sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mentes vencedoras e mentes derrotadas

Quando o povo hebreu saiu do Egito, houve dois acontecimentos muito parecidos: a passagem do Mar Vermelho (saída do Egito), e a passagem do Rio Jordão, na fronteira da Terra Prometida. O primeiro acontecimento foi para levantar o ânimo dos fugitivos escravos, o que chamamos hoje de autoestima. Com esta experiência eles se sentiram capazes de superar problemas invencíveis. Era a gasolina que necessitavam para atravessar as inclemências do deserto e poder vencer o número de obstáculos que ainda se apresentariam. O segundo acontecimento, a passagem do Rio Jordão, era para que os habitantes de Canaã constatassem que o povo hebreu era acompanhado por um Deus poderoso, fiel à aliança e que cumpriria a promessa de entregar-lhes a Terra Prometida. Os habitantes de Jericó perceberam que se tratava de um Deus poderoso, que caminhava ao lado dos hebreus e era capaz de intervir com uma força sobrenatural para cumprir as promessas. Josué enviou alguns espiões que exploraram e analisaram cuidadosamente tudo o que se referia aos moradores de Canaã. Os "repórteres" trouxeram duas versões. A versão pessimista: "São gigantes invencíveis. Suas muralhas chegam ao céu. Somos simples gafanhotos a seus pés". Sim, se tratava de um exército invencível, que tinha armas defensivas (as muralhas) e armas ofensivas (gigantes bem armados). A versão otimista: "A terra é bela, a mais bela de todas as terras. Vale a pena todo esforço". Mas o mais importante foi que desde antes de entrar em Canaã, Josué já havia imaginado as aspirações dos povos nômades, sedentos de território. Josué realiza então um gesto simbólico e profético: Antes da batalha, divide o território. "Vamos tomar esta terra hoje mesmo. Ela é nossa". Está seguro que vai ganhar a batalha. Quem não tem a certeza da vitória na mente, jamais a conseguirá no campo de batalha da vida. Assim, quando os hebreus chegaram à fronteira da Terra Prometida, sua fama e façanhas já haviam penetrado as fronteiras de Canaã e haviam conquistado a mente de seus inimigos, pois começaram a ter medo. Os habitantes de Jericó tinham tudo para derrotar facilmente um exército que ainda estava à sombra da escravidão. Eles [os hebreus] eram nômades, sem armas, sem experiência ou poder militar. No entanto, os moradores de Jericó decidiram não lutar. Diz a Palavra que Jericó "estava trancada dentro de seus muros e barreiras". Eles olhavam uns para os outros e o medo crescia entre si. Já estavam derrotados, porque não queriam lutar.A tática de Josué: dar 7 voltas ao redor da cidade para fazer crescer o temor de um ataque que não veio.... "De uma forma ou outra, vocês cairão em nossas mãos", disse ele. O medo cresceu tanto que decidiram não se defender. Já tinham renunciado atacar os hebreus. Agora, ruem e caem as muralhas defensivas de suas vidas. Eles foram, então, presas fáceis para os inimigos que eram bem menos fortes e capacitados. Por que perdeu Jericó? O problema deles foi não atacar e não se defender, pois se deram por vencidos antes da batalha. Tiveram medo da fama que precedia os hebreus: Seu Deus era um Deus poderoso. Os hebreus conquistaram Jericó não porque suas paredes caíram por milagre, mas porque seus habitantes não queriam lutar, pois se deram por derrotados antes mesmo de entrar na batalha.Por que ganharam os hebreus?Eles tomaram posse antes de entrar no território. Eles estavam convencidos da vitória. Sua mente era uma mente vitoriosa. Eles tinham um Deus poderoso ao lado deles, que os fez passar o Mar Vermelho para dar-lhes autoconfiança. Quando cruzamos os braços e não lutamos, estamos nas mãos dos nossos adversários. Quando decidimos atravessar o "Jordão" não podemos voltar atrás, então não há outra estrada a não ser a luta e a vitória até o fim. Quando conhecemos os pontos fortes e fracos do inimigo ou a empreitada queremos ganhar, estamos mais bem preparados para enfrentar a batalha. Quando num ato real, tomamos posse do desafio que está diante de nós, então somos capazes de superá-lo. Mas acima de tudo, na vitória ou na derrota existe um fato definitivo: o Deus que nos libertou da escravidão, conduzindo-nos através do deserto, nos prometeu uma terra.Quando fizemos a experiência da passagem do "Mar Vermelho", a passagem da escravidão, perdemos o medo de outros problemas. Quando escolhemos um largo caminho, já não podemos voltar atrás. Só fica aberta a possibilidade da vitória. Quando sabemos que tudo depende de uma promessa feita por Deus, as nossas atitudes mudam, porque temos confiança e esperança. Sabemos que alcançaremos a vitória porque Deus prometeu e Ele é fiel.

José H Prado Flores

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Entre Você e Deus...


Muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as, assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros.
Vença, assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco, assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz, assim mesmo.

O bem que você faz hoje, pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem, assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você, assim mesmo.

Veja você que, no final das contas, É ENTRE VOCÊ E DEUS.

Fonte: http://www.cancaonova.com

Um sentimento chamado paixão

Quando se fala de paixão, freqüentemente fazemos ligação com algo relacionado ao amor ou ao sexo. De alguma maneira, esta se caracteriza por nos impulsionar a realizar nossos mais profundos desejos.
De outra maneira muito particular, sabemos que a paixão também está relacionada à dor e ao
sofrimento. Na história da humanidade, é conhecida a atitude d’Aquele que, por viver um profundo amor por cada um de nós, e ultrapassando todos os limites, viveu o extremo da sua paixão, entregando-se à morte.
Impulsionados pelo desejo intenso de alcançar um objetivo e presos à mágica do sentimento da paixão, também estaremos dispostos a viver o extremo de nossas escolhas. Quando estamos apaixonados, este sentimento faz disparar o coração, nos tira a fome e nos faz suspirar ao ouvir ou pronunciar o nome da pessoa amada, que nos atrai a atenção. Sem olhar o que teríamos de deixar para trás, troca-se horas por ricos segundos na companhia de quem nos encanta.
O sentimento de se estar apaixonado, deverá ser forte o bastante para propiciar o nascimento de um relacionamento duradouro. Tal qual a chama momentânea de um simples fósforo, a paixão deverá ser capaz de acender o “pavio” do verdadeiro amor. A paixão constrói e abre o caminho para firmar o germe do amor dentro do relacionamento a dois. Contudo, embora envolvidos completamente por este sentimento, não podemos perder de foco o interesse pelas descobertas dos valores e qualidades daquele (a) que nos faz sonhar, a fim de avaliar o futuro desse relacionamento.
Como que escondidos nas facetas da paixão, parecem estar os efeitos anestésicos de um desejo, que, muitas vezes, inibe nossa razão e minimiza nossa racionalidade. Seduzidos por uma inebriante atração e impulsionados pelo sentimento fugaz da paixão, podemos desejar nos arriscar a fazer coisas que poderiam trazer a destruição de outros fortes relacionamentos ou investir nossos esforços em uma relação sem futuro e sem esperança.
Às vezes, dispostos a romper os limites, quebrar nossos próprios conceitos ou sedados pelo desejo da paixão, poderíamos enveredar por caminhos sombrios, os quais teriam como conseqüência uma relação traumática para todas as pessoas envolvidas. Não estamos isentos de – por motivos adversos e dentro de algumas dificuldades momentâneas em nossos relacionamentos –, viver ou nos deixar conduzir por um permissivo desejo, criados a partir de fantasias e ilusões, acreditando que com uma outra pessoa nossa vida poderia ser diferente. E antes mesmo que sejamos totalmente tomados por tais desejos é necessária a retomada da lucidez, a qual poderá vir com a ajuda de alguém muito próximo.
Numa situação assim, acredito ser necessário uma retomada urgente de atitudes, no sentido de resgatar os valores que foram os alicerces de nossos relacionamentos e de nossas responsabilidades. O amadurecimento e a integridade de quem nos aconselha poderão nos ajudar a ver e a reafirmar a importância de estabelecer nossos relacionamentos no amor verdadeiro, e não apenas no sentimento transitório da paixão.
Deus nos abençoe.

Dado Moura

Eu e minha casa serviremos ao Senhor

Deus sonha com famílias novas, famílias proféticas, que tenham uma nova força e um novo brilho diante da sociedade. Vivemos em um mundo onde existem muitas opções para que nos afastemos de nossas famílias, começando pelos homens, mas também as mulheres.
Josué foi eleito por Deus para levar Seu povo a uma terra prometida, e deixou uma Palavra importante para nós: "Agora, pois, temei o Senhor e servi-o com toda a retidão e fidelidade. Tirai os deuses que serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi o Senhor. Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor." (Josué 24,14-15). É necessário que cada um de nós diga o mesmo que Josué. Este é o desafio que vem do Senhor para nós!
Tive uma constatação triste ao assistir a TV, aqui, em San Salvador, pois vi novelas que foram produzidas no Brasil, as quais mostram destruição das famílias. E pode acontecer o mesmo aqui [El Salvador], pois as novelas estão no centro das famílias, e o pior é que ao invés dos casais partilharem suas vidas, partilham a novela.
Quanto às outras famílias, eu não sei, mas a minha família e eu serviremos ao Senhor! Existe uma grande necessidade de, a partir de hoje, dizermos as palavras de Josué, pois em uma casa que tem o Senhor, não há espaço para outro, por isso, Jesus tem de estar em primeiro lugar em meu coração. Assuma ao Senhor, crucifica-O em seu coração, não deixe que o demônio ocupe lugar nele.
Muitas vezes, em sua casa reina a bebida, o dinheiro, a novela. É vontade de Deus ocupar seu coração, por isso é necessário que você se decida hoje por Ele. É necessário que vocês, pais e mães, digam a seus filhos esta palavra de Josué. Quantos jovens sentem desejo de receber um beijo de seus pais, e acabam buscando em outras pessoas este carinho.
Sou um homem que luta para ensinar a meus filhos que o amor supera tudo. Amem a seus filhos, não amem através de coisas materiais, pois a grande necessidade deles é o amor. Não há problema em errar, o problema é quando acreditamos que somos os donos da verdade. Não desanimem, existe solução, a solução é o amor!
Sirva ao Amor e o Amor servirá em sua casa. O amor que vem de Deus e que volta a Deus.
Flavinho

A história do outro atrapalha o namoro?

Conhecer a "história" e o "coração" da pessoa que está hoje ao seu lado. Quem ele é? Logo que a criança entra na escola e aprende a ler, já começa a estudar a história do Brasil. É para que ela conheça o país; e conhecendo-o, compreenda-o, ame-o, ajude-o... O mesmo se dá entre as pessoas. Quando você mergulha na história do outro, conhece os seus dramas e os fatos que a determinaram, então você o compreende melhor e tem mais motivações para entendê-lo, tem mais paciência para ouvi-lo, perdoá-lo e ajudá-lo.
Aí está o segredo de um relacionamento profundo e que propicia um conhecimento interior adequado de ambas as partes. E aqui você percebe porque é importante que o relacionamento seja maduro; cada um vai expor ao outro o seu coração, as suas reservas mais secretas. É por isso que o namoro não pode ser uma brincadeira sem qualquer responsabilidade. Você precisa saber guardar as confidências do outro, mesmo amanhã se o namoro terminar. Há coisas que temos de ter a grandeza de levar para o túmulo conosco, sem revelar a ninguém. Quando alguém abre-lhe o coração está depositando toda a confiança em você, e espera não ser traído. Portanto, cuidado com o que você conta a terceiros sobre o seu namoro; nem tudo poderá ser contado aos outros. Você não gostaria que ele revelasse aos outros as suas confidências, então não revele as confidências dele.
Jesus nos manda não fazer aos outros aquilo que não queremos que seja feito conosco. É uma regra de ouro. Quando conhecemos o interior de uma caverna vemos coisas belas, mas, outras assustadoras. Há belos lagos escondidos, com águas cristalinas, e formações calcárias bonitas; mas há também cantos escuros com morcegos e outros bichos. Nem por isso esse local deixa de ser atraente e rico.
Da mesma forma a pessoa que está a seu lado. No seu interior há belas passagens, mas pode haver também recantos escuros. Saiba valorizar o que há de belo no interior da pessoa, antes de se deter nos seus pontos escuros.
Saiba ver no outro, primeiro, o que ele tem de bom, e só depois encare o seu lado difícil. Saiba elogiar e fazer crescer o que há de bom nele e cure com carinho as feridas que precisam ser tratadas. Isso mostra-nos que não há o chamado "amor à primeira vista". O amor não é um ato de um momento, mas se constrói "a cada momento". Não se pode conhecer uma pessoa "à primeira vista", é preciso todo um relacionamento. Só o tempo poderá mostrar se um namoro deve continuar ou terminar, quando cada um puder conhecer o interior do outro, e então, avaliar se há nele as exigências fundamentais que você fixou.
Um indício de que o relacionamento começou bem é a ausência de brigas e desentendimentos, por pequenas coisas sobretudo. Se nessa fase feliz do namoro, quando as preocupações de cada um são poucas, já existem muitas brigas, creio que isso seja umsinal de que a coisa não vai bem.
Não há que se ter escrúpulos para terminar um namoro; basta que haja sinceridade e delicadeza para que o seu término não deixe feridas em cada um. Eis aqui uma questão importante: você não pode criar uma esperança vazia no outro, levá-lo às alturas nos seus sonhos, e depois, de repente, jogar tudo no chão. Isso seria uma covardia!
Não brinque com os sentimentos e com a vida do outro, da mesma forma que você não quer que ele faça assim com a sua. Não alimente no outro esperança falsa. É válido tentar prolongar um pouco aquele namoro difícil, para tentar ainda um discernimento melhor; mas você não deve iludir o outro, nem um dia a mais, se chegou à conclusão de que não é com essa pessoa que você vai poder construir uma vida a dois.
Conhecer a família é imprescindível para você conhecer a história da pessoa, já que esta é fruto dela. Em todas as famílias há valores próprios, denominadores comuns, frutos da cultura familiar e da educação, isso que o povo chama de "berço". Ali você encontrará valores e desvalores; e saiba que o seu namorado vai trazê-los para o relacionamento com você. Isso é certo.
Portanto, para conhecer bem e poder escolher bem, você terá que olhar "de olhos abertos" a realidade familiar do outro que se põe diante de você; não para discriminar, mas para conhecer. É um grave engano pensar que você vai namorar, e quem sabe casar-se com ele ou com ela e não com a sua família; e que, portanto, a família dessa pessoa não importa.
A voz do sangue fala muito forte em todos nós; e, se não soubermos lidar com ela, muitos estragos podem acontecer. Toda família tem uma série de valores e também de problemas. Você terá que avaliar também isso para chegar ao discernimento sobre o seu namoro.
Não se trata de "julgar" a família do outro, e muito menos de menosprezá-la; mas você tem o direito de construir a sua vida e a sua família sobre valores que lhe são caros.
Tudo isso é importante para que o seu casamento, no futuro, não seja "um tiro no escuro". O importante é ter os olhos abertos e não se fazer de cego. O coração não pode cegar o espírito. Não deixe de ouvir a opinião de seus pais. Muitos namoros e casamentos foram mal porque os jovens não quiseram ouvir os pais. Eles são experientes e amam você de verdade. Não se faça de surdo às suas advertências. Eles conhecem os perigos da vida muito melhor do que você.
Felipe Aquino

Uma decisão acertada


A cada etapa de nossa vida, vivemos momentos nos quais temos de assumir novas responsabilidades. As tomadas de decisões são resultados de aprendizado, vivência, amadurecimento, e normalmente, hesitamos quando estamos na iminência de uma grande decisão.
Na tentativa de não sermos derrotados em um novo empreendimento, fazemos nossos cálculos, imaginamos e projetamos todos os resultados e conseqüências para um futuro, o qual mal sabemos se vamos viver. Algumas pessoas consideram que a atitude de decidir parece ser mais fácil para uns do que para outros; mas, na verdade, com o passar do tempo, enxergamos as coisas com maior clareza, pois nossas atitudes e nossa percepção a respeito do mundo se tornaram mais amadurecidas.
Agora, somos pessoas adultas, precisamos tomar as nossas próprias decisões. Mas onde poderemos buscar referências seguras a respeito das nossas intenções? Embora as decisões sejam uma atitude única e particular, sempre estaremos tomando como referência conceitos de outras pessoas, que já tenham experimentado aquilo que intencionamos viver.
Tomemos como exemplo as atitudes de um empresário. Antes de assumir o próximo passo em seu empreendimento, certamente ele irá consultar as estatísticas, seus conselheiros e somente depois tomará uma atitude na tentativa de alcançar seus objetivos. Em nossa vida as coisas não são muito diferentes. Antes de assumirmos nossas responsabilidades, precisamos avaliar – com equilíbrio – os nossos propósitos e nossa condição para gerir os resultados de nossas opções. Assim atingiremos nossos objetivos e evitaremos arrependimentos.
Por várias vezes admitimos ter tomado atitudes precipitadas, algumas das quais podemos ainda estar vivendo as conseqüências por conta das escolhas mal sucedidas. Mesmo que não seja possível “consultar” o futuro, podemos minimizar os riscos de uma decisão evitando a precipitação em se satisfazer com uma resposta fácil ou ingênua.
A experiência tem demonstrado que as mais acertadas decisões são aquelas que foram assumidas ao conhecermos claramente seus objetivos e ao assumirmos verdadeiramente os seus propósitos. Embora possamos consumir vários dias para discernir uma escolha, não significa que não haverá situações de adaptações, mudanças ou sacrifícios.
O desejo em lutar pelo objetivo proposto nos faz viver a fidelidade de nossa decisão e o sentimento de satisfação nos vem quando percebemos que tomamos uma decisão acertada.
Feliz é aquele que não condena a si mesmo no ato pelo qual se decide.
Deus nos abençoe com a clareza sobre aquilo que desejamos fazer.

Dado Moura

O pecado está em nós, mas não nos plenifica

"Querer o bem está ao meu alcance, não, porém, realizá-lo. Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero. Ora, se faço aquilo que não quero, já não sou eu que estou agindo, mas o pecado que habita em mim (...). Infeliz que sou!" (Rm 7, 18b-20.24a).
Como nos atesta a afirmação de São Paulo, a condição humana é marcada por uma profunda experiência de contradição inerente à sua fragilidade e inclinação ao mal.
Somos, de fato, seres fragmentados, machucados pela contradição presente no finito. Contudo, trazemos em nós uma alta vocação: "a de transcendermos nossa própria fraqueza através da experiência do Amor".
O mal é realidade real e presente em nós. E por vezes ele desperta com uma força desestruturante, tendo como única missão nos aprisionar e destruir. No entanto, não podemos permitir que este nos encarcere em sua mesquinhez, pois, fomos criados para ser mais do que qualquer escravidão material ou instintiva.
Por mais que o mal/pecado grite forte em nós, ele não tem o poder de determinar definitivamente aquilo que seremos. Não podemos ceder às suas sugestões e seduções; ao contrário, é necessário sempre acreditar na força de vida e de superação depositada em nós.
A verdadeira felicidade – aquela que preenche o vazio da alma – não está no pecado e na satisfação de nossas más inclinações, por mais que estes nos proporcionem um momentâneo prazer. A autêntica realização humana consiste no fato de correspondermos à vocação que nos foi confiada por Aquele que nos criou, pautando nossa vida e escolhas segundo os ditames de tal Eleição.
Somente o Amor pode verdadeiramente nos plenificar. Se assim não o for, o que se manifestará em nós será apenas um acúmulo de ilusões e irreais fantasias acerca do que seja a felicidade.
É unicamente por meio do cultivo de uma sincera obediência e profunda relação com o Eterno, que entrou no tempo, que nosso ser se completará e se tornará aquilo que verdadeiramente é em sua essência.
É preciso nunca ceder sob o peso da própria fragilidade e, mesmo nas quedas, é necessário lutar para não se tornar escravo das próprias carências e fraquezas.
Busquemos sempre – com coragem e esperança – aquilo que nos eleva e constrói em relação à dignidade que recebemos, e nunca desistamos de lutar para alcançarmos uma real correspondência a esta. Somente assim nos confiaremos com inteireza Àquele que sabe do que realmente precisamos, e, nos tornaremos mais felizes e encontrados na vida.
Não desistamos nunca de lutar e de acreditar no dom depositado em nós, pois existimos para ser mais... e para experienciarmos a verdadeira alegria!

Adriano Zandoná

A vontade de Deus é caminho de santidade

Todos queremos fazer a vontade de Deus, mas como saber qual a vontade d'Ele para nossa vida? Primeiro, é preciso estarmos convencidos de que precisamos aceitar o desígnio do Senhor para nós, pois não há vontade melhor do que a do Pai. Ninguém nos ama mais do que Deus! A prova disso é que o Santo dos santos foi pregado na cruz para nos salvar. Ninguém tem o direito de duvidar do Amor, pois se o fizer, será um blasfemador.São João da Cruz dizia que, se um dia pudéssemos experimentar todo o amor de Deus por nós, morreríamos de tanta emoção. Deus é amor, é sábio, é santo. Por isso temos de ser ávidos por fazer a Sua vontade. “Na verdade, este mandamento que hoje te prescrevo não é difícil para ti nem está fora do teu alcance. Não está no céu, para que digas: ‘Quem poderá subir ao céu por nós para apanhá-lo? Quem no-lo fará ouvir para que o possamos cumprir? ’ Não está do outro lado do mar, para que digas: ‘Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo? Quem no-lo fará ouvir para que o possamos cumprir? ’ Ao contrário, esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir. Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça” (Deuteronômio 30,11-15). A coisa que Jesus mais exigiu dos apóstolos foi a fé. O Senhor também nos pede que entremos pela porta estreita, porque a porta larga é a porta da perdição, é a porta das baladas, dos excessos, dos roubos... É a porta da morte! Entre pela porta estreita da justiça, da humildade, do caráter. E Jesus acrescenta que “poucos vão entrar pela porta estreita”. Por isso temos de querer a vontade de Deus, embora nem sempre a vontade d'Ele seja a nossa vontade. Quando você se põe nas mãos do Pai e entrega sua vida a Ele de coração, Ele o guia e realiza Seus planos.
Quando aquilo que desejamos é algo que Deus Pai colocou em nosso coração, as coisas vão sendo realizadas em nossa vida. Diga para o Todo-poderoso: “Senhor, eu quero fazer a Sua santa vontade, porque sei que ela é o melhor para minha vida. Guia-me, Senhor, e não permita que eu atrapalhe a Sua vontade de acontecer em minha vida”.Muitas vezes, Deus está mostrando Seus desejos para nós, mas teimamos em querer outro caminho. Por que os santos são santos? Porque aprenderam a fazer a vontade de Deus. A vontade d'Ele está na Bíblia e naquilo que a Igreja ensina no Catecismo da Igreja Católica.
Muitos católicos não obedecem à Igreja; muitos abortam, usam camisinha, praticam o adultério, não fazem jejum. Mas quanto mais seguirmos os desígnios de Deus para nós, tanto mais seremos santos. Que cada um de nós, ao chegar ao final da vida, possa dizer a Deus: “Tudo está consumado, fiz tudo para cumprir a Sua vontade, Pai. O meu amor foi fazer Sua santa vontade”. Como Deus ficará feliz conosco se seguirmos os mandamentos da Igreja, fazendo Sua vontade!
Felipe Aquino

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TPM sim, e daí?

Identificar os sintomas é o primeiro passo para driblar os inconvenientes desse período. Um dia, você está feliz da vida e, de repente, uma besteirinha a leva a um colapso de nervos. Em seguida, uma fúria intensa... que só passa quando alguém conta um caso bobinho, e sem mais nem menos, você se desmancha em lágrimas, dignas do Oscar. O cabelo está terrível, parecendo palha, indomável... a pele, então, fica como de uma adolescente de novo, com várias espinhas, ou dá aquela manchadinha básica, sem contar que a calça que você vestia ontem parece que encolheu e custa para ser abotoada. Essa é a realidade mensal de boa parte das mulheres que sofrem de tensão pré-mestrual, mais conhecida como TPM, que provoca variadas modificações no organismo feminino e pode causar muitos transtornos se não tomarmos os devidos cuidados.
Muita gente acha que isso é manha de mulher, que é fingimento, porém, a literatura científica já comprovou que é fato: antes da menstruação, há alterações físicas, psíquicas e sociais que comprometem os relacionamentos e afetam a produtividade da mulher em sua família, escola e trabalho.
E você pode estar se perguntando o que esse tema está fazendo nesta coluna da Canção Nova. Bem, eu respondo: muitas mulheres se martirizam e se culpam por sentirem os sintomas da TPM e não se permitem ser humanas, ou então, ignoram os sintomas como se eles não existissem – e muitas vezes, não compreendem por que tomaram esta ou aquela decisão com tanta raiva, ou por que gritaram com aquela pessoa, ou ainda, por que estão chorando em pleno horário de trabalho. Admitamos, somos mulheres, temos a nossa biologia, e não adianta fingir que nada está acontecendo. É preciso monitorar o nosso ciclo menstrual para estarmos atentas a esses sintomas e minimizá-los. Afinal, "como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos" (Sal 132, 1). E uma alteração biológica natural não deve ter o poder de desarmonizar a nossa convivência com os outros.
A tensão pré-menstrual aparece uma semana antes da menstruação, mas o ápice dela acontece um ou dois dias antes do primeiro dia do ciclo. Os sintomas nem sempre são os mesmos e a intensidade deles também varia, por isso toda mulher deve conhecer seu ciclo e marcar os prováveis dias de TPM no calendário. Assim, você tenta driblar as situações de estresse nesses dias, bem como se programa para tomar decisões fora desse período. E não é vergonha nenhuma você avisar às pessoas que não está no seu melhor dia. Afinal, ninguém é obrigado a adivinhar que não poderá brincar com você nesse período, porque estará uma pilha de nervos; e no seu trabalho, por exemplo, ficar chorando pelos cantos pode danificar a sua imagem; além do mais, uma decisão impensada pode render muita confusão depois. Lembre: não é possível que o mundo pare até que a sua TPM passe.
E os nossos companheiros na criação de Deus, os homens, precisam ser alertados sobre isso também. A rapaziada precisa ter paciência redobrada com suas esposas, noivas, namoradas, mães, filhas, irmãs e amigas nesse período. Deus nos fez como uma "ajuda adequada" a eles, então será bem bacana se compreenderem que, em alguns momentos, precisam se adequar às nossas limitações para uma boa convivência (cf. Gn 2, 7-18ss).
Ah, e cabe lembrar também que a TPM não é totalmente ruim, pois em algumas mulheres esse período traz novidades bacanas, como ideias mais criativas, melhor desempenho no trabalho, mais sensação de bem-estar. Enfim, independentemente dos sintomas, é importante que você conheça seu corpo para não ficar refém de suas alterações, de forma a viver em sociedade de forma sadia e feliz.

Mariella Silva de Oliveira

Estado laico ou laicista?

Cristo ensinou "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", isto é, o Estado e a Igreja têm atividades diferentes e devem atuar conjuntamente para o bem do povo. O Estado é laico, quer dizer, não professa uma religião específica, mas deve incentivar o valor religioso, que faz parte da grandeza e da dignidade do homem. Laicidade, corretamente entendida, significa que o Estado deve proteger amplamente a liberdade religiosa tanto em sua dimensão pessoal como social, e não impor, por meio de leis e decretos, nenhuma verdade especificamente religiosa ou filosófica, mas elaborar as leis com base nas verdades morais naturais. O fundamento do direito à liberdade religiosa se encontra na própria dignidade da pessoa humana. Infelizmente, mesmo em países de profundas raízes cristãs, como a Espanha, este laicismo radical e anticristão é notado com clareza. Um Estado que tenta impedir a vivência religiosa do povo, especialmente o Cristianismo, com uma ação hostil ao fenômeno religioso e a tentativa de encerrá-lo unicamente na esfera privada. Tenta-se, assim, eliminar os símbolos religiosos mais tradicionais do povo, como que lhe arrancando as raízes. Ora, retirar, por exemplo, o crucifixo de nossos locais públicos, equivale a eliminar a nossa tradição cristã ocidental. Esse sinal sagrado é para nós o que há de mais importante, significa o respeito ao ser humano, a defesa da justiça, da honra, da caridade, da bondade, da pureza, da verdade, do amor. Quem pode ser contra isso? Que filosofia pode ir contra isso?Como disse um dos personagens de Dostoiévski, em "Irmãos Karamazóvi": "Se Deus não existe, tudo é permitido". Se Deus não existe, então, eu sou deus; essa é a mentalidade laicista que se pretende impor mesmo aos cristãos, baseados numa falsa concepção de que Deus não existe e de que não se pode provar a existência d'Ele.O Vaticano já chamou de "cristianofobia" a aversão ao Cristianismo, tanto no Ocidente quanto no Oriente. Esta expressão foi introduzida pela primeira vez no ano 2003 em uma resolução do Terceiro Comitê da 58ª Assembléia Geral da ONU, e que compreende os atos de violência e perseguição, intolerância e discriminação contra os cristãos, ou uma educação errônea ou a desinformação sobre essa religião [Cristianismo]. Por isso, hoje, em muitos países, os cristãos são vítimas de preconceitos, estereótipos e intolerâncias.É uma ideologia racionalista e estimulada por poderosas instituições internacionais, como se pode constatar em uma breve consulta na internet. Algumas “fundações” no exterior destinam muitos recursos para esse fim.Enfim, o laicismo que hoje vemos é o do Estado que caminha para se tornar um Estado com religião oficial e não um Estado laico: um Estado totalitário ateu, que quer eliminar Deus e a religião e que investe fortemente contra a liberdade religiosa. Um Estado cujo deus é o individualismo, o hedonismo, o prazer material e a “liberdade” para aprovar tudo que desejar, sem restrições morais.No bojo do laicismo encontramos o que o nosso Papa Bento XVI tem chamado de “ditadura do relativismo”, que surge como uma consequência da “ditadura do racionalismo” ateu e materialista, e que elimina a verdade. Ora, a eliminação da verdade coloca o homem nas mãos do mais forte, do útil, da imoralidade. Fala-se hoje falsamente em nome da laicidade, mas se pratica o laicismo para bloquear a vida e a atividade, especialmente da Igreja Católica, em sua realidade profunda e positiva.

Felipe Aquino

Você não é qualquer coisa; você é sagrado!

Você é uma pessoa consagrada a Deus, você é d'Ele. E o Senhor salva Seus consagrados. Mas você pode pensar: “E aquelas pessoas que nunca ouviram falar no nome de Jesus e que não foram batizadas?” Bom, de uma maneira misteriosa, essas pessoas serão também salvas pelo Sangue redentor do Pai.
Quando falamos da salvação de Deus, isso pode parecer algo distante, que vai acontecer daqui a muito tempo. A salvação entra na nossa vida a partir do momento em que, acreditando em Jesus, damos “sim” a Ele.
Deus não deixa de escutar Seus filhos, principalmente nos momentos de dor e sofrimento. No dia da provação, Deus sempre nos ouve! Mas, assim como um pai que vê seu filho pedindo ajuda, o Senhor escuta, mas nem sempre atende prontamente. Porque o Senhor sabe que você tem força para sair do problema sozinho. Ele fica ao seu lado o acompanhando, mas deixa você resolver. Se Ele permite a luta, é porque sabe que você aguenta!
Assuma, hoje, a consagração que você recebeu no dia do seu batismo, renove seu “sim” a Deus! Você é de Jesus e é com Ele que tem de ficar. Você não é qualquer coisa, você é sagrado! Tem uma pesquisa nos Estados Unidos que mostra que as mulheres mais felizes são as casadas. Por que você acha que "batemos sempre na tecla" da prostituição, de ficar com qualquer um? Porque você é corpo de Cristo, sagrada, e deve se preservar.
O maligno deturpa o que é sagrado para que você encontre “prazer”, mas, na verdade, você busca uma felicidade falsa, é a maça envenenada: linda, lustrada, vermelha... mas quando você morde percebe o veneno. Você é sagrado, preserve-se do pecado! Lembre-se de que não há felicidade nisso. Para ter um prazer de minutos, corremos o risco de perder algo que é eterno. O consagrado é aquele que tudo faz com Deus.
Tudo muda quando fazemos as mesmas coisas que fazíamos antes, mas com Deus à frente, tomando as rédeas da nossa vida. Amém!

Márcio Mendes