experiência de amar e ser amado com exclusividade, fidelidade, respeito, pois, amar é querer o bem do outro, amor de benevolência.

Dom Orlando Brandes
CNBB

Namoro e castidade: divina combinação

Os jovens cristãos que namoram e desejam viver a lei de Deus têm enfrentado um grande dilema. Transar ou se guardar para o amor maior, aquele que vai selar uma união duradoura diante de Deus? Muitas vezes, são os namorados que querem transar. Ainda é grande o número de meninas que não querem ter vida sexual no namoro e são pressionadas pelos namorados para dar uma “prova de amor”. Mas transar durante o namoro está longe de ser uma prova de amor, seja lá o que isso possa significar. Amor não é sentimentalismo, romance e prazer. Amor é responsabilidade, é fazer os outros felizes.

O verdadeiro amor espera, respeita. As coisas da vida somente são boas e nos fazem felizes se são usadas dentro de sua finalidade e no momento certo. Para acalmar o coração e clarear o entendimento dos jovens enamorados, vale a pena deixar claro que o sexo só deve ser vivido no casamento por causa de sua finalidade e sua consequência.

A dimensão unitiva tem em vista unir o casal que se comprometeu um com o outro a vida toda, diante de Deus e dos homens. A dimensão procriativa gera os filhos, que têm o direito de nascer em um lar constituído com pais preparados para acolher, amar e educar. E isso não pode acontecer ainda no namoro, porque o relacionamento é frágil.

O ato sexual é o selo de uma união definitiva, permanente, compromissada para sempre. Não é uma brincadeira, um passatempo, uma diversão. Na verdade, os casais que fazem sexo antes do casamento estão realizando um ato egoísta, não um ato de amor, por mais que tentem justificar dessa forma. A última “entrega” ao outro deve ser a do próprio corpo, depois que os corações e as vidas estiverem unidos para sempre. Isso está longe de acontecer no namoro, que é um tempo de escolha. É o tempo de conhecer a pessoa do outro, seus valores e seus limites. Não é o tempo de viver a intimidade sexual dos casados.

Quantas jovens engravidam durante o namoro e têm de mudar totalmente o rumo de suas vidas? Às vezes, são obrigadas a deixar os estudos para trabalhar. São obrigadas a continuar morando na casa dos pais, já que não têm condições financeiras nem tampouco emocionais de terem suas próprias casas, como convém. Isso sem mencionar muitos abortos realizados por causa da vida sexual dos jovens no namoro. Querer transar durante o namoro não é amor. É egoísmo. Infelizmente, ainda recai sobre as jovens uma decisão muito importante: de se guardar e direcionar o namoro.

Afinal, os meninos não correm os riscos de uma gravidez. Se o namoro terminar, eles seguem em frente como se nada tivesse acontecido.

Para as meninas ainda é diferente, porque elas jamais se esquecem do que aconteceu. Por isso, quando os jovens casais não chegam a um acordo sobre guardar a castidade, é importante que a menina cristã aprenda a dizer "não" a seu namorado. Deus quer que toda jovem se guarde e se prepare para aquele homem que um dia vai ser seu marido, companheiro e pai de seus filhos.

Cabe à menina, então, hoje em dia, “fazer a cabeça” do namorado e aproximá-lo de Deus. É importante estar certa de que Deus não deixa ninguém desamparado. E ninguém pode ser infeliz por cumprir a Sua lei e fazer a Sua vontade.
Felipe de Aquino
Professor

A sadia convivência no namoro

O que é a sadia convivência? É viver com naturalidade, pureza e sinceridade os nossos relacionamentos. O termo "sadio" é antônimo de "doente".Hoje vivemos numa sociedade enferma, marcada pela pornografia, pela malícia nos relacionamentos, pelas brincadeiras inconvenientes, e tudo isso conduz à sensualidade. No viver de forma sadia, tudo isso precisa ser eliminado. A Palavra de Deus nos diz: "Não vos conformeis com este mundo" (Romanos 12,2).


"A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças. Pois, ficai bem certos: nenhum libertino ou impuro ou ganancioso – que é um idólatra – tem herança no reino de Cristo e de Deus" (Efésios 5,3-5).


Há pessoas que, com boa intenção de ajudar o outro, começam a se aproximar sem conhecer as suas fragilidades; o resultado, no entanto, pode ser desastroso, porque em vez de ajudá-lo acabam provocando sentimentos que prejudicam a vida dessa pessoa.Dom Bosco dizia que para salvar os jovens ele iria até as últimas consequências, mas era preciso ser prudente. Há confusão quando não há maturidade; é preciso construir um caminho de luta, de sacrifício, de esforço, dedicação e zelo.
Porém, se você busca a castidade, mas não consegue se desvencilhar dos filmes pornográficos e das sessões de piadas, como ser curado? Dentro de você precisa haver uma disposição interior para que possa fechar todas as brechas.Somente conseguiremos ser homens profundamente curados na nossa afetividade e sexualidade pelo poder do Espírito Santo.
A cada dia peçamos esta graça para que sejamos homens curados e plenos do amor de Deus.

(Trechos extraídos do livro: A cura da nossa afetividade e sexualidade )

A maturidade exigida no noivado

Noivar é muito mais que apenas colocar um anel no dedo da pessoa amada. O noivado é um período em que os noivos, estando comprometidos com a promessa de casamento, passam a se preparar para viver maritalmente. Embora conhecendo as preocupações costumeiras, tanto para o homem como para a mulher, tais como moradia, subsistência, enxovais e todas as demais responsabilidades e obrigações contidas nesse compromisso, talvez a pergunta que sempre ronde os pensamentos dos namorados seja esta: “Quando é a melhor hora para assumir um compromisso maior com o (a) namorado (a)?”
Por maiores que sejam a proximidade e as afinidades entre os familiares dos namorados, o prazer de passearem juntos, entre outras coisas, a resposta para esse dilema não será tão fácil de ser assumida. A decisão de um próximo passo não será encontrada na resposta de uma simpatia ou, por exemplo, na leitura da sorte nas cartas do baralho. Muitas vezes, em razão do namoro já estar perto de completar um decênio, os dois se sentem na obrigação de mudar o “status”, passando de namorados a noivos. No entanto, apenas o tempo da longa convivência não pode servir como fundamento para a justificativa de assumir esse comprometimento.
Um namoro longo, muitas vezes, demonstra imaturidade ou camufla certa insegurança. Seja por medo de não encontrar alguém ou por interesse em eliminar a sensação de perda de tempo vivido nesse relacionamento, muitos casais aceleram os acontecimentos, forçando o noivado como forma de garantir o compromisso para o casamento desejado. Outros, em razão da intimidade vivida durante esse período, se sentem moralmente responsáveis por noivar, mesmo sem reconhecer alguma chance de desenvolver maiores vínculos com o (a) namorado (a).
O namoro é um período no qual o casal se dispõe a conhecer-se. É o início da experiência em que realmente se aprende a amar. De maneira muito especial, nesse tempo de convivência, um se permite ser edificado pelo outro. Inicia-se, nesse convívio, um processo de lapidação em que ambos se dedicam a trabalhar naqueles pontos de sua personalidade que pouco contribuirão para o bom relacionamento. Por mais delicado ou constrangedor que seja para alguém aceitar a interferência da pessoa amada em seu comportamento, ainda assim, aceitará se o desejo de fazer história com o outro for maior que seus caprichos.
De livre e espontânea vontade, os dois devem se prontificar a viver as exigências do amor com aquela pessoa que será seu cônjuge. Dessa forma, em razão dos frutos dessa entrega e ao perceberem o crescimento do relacionamento junto com o outro, assumem o próximo passo, acolhendo a ideia de continuarem a viver um maior comprometimento, dando sequência aos planos de vida a dois com o noivado.
Os únicos argumentos que devem justificar uma resposta positiva para um novo compromisso de vida estão fundamentados na confiança, na transparência e no amor maduro. Uma maturidade que exigirá do casal a capacidade de acolher as sugestões de mudanças que eles podem suportar e paciência para respeitar o tempo do outro nas situações em que não poderão interferir; sem tampouco desistirem do projeto de estabelecer e viver o crescimento proposto na vida a dois. Qualquer outra razão que não seja o crescimento na maturidade com a outra pessoa poderá sinalizar o fracasso do futuro e almejado sonho do casamento feliz.
Um abraço!

Dado Moura

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Namoro na adolescência

A experiência de namoro, assim como os demais relacionamentos da adolescência, deve ser colocada dentro de um contexto mais amplo.Isto porque existe uma série de profundas mudanças que o adolescente começa a descobrir nessa fase e que, embora todas elas possam ser fascinantes e positivas, devem ocorrer dentro de um ritmo de normalidade e sem qualquer agressão ou violência sobre o seu processo de crescimento global, sob pena de graves e irremediáveis conseqüências.O adolescente, por óbvio que possa parecer, não é ainda um adulto. Não tem os seus sentimentos e as suas emoções sujeitos a um saudável e necessário controle, mas pelo contrário, exatamente por estar iniciando e descobrindo a sua trajetória de vida, é mais induzido a fantasias e impulsos que escapam da sua razão ou moderação.E nessas fantasias e impulsos entra, sem sombra de dúvida, um fator muito forte que é o afeto. Afeto do qual todos os seres humanos sentem a falta, em maior ou menor escala, em qualquer etapa de suas vidas, mas que pode e deve ser administrado segundo um critério de oportunidade e conveniência. Por exemplo, se falta afeto a um homem casado em determinado momento de sua vida, deve ele procurar compensação fora da vida conjugal? Não é o caso. Ele deve acolher aquela fase como uma oportunidade de crescimento pessoal e do próprio casamento, esforçando-se, a começar por ele mesmo, a gerar e desenvolver o afeto do qual sente a ausência.Situação semelhante é a da adolescência, ocasião em que a carga afetiva é ainda mais impetuosa e forte. Como administrá-la? Procurando, antes de mais nada, ter uma vida saudável, por exemplo com a prática de esportes que permitam descarregar a energia naturalmente existente. Ao mesmo tempo, desenvolvendo ao seu redor um clima de harmonia, solidariedade e amor para com todos e para com tudo, a começar pela natureza.Na verdade, atualmente os adolescentes — assim como todos os que vivemos em sociedade, independentemente de sexo, idade, raça, cor ou categoria — recebem uma violenta carga de permissividade vinda de todos os lados, que objetiva manipular as consciências e torná-las mais submissas a interesses escusos e lucrativos.A televisão é uma das grandes responsáveis pela banalização dos relacionamentos humanos, entre os quais o namoro. A moda, que deveria ser expressão de beleza e harmonia, se identifica com a ousadia e com os apelos sensuais, resultando na degradação sobretudo da mulher. Isso sem falar nas revistas e jornais, que circulam livremente. Os out-doors expostos a todo canto nada mais são que insinuações ao desenfreado e ilimitado prazer.O homem está em crise. Os relacionamentos sociais estão em crise. Entre eles, o coleguismo, a amizade, o casamento e o namoro não escapa.Por que isso, se hoje como nunca, os homens têm à sua disposição recursos, inimagináveis no passado, que poderiam contribuir largamente para a sua felicidade?É porque todos esses recursos externos, embora importantes alguns deles, não são essenciais para a vida feliz. A grande lacuna na vida do homem moderno é a falta do verdadeiro amor. E esta ausência gera conflitos interiores e sociais de graves conseqüências, bastando lembrar a onda de criminalidade entre jovens americanos, num país onde não faltam recursos materiais os mais sofisticados.Especificamente o namoro entre um e uma adolescente — embora reconhecendo toda a pressão que você mesmo menciona na pergunta —, com suas características particulares de troca de afeto, pode e deve ser substituído por uma amizade especial entre os dois. Amizade que não deve ser oprimida ou reprimida, mas respeitada e inserida numa maior abertura e participação na convivência com os pais e na vida normal e cotidiana da sociedade, nunca num fechamento obsessivo a dois. Amizade que pressupõe a arte do verdadeiro diálogo, maiores oportunidades de encontros, de convivência e de relacionamento, mas que é, sobretudo uma ocasião de grandes descobertas. Seja na vida pessoal, como na vida do outro. Estas descobertas devem ser respeitadas, acolhidas e jamais banalizadas. Devem ser objeto de construção da verdadeira personalidade que se desenvolve em cada um e nunca motivo de vulgarização ou de humilhação. O outro nunca é um ser descartável. Ele ou ela tem sentimentos… afetos… é um ser humano.Essa atitude prepara o adolescente para um discernimento maduro sobre a sua futura vocação, sendo a melhor preparação para um namoro sadio e enriquecedor — se for este o seu caminho —, em vista de um matrimônio com chances de ser duradouro e feliz.O namoro, quando chegado o momento, assim como toda experiência na vida tanto do adolescente como do adulto, pode e deve ser uma ocasião de crescimento e desenvolvimento de toda a potencialidade existente e muitas vezes adormecida. A atenção e o cuidado, no entanto, devem estar voltados para o desvirtuamento das propostas, circunstância hoje tão difundida na sociedade e da qual os adolescentes são talvez os primeiros a sentir o peso. A sugestão é não se deixar manipular por instrumentos e/ou pessoas que têm interesses na difusão de certa mentalidade permissiva, mas lutar e agir para que prevaleça o amor verdadeiro. Amar ao próximo como a si mesmo.


Fonte: Revista Cidade Nova

O carinho na adolescência

Durante o início da puberdade e na adolescência propriamente dita é muito comum que os jovens se afastem um pouco do carinho dos pais, ou por vergonha de parecerem crianças ou por que há muita malícia no mundo de hoje e isto acaba por confundir e inibir o jovem sobre o carinho saudável.Sobre a vergonha de parecerem infantis, basta que nós pais insistamos no contato com os filhos e filhas que mesmo já mocinhos merecem um beijo de encontro ou despedida e uma benção ao ir deitar. O jovem que não é acostumado a receber carinho terá dificuldades de transmiti-lo quando for necessário, aos seus filhos, ao seu esposo ou esposa e até mesmo a namorados e noivos.Sobre a malícia devemos nos deter um pouco mais...Quando a criança começa a entrar na puberdade o seu corpo começa a se transformar em um corpo de homem para os meninos e um corpo de mulher para as meninas.Devido a ação dos hormônios e do próprio desenvolvimento psicológico do jovem, a sua interação com o mundo exterior muda. O jovem que via as meninas como inimigas até pouco tempo atrás, começa a despertar interesse por elas, as jovens da mesma forma começam a se questionar se só as amiguinhas da escola merecem sua atenção.Infelizmente nesta fase onde há um despertar para o sexo, o jovem se depara com uma infinidade de malícias e desvios que acabam por confundi-lo. Por exemplo, a necessidade de só prestar atenção no corpo do outro jovem, ler revistas masculinas e atualmente até as revistas gay onde os homens aparecem nus; demonstrando desejo sexual até de forma grosseira; ou 'ficando' que é um costume dos jovens de hoje que em nada os ajuda a crescer.No namoro e mais tarde no noivado é normal que haja uma demonstração de carinho saudável, mesmo com beijos apaixonados bastante normais para esta fase. O que não deve haver é um desvio para as carícias, ou seja, o estímulo sexual do parceiro pois é muito difícil o controle após um certo nível de excitação. E como um jovem cristão deve manter a castidade, evitar as carícias é uma demonstração de amor e respeito para si e para o outro.

Fonte: soucatolico