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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O segredo da tua felicidade é Cristo!

A juventude é uma das fases mais desejadas pelo ser humano. É muito comum vermos crianças e adolescentes sonhando com o dia que se tornarão moças e rapazes e poderão sair dirigindo seu próprio carro pela cidade sem dar satisfações aos pais. No outro extremo nos deparamos com adultos contando com grande carga de emoção os dias da sua mocidade, as aventuras experimentadas e os sonhos idealizados. Por certo, esta época é vivida com grande intensidade... Uma marca fortíssima no coração dos jovens é o desejo muito grande de viver, de aproveitar ao máximo a vida. Por um lado isto é muito positivo. Porém, a maioria dos jovens estão sendo vítimas de uma interpretação errada do que vem a ser de fato o “aproveitar a vida”. A realidade tem mostrado uma busca intensa por algo que é passageiro, momentâneo: sexo, “ficas”, farras, consumismo exagerado, super valorização do corpo, drogas, orgias, etc. Tudo isso poderá até proporcionar uma sensação de “prazer”, mas esta, acabará logo. Digo mais, quando o efeito dessa “anestesia” passa, a sensação de vazio aumenta e os sentimentos que invadem o ser acusam justamente que esses jovens estão, na verdade, jogando fora a áurea fase da sua vida, trocando a construção de uma felicidade eterna por uma pseudo e rápida “alegria”. Creio eu que algo que contribui para que o jovem aceite correr tantos riscos em nome desse desejo de “curtir a vida”, experimentando de tudo o que o mundo possa oferecer, é a sensação de que terá ainda uma vida inteira pela frente para se empenhar naquilo que realmente é importante. Mas quanto tempo ainda teremos pela frente??? Basta usarmos melhor a cabeça para descobrir que o nosso amanhã, a nossa vida está unicamente nas mãos de Deus. A jovialidade não garante para ninguém uma vida longa!!! Vale a pena então eu direcionar minha vida em busca de prazeres que não me acrescentam em nada, muito pelo contrário?


Direciono essas palavras para a juventude, pois sendo eu também um jovem, me preocupa perceber que o mundo está invertendo o sentido da verdadeira felicidade, que não consiste em levar uma vida atolada nos prazeres da carne, mas em buscar sempre forças para se unir ao Cristo casto; não consiste em ter uma independência de tudo e de todos, mas em ter a humildade de assumir sua incapacidade de “não saber por onde ir” e, por isso, se submeter a Deus; não consiste em ser o mais famoso da turma, o que mais chama a atenção para si, aquele que passa por cima de tudo e de todos, o que conquista mais “minas”, e sim em ser o mais simples, o que está sempre disponível, o que “se abaixa”, o que valoriza o outro pelo que ele é. Jovem, o segredo da tua felicidade é Cristo! Ele está vivo! Não te convido a seguir uma ideia, uma farsa, mas o Deus Vivo e Todo-Poderoso que veio a nós através de seu amado Filho Jesus. É preciso ter coragem e assim buscar conhecer a pessoa maravilhosa, amiga, fiel, sábia que é Jesus. Só Ele tem o que tu buscas: paz, amizade, radicalidade, verdade, saúde, aventura, fidelidade, amor. Ter um encontro com Jesus não é coisa de beato ou fanático, mas de jovens que não tendo medo do transcendente, não se deixam manipular por preconceitos ou modas, mas percebem em si um profundo desejo de eternidade, de céu. É fácil reconhecer um jovem que encontrou a Jesus, seu olhar é pacificado, suas palavras são sábias, seu coração é manso e humilde, sua mãos são amigas e generosas, sua vida é abençoada! Se queres aproveitar ao máximo a tua juventude, uma coisa só te é necessária: Correr para os braços daquele que anseia por te amar e te dar vida eterna. Lá descobriremos a razão da nossa juventude... Fonte: Revista Shalom Maná

Rafael Porto Cabral :Consagrado na Comunidade de Aliança Shalom

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Conquiste a liberdade

Ser aquilo que se é custa muito caro nos dias de hoje… O homem atual hoje vive sob uma contínua pressão: ele traz sobre si o peso de inúmeras cobranças. Frequentemente, ele acaba sendo condicionado – e até aprisionado – por ideias e valores preestabelecidos pela sociedade que o cerca, a qual lhe impõe constantemente muitas exigências a serem cumpridas.Em muitas circunstâncias, o ser humano acaba “sufocado” pela perene cobrança dos que com ele convivem, sendo que – muitas vezes – ele só se percebe “aceito” e “amado” quando corresponde às cruéis expectativas dos seus companheiros do cotidiano.Infelizmente, algumas pessoas só são capazes de expressar qualquer carinho ou afeto àqueles que correspondem em tudo ao seu estereótipo e ideal de vida, sendo que aqueles que fogem um pouquinho ao que elas pensam acabam sendo “elegantemente” descartados.Mas que tragédia… que hipocrisia imaginar – ainda que inconscientemente – que as pessoas tenham de ser do jeito que achamos e que se elas não se encaixarem em nossos “padrões” não terão o direito de nos acompanhar na vida.É triste, mas é verdade: quem não deseja viver uma hipocrisia em seus relacionamentos precisará pagar um grande preço, tendo que, muitas vezes, sofrer em virtude do fato de não querer representar para ser aceito.Ser aquilo que se é nos dias de hoje custa caro…Creio que é preciso iniciar uma concreta revolução na própria escala de valores e conceitos a ponto de conseguir aceitar e acolher aquilo (aquele (a)) que é diferente e que nem por isso deixa de ser bom.Sejamos, sim, nós mesmos em tudo, contudo, permitamos também às demais pessoas a liberdade de acontecerem ao nosso lado sem precisarem representar. Aprendamos – com a arte presente na simplicidade – a acolher as pessoas em sua verdade e integralidade. Assim seremos mais livres e promoveremos profundas liberdades, tornando a vida menos pesada e o coração mais propenso a alçar voos mais altos…Ser feliz não é tão difícil, basta apenas libertar-se da superficialidade e aprender a raciocinar.Sem medo, desenvolvamos em nós essa bela capacidade de acolher os outros, começando primeiro em nosso coração (acolhendo em verdade aquilo que somos). Assim, sem dúvida alguma, conquistaremos “essa tal liberdade” diante da vida e de cada pessoa que conosco realiza a aventura de existir.

Padre Adriano Zandoná

domingo, 18 de setembro de 2011

Jovens quem vocês estão imitando ?

Virou normalidade em nosso meio ver jovens influenciados fortemente pela mídia. O deus desse mundo exerce uma forte influência através de Bandas de Rock’s, Novelas, Filmes, entre muitos artifícios para que as pessoas banalizem alguns comportamentos que não condizem com a palavra de Deus, que tudo vire uma normalidade.
Assim fez também a serpente com a Eva , influenciou para que ela comece do fruto da arvore. Mas olhem que interessante após a serpente ter tentado Eva, ela teve a seguinte reação :

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e além disso desejável para dela obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido que comeu também” (Gênesis 2:6)

Vamos ver em detalhes e comparar com nossos dias atuais. Primeiramente diz: “…. Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar …”, notem comigo, a palavra parecia, ou seja, ela tinha consciência que poderia ser apenas aparência, e a fruta corria o risco de ser ruim. Logo depois fala “… era atraente aos olhos e além disso desejável para dela obter discernimento”. Percebem que nos dias atuais ainda há uma ligação muito forte com esse versículo, vejam que Eva foi seduzida pelo que os seus olhos viam e além disso desejou obter discernimento. Hoje acontece a mesma coisa, os jovens primeiramente vêem algo que possa ser legal como por exemplo fazer parte da turma da popularidade da escola , e são atraídos por verem que possa ser legal, além disso desejam obter algo, no caso a popularidade. Além disso, são tão corrompidos por esses pensamento que “ dão” esses frutos a outra pessoa, ou seja, assim como Eva, comeu o fruto e deu também ao seu marido, os jovens influenciam a outros jovens para seguir o mesmo caminho.
Infelizmente isso não só acontece com os jovens do mundo mas também no meio Cristão. E então eu te pergunto: Qual está sendo a sua influência na vida de outras pessoas ? Você tem influenciado as pessoas serem como os famosos, que se vestem legal, tem um comportamento rebelde, ou você , tem influenciado as pessoas serem como você seguidor de Cristo?

Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. ( 1 Corintios 11:1)

A sua vida deve ser um exemplo para todos os que te cercam. Primeiramente você deve ser como Cristo, e para que você tenha o mesmo caráter dEle é necessário dedicação e principalmente praticar a palavra de Deus.

Há um jovem na bíblia que nos ensina muito. Olha o que Paulo fala para Timóteo :

“ Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” ( I Timóteo 4:11)

Percebem que não adianta você ser somente um jovem que vai de sábado e domingo na igreja.O que importa é que você seja um exemplo em todas as essas coisas, “… na palavra, no procedimento ( olha a prática dos ensinamentos), no amor, na fé e na pureza”
Quando você possui um comportamento assim, você não precisará ficar falando para as pessoas : “ Siga o meu exemplo , porque eu sou imitador de Cristo” Não amados ! Quando você tem um comportamento desses, você sem perceber é um exemplo para muitos, e eles ficaram incentivados para ter as mesmas qualidades que você tem em Cristo.
Por isso seja um Exemplo de Jovem, não pelo o que você veste, nem pela marca da camisa que você usa, mas sim pelo caráter de Cristo que atua em sua vida. E assim sem perceber, você será um canal de benção para que muitos jovens, conheçam a plenitude da comunhão com Cristo !

“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois agindo assim, você salvará tanto a si mesmo, quanto aos que o ouvem” ( I Timóteo 4:16)


Fonte: http://estudoscristaos.com/2007/08/jovens-quem-vocs-esto-imitando.html/trackback

sábado, 3 de setembro de 2011

É pecado ser criança?

No Evangelho segundo São Lucas, capítulo 18, versículo 16, podemos observar o seguinte texto: “Jesus, porém, chamou-as e disse: ‘Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, por que o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas’”. É notável nessa passagem a predileção de Jesus pelas crianças. Isso acontece pela semelhança que há entre Deus e esses pequeninos, como por exemplo, humildade, sinceridade, pureza, facilidade de perdoar e outros.

Ora, diante disso, podemos concluir rapidamente que é lucro ser criança. Ser adolescente é um lucro menor, pois já começamos a perder algumas belíssimas características da nossa infância. Se formos jovens e não estivermos vivendo conforme os ensinamentos de Cristo, então nem lucro existe mais. Ainda podemos ser adultos ou até idosos: talvez aí já estejamos com um prejuízo imenso e uma dívida terrível aos olhos de Deus.


Vemos novamente que quanto mais novos formos, mais tranqüila e em paz estará a nossa alma. Sendo assim, por que as crianças não gostam mais de serem chamadas de crianças? Por que os adolescentes brigam para serem jovens? E por que os jovens querem tanto ser adultos? Certamente você já ouviu (ou pior, disse) palavras como: “Mãe, eu não sou mais criança, sou jovem” – pessoa com 10 anos; “Pai, eu não sou mais um adolescente, já cresci, sou adulto, não percebe?” – pessoa com 14 anos. Nessas horas é possível até que aquele que está revoltado não haja educadamente ou com o devido respeito.
Normalmente as pessoas querem ser mais velhas para poderem fazer mais coisas: quase sempre essas coisas são prejudiciais à própria vida ou, no mínimo, não levam a lugar algum.


É preciso resgatar a beleza dos termos “criança”, “adolescente” e “jovem”. O sentido dessas palavras está cada vez mais deturpado, assim como a maioria das coisas na sociedade em que vivemos. Urge um trabalho de conscientização para que não continuemos a temer esses vocábulos, como se utilizá-los fosse o mesmo cometer alguma gafe. Além disso, precisamos formar as pessoas de modo a ensiná-las que não devemos querer pular etapas da nossa vida. Aliás, é necessário que os próprios pais e educadores tratem seus filhos e alunos de acordo com o solicitado e recomendado para cada fase. Há pouco tempo fui convidado a pregar num retiro onde me passaram um tema e disseram que era um retiro para jovens. Ao chegar lá, grande foi a minha surpresa ao constatar que a pessoa mais velha devia ter uns quinze anos. Ou seja, até as paróquias, pastorais e movimentos têm medo de “ofender” as crianças e adolescentes se assim os chamarem. Não dá pra continuar assim. É hora de mudar!
Se Jesus dissesse, nos dias de hoje, para que deixássemos ir até Ele as “criancinhas”, com certeza Ele iria ouvir delas próprias: “Hei, aqui não tem criança alguma, só tem adulto”. Imagine a decepção d’Ele.


Seja criança, sem medo. Adolescente, sem medo. Jovem, sem medo. E permita que os outros também sejam. Mesmo porque, quando você for velho (sem sentido pejorativo, se é que pode haver), certamente irá querer voltar a ser simplesmente criança

Fonte: http://www.portalcatolico.org.br/

A vida não é uma balada

O direito de se divertir e encontrar os amigos para algumas horas de distração juntos, nunca pode tirar, da consciência, o dever de cuidar-se e cuidar dos outros. Os encontros sempre foram uma oportunidade bonita de estreitar laços de amizade e construir relacionamentos verdadeiros. As baladas são uma oportunidade positiva, para quem tem a cabeça no lugar, assim outros ambientes sociais, e podem conduzir a uma verdadeira vivência dos valores da vida humana, como por exemplo a amizade, o respeito e a valorização do outro e da vida. Somos ou não somos corresponsáveis para criar um mundo melhor? Acreditamos ou não que a vida é presente de Deus e que deve ser preservada a todo custo?

Diante de tantos fatos de jovens se matando no trânsito, excedendo em bebida alcoólica, em drogas que afetam diretamente a consciência e o correto uso da razão; diante das reuniões exclusivas para determinados grupos sociais; diante da diversidade de opções que levam jovens ou adultos a viverem alienados em um mundo ilusório, acreditando serem felizes, pergunto: Quantas vidas foram e estão sendo ceifadas, a cada dia, por causa dos abusos e extravagâncias? Como convencer esta gente que pensa que a vida não vale nada? Como os pais podem ficar tranquilos em casa em um fim de semana, sem ver os filhos de volta? Quando e como voltam? Quantos não voltaram, senão em um carro funerário!

Como parte deste mundo imundo, não podemos estar de braços cruzados. Muitas iniciativas foram tomadas e estão sendo levadas a bom termo. Atitudes de repressão, como também de educação e de prevenção, são realizadas em todos os ambientes, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida e favorecer a construção de uma sociedade cada vez mais solidária e segura. Além de todo o trabalho feito, a prevenção e a verdadeira educação vêm da família, onde, desde pequenos, aprendem a viver os limites da vida, onde aprendem o quanto vale cada coisa que usam, sabem de onde veio e quanto suor custou. Ao mesmo tempo, aprendem, com os pais, o caminho da igreja, do amor e o temor de Deus. Desde o colo materno e paterno os pequenos aprendem que a vida vale mais, que acima de tudo temos um Deus que nos ama e nos quer ver felizes, aqui e na eternidade.

Sem querer fazer dos filhos estátuas ou múmias sem sentimentos ou desejos, os pais devem, como missão, oferecer um caminho onde saibam valorizar o pouco, onde saibam viver na abundância e na carência, onde aprendam deste a tenra idade a orar e dobrar os joelhos, reconhecer que não estão sozinhos. Ninguém pode furtar-se a esse dever. É puro engano pensar: Vou deixar meus filhos crescerem e quando grande eles decidem o que querem seguir. A primeira escola, a primeira igreja, a primeira professora, o primeiro catequista é a sua casa, é o seu colo, é sua experiência de Deus. Quantos pais e mães, vazios de Deus, sem nenhuma experiência espiritual para apresentar aos filhos! Ninguém dá o que não tem. Com certeza, muitos deram tudo, menos o essencial. Com certeza, muitos não tinham nada e deram o que tinham: o amor e o carinho de quem acredita que a vida é dom de Deus Pai. Assim vamos contemplar um mundo, onde a morte não ocupa o primeiro lugar e nem nossas ruas ficarão manchadas de sangue de inocentes e de irresponsáveis que matam e morrem. A vida não é uma balada.

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3698

O sexo abençoado por Deus

As pessoas estão acostumadas a ouvir falar em “namoro santo”, mas o que é que Deus quer na realidade? Na maioria das vezes o termo “santo” pode parecer um pouco assustador, porque dentro do relacionamento há um tema bastante complexo e delicado de se falar que é o sexo.
E quando nos referimos a um namoro “santo”, já logo se imagina um relacionamento sem sexo. Mas por que se pensar em um relacionamento sem sexo se o sexo é tão bom e prazeroso?
Um namoro “santo” para acontecer não se resume apenas em abrir mão do sexo. Antes de qualquer coisa, os namorados são seres humanos, homens e mulheres, frutos do amor de Deus. Primeiro Ele espera que os homens se respeitem entre si. Um namoro “santo” é um namoro sadio, que tem como premissa o respeito pelo parceiro (a).
Quando falamos em respeito, estamos falando também dos nossos limites e cuidados com a pessoa que está conosco. Para tudo na vida se tem um tempo. É preciso deixar isso claro, pois cada vez mais o mundo se torna escravo da ansiedade. Cada vez mais sentimos a necessidade de fazer as coisas antes do tempo em que elas estão prontas para acontecer.
Como, por exemplo, quando preparamos uma simples receita de um bolo. Se não colocarmos os ingredientes necessários, cada um no seu tempo e na sua ordem, não ficará bom. Assim como se tirarmos o bolo do forno antes da hora, ele ainda estará cru para comer e não nos trará o seu melhor paladar. Ou quando esquecemos o bolo no forno e não tiramos no seu tempo certo. Ele queima, passa do ponto. Fica ruim para comer.

Isso se repete com todas as outras coisas da vida. Uma planta que precisa nascer tem um tempo para se abrir e exibir suas pétalas. Não adianta você querer as abrir antes da hora, você acabará por machucá-las e elas não aflorarão com a mesma beleza que o próprio tempo lhes concederia.
Podemos olhar para o sexo da mesma forma. O sexo é um dom de Deus. É maravilhoso, porém é preciso compreendê-lo no seu tempo certo. É claro que o corpo da gente não sabe respeitar esse tempo, principalmente quando se é mais jovem. Há uma necessidade hormonal e carnal, tanto no homem quanto na mulher, de atrair e ser atraído para o ato sexual.
É neste ponto que precisamos pensar e refletir melhor sobre a nossa capacidade de compreender o tempo da vida sexual. É muito mais fácil escrever ou ler este texto do que entender esta contradição entre a vontade de fazer sexo e a sua espera.
O sexo, por ser abençoado por Deus, requer certo zelo, um cuidado maior quando tratamos dele. Para Deus, o sexo representa o momento de maior entrega e intimidade entre um homem e uma mulher. Um ato muito bonito de amor entre duas pessoas que se amam, que se compreendem, que se respeitam.

Fonte: Bruno Castro
http://www.portalcatolico.org.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como vencer o vício da masturbação

Muitos jovens cristãos me fazem esta pergunta. É grande a luta do jovem cristão contra esse vício; mas essa luta agrada muito a Deus porque a pureza é uma grande virtude. É um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos; não é indício de distúrbio de personalidade nem de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade; já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, condenava essa prática por volta do ano 1550 antes de Cristo.
Da mesma forma, pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.
Há homens casados que continuam a se masturbar. Isso mostra que o vício da juventude continuou e prejudica o casamento.
Embora as aulas de “educação sexual” ensinem que a masturbação seja “normal”, e até necessária, na verdade é contra a natureza e contra a lei de Deus. É o uso do sexo de maneira egoísta, fora do plano de Deus. O sexo é para a união do casal e geração dos filhos. Na masturbação isso não acontece.
A Igreja ensina que esse é um ato desordenado. “A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (Catecismo da Igreja Católica, §2352).
O jovem e a jovem cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso algumas atitudes são importantes:

1 - Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual.

2 - Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir a filmes e programas pornográficos ou excitantes (tv, internet, filmes, etc.). Sem essa vigilância, você não conseguirá deixar o vício.

3 - Faça bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, entre outros. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 - Não desanime nem se desespere nunca. Se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus, de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Confesse-se logo que puder, não tenha vergonha, o padre não se assusta mais com isso. Peça a ajuda dele.

5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. “Mosca não assenta em prato quente”. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e a São José, pais da castidade. Não deixe de rezar o Terço. Se puder, comungue sempre.

6 - A receita de Jesus é “vigilância e oração” para não pecar. “A ocasião faz o ladrão”, ou ainda: “Quem ama o perigo, nele perecerá”.

Felipe Aquino

domingo, 14 de agosto de 2011

Proibições e castidade

Para expressar uma porção de conceitos, o mais das vezes pouco claros, a psicologia tomou emprestado um vocábulo polinésio. Trata-se da palavra "tabu". Esta imediatamente nos leva a uma ideia potencialmente negativa. Seriam proibições (quase sempre idiotas para o homem moderno) a respeito de assuntos dos quais nem se deve falar. Mexer nessa área seria expor-se a perigos sobrenaturais. Derivam do respeito que se deve ter para com objetos sagrados. Seriam interdições mágicas, que não devem ser discutidas por serem santas. Tal ideia se avizinha de uma neurose. Mais de uma vez na vida já escutei gente sentenciando que a maioria das proibições religiosas, de ordem sexual, seriam meros tabus, portanto, leis irracionais. Neste caso, como ficam os estímulos da Bíblia a uma vida casta? “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, honroso e puro” (Fil 4, 8)?

Quando em assuntos sexuais se procura mostrar a beleza da sexualidade, como uma forte energia motivadora, um bem desejado por Deus dentro da vida matrimonial, não se pode mais falar em tabu. Este existe onde não há motivação, onde tudo é misterioso e sem razão de ser. O verdadeiro discípulo de Cristo sabe por que deve se abster de desregramentos sexuais. Isso é uma espécie de disciplina, visando bens maiores. O que buscamos é relativizar o legítimo prazer sexual, por sabermos que existem bens maiores, como o amor a Deus e ao próximo. "Só os puros verão a Deus" (Mt 5, 8).

Certa ocasião, numa roda de conversa, falei a meus interlocutores que eu admirava muito o gesto heroico da mártir catarinense Beata Albertina Berkenbrock. Ela preferiu derramar seu sangue a satisfazer os instintos sexuais de um homem brutal. Ela preferiu morrer por causa de suas convicções religiosas. E também para defender a honra da mulher. Então um distinto senhor sentenciou: “Essa moça não serve de modelo para a juventude de hoje”. Trata-se de alguém que capitulou diante do mundo moderno. Ele acha que a mulher, em vez de dar a sua vida por convicções de fé, deveria se entregar pacificamente. Essa bem-aventurada – que do céu ela me ouça- seguramente não agiu por força de tabu, mas por convicções de fé.




Dom Aloísio R Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os jovens desejam mudanças

Quando meus olhos miraram 150 mil jovens de braços levantados, pulando e dançando [no PHN 2011], eu, na verdade, contemplei a saúde física, psíquica e espiritual deles. Tanta vida pulsando e existindo diante de mim. Eu tremi, vibrei, chorei, ri e tive a certeza de que, por mais crise que enfrentemos ao longo do caminho da humanidade, existe uma geração que opta por aquilo que realmente faz a diferença na história.Ao viajar pelo mundo, ao ver bustos de personalidades nas praças, nomes nas placas, penso comigo: "Eles vieram e se foram, e agora é a minha vez de viver. Eu também posso colaborar para um pedaço da história".O que aconteceu aqui na Canção Nova, no Acampamento PHN (Por Hoje Não), que propõe a ruptura diária com o pecado, realizado há duas semanas, é histórico: jovens entregando drogas em nossas mãos diante de milhares de pessoas, decidindo romper com o vício, a prostituição, a violência, sem deixar a alegria própria de ser jovem.Passaram por aqui e viram com os próprios olhos também representantes da esfera pública, autoridade eclesial do Vaticano, além de vários veículos de comunicação que vieram fazer a cobertura do evento. Essa boa notícia tem se tornado conhecida por muitos e atende à necessidade de resposta ao mundo diante de novas perguntas: droga, sexualidade, família, violência, corrupção, entre outros.Pudemos mostrar à sociedade que existe uma geração que realmente quer mudanças. E não se tratam de mudanças irônicas ou desconectadas e sim, coerentes, e são jovens que gritam por isso.Está na hora de reunir todos aqueles que estão trabalhando de maneira honesta e real na Igreja, na política, na educação, na segurança, na saúde, no esporte etc., para que as famílias, pais e mães desesperados por verem seus filhos engolidos pelas drogas, encontrem um caminho.Estamos crescendo e nos tornando notícia, algo sonhado e idealizado por nós. Acolhemos os profissionais de mídia de todos os canais de TV, rádio, jornais, sites. Existe uma sede, uma fome de ver o bem acontecendo. Vejo que todos esses profissionais - editores, diretores, produtores, locutores e apresentadores - devem se deixar possuir por este anseio: o de dar uma resposta boa, justa, positiva à humanidade.Divulguemos com indignação as más notícias, mas com muito mais força, alegria, arte, profissionalismo e amor à boa notícia, pois ela existe! E nossos filhos, netos e todos que vierem vão agradecer o empenho de buscar em tudo um olhar de esperança, pois em todo lugar, por mais caótica que seja a situação, existe algo bom acontecendo. É nosso dever, como profissionais de comunicação, descobrir a esperança e apresentá-la à humanidade.Cerca de 150 mil jovens de todo o Brasil e alguns países da Europa e América Latina mostraram que existe, é fato, algo novo e lindo acontecendo e os homens de paz e bem estão cada vez mais articulados. Todos seremos atingidos pela força do bem. Eu acredito no ser humano, eu acredito no PHN.

Dunga

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O mundo de dentro do jovem

Atualmente, os jovens de uma forma geral conhecem a Internet; sabem as músicas da parada de sucesso; as gírias do momento; as roupas que estão na moda; os artistas que estão em alta; e alguns poucos, ainda sabem acerca de cultura, política; dentre outros assuntos que permeiam as notícias mais em voga. Isso reflete a era da tecnologia, da modernidade, da rapidez, da competitividade; aspectos tão presentes no nosso cotidiano e que nos ordenam cada vez mais conhecimento atualizado e nos implicam em uma rotina de inúmeras exigências para sermos pessoas “ideais”; mas ideais segundo quem?

Infelizmente muitos jovens não sabem nem porque se submetem a certos imperativos do mercado; sejam no nível de atitudes ou de aquisição de bens de consumo; e o pior, não sabem nem distinguir suas verdadeiras preferências pessoais e se pedirmos para falarem de si ou dizerem quem são, não sabem responder ou dão respostas vazias. Os jovens se encontram tão imbuídos na realidade imposta; quer seja pela mídia, moda, sociedade capitalista; que lhes escapam o limiar entre o que originariamente são, acreditam e gostam; do que lhes é apresentado como bom, agradável, correto, e etc.

Ou seja, conhecem o mundo de fora, mas sabem muito pouco de si, não conhecem o mundo de dentro. É comum entre os jovens a dificuldade de expressão dos seus sentimentos, de dizerem o que se passa dentro deles. O dia ‘corre’ muito rápido, são muitos afazeres: escola, faculdade, família, reuniões, academia, televisão, computador; tudo isso faz com que não se tenha oportunidade para parar e encontrar as verdades existentes dentro de si; e a vida superficial é o caminho trilhado constantemente, o qual traduz uma resposta de uma vivência inautêntica. O reflexo disso são as pesquisas que demonstram a grande eclosão de casos de depressão, anorexia, bulimia, fobia, dentre outras patologias que acometem numerosa parcela da população mundial, inclusive entre os jovens.

As pessoas não “gastam” mais tempo com os outros, porque consideram ‘perca de tempo’. As relações interpessoais são hoje, na sua maioria, vazias e artificiais. Perde-se muito ao não conviver com as pessoas, e assim, poder revelar o grande mistério que é a vida do outro e a sua própria vida, que se expressa e se diz nos relacionamentos onde há caridade e doação de si, algumas dentre as características de uma amizade verdadeira. Considerando, que me conheço mais e contemplo a Deus no outro.

Quando tivermos a coragem de encontrar Aquele que habita em nós e a humildade de sempre buscá-lO na oração, muitos O encontrarão na nossa maneira de ser. Já diz o salmo bíblico: Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Sl 5, 3).

Fonte: http://www.comshalom.org

Amo e não sou correspondido… E agora?

No coração ninguém manda e muitos questionamentos surgem diante do sentimento, principalmente quando não temos nenhuma resposta de quem gostamos. Ficamos maquinando dentro de nós:
“Estou amando, porém, fulana (o) não está nem ai para mim…” E pensando até: “Não seria tudo mais fácil se ela (e) gostasse de mim? O que eu tenho de errado? Porque ela (e) não me vê?”
São perguntas que geralmente atormentam as pessoas que amam e não são correspondidas. E muitas vezes até pensamos em fazer algo que faça os olhos do outro mirarem em nós.
Quem nunca se imaginou salvando a vida da pessoa amada da frente de um carro ou algo parecido? Um ato heróico, uma cena de filme!
Quero lhe dizer algo: Você tem o dom de amar!
Fomos criados por amor e no amor, mesmo que esse amor nos traga sofrimento, incômodo, lágrimas nos olhos e outras coisas que, só quem passa sabe o que é. Você já passou por isso?
Você se pergunta “Porque Deus permitiu que eu a (o) conhecesse, me encantasse, me apaixonasse por aquela (e) BENDITA (O)?”
Na verdade Deus quer te dar um coração semelhante ao Dele, um coração dilatado para amar. Podemos até pensar que nada disso seja justo, mas a verdadeira justiça é o Amor!
Deus sempre vai querer equilibrar algo em nós, mesmo que Ele use a não correspondência para nos mostrar o que é real e o que é fictício. O que é de nossa imaginação e até o que foi criado em cima de nossos sentimentos.
Deus quer que vejamos com os seus olhos e sintamos com o seu coração dilatado pelo amor.
Termino com uma frase de Santa Tereza dos Andes:
“Os corações dos homens amam um dia e no outro são indiferentes.
Só Deus não muda.”

Fonte: Thiago Teodoro (Revolução Jesus)

A juventude é o tempo do dever

Escrevo a vocês, jovens, porque são fortes: venceram o Maligno" (I João 2,13).
Estas palavras do apóstolo João demonstram que a Igreja, desde o início, teve uma atenção especial para com a juventude. Considerando-a, sempre, não como problema, mas como dom de Deus, conforme afirmou o Papa João Paulo II. Dom de Deus porque a juventude é um tempo concedido pelo Senhor como presente. É necessário, pois, não esbanjar esse dom e administrá-lo com responsabilidade a fim de que produza frutos para a vida do mundo e da própria Igreja. Mas, afinal de contas, o que é a juventude? Não é simplesmente aquela etapa da vida que corresponde a determinado número de anos.
A juventude é o tempo de procura de respostas para questões fundamentais: qual o sentido da vida? Que significa ser livre? No Evangelho, um jovem pergunta a Jesus: "Bom Mestre, o que devo fazer para possuir a vida eterna?"A juventude é também tempo da procura do amor, que consiste em se responsabilizar pelo outro, pelo respeito à sua dignidade, pelo seu crescimento como pessoa, pela sua felicidade. É o tempo em que o jovem procura construir um projeto concreto para a vida.
Enfim, a juventude é o tempo do dever, isto é, tempo em que a pessoa se percebe, de modo intenso, responsável por si mesma, pelo bem comum da sociedade e pelo futuro do mundo. Com muita propriedade, João Paulo II afirmou que os jovens são as sentinelas do amanhã.A Igreja está consciente de tantos perigos que hoje ameaçam, sobretudo, os jovens. Ela recorda às autoridades da Nação o dever que têm de sanar, com medidas eficazes e urgentes, os obstáculos que levam tantos jovens ao desânimo e à perda de esperança com relação ao futuro: analfabetismo, desemprego, falta de oportunidade de ingresso em escolas de boa qualidade, que os qualifiquem profissionalmente para enfrentar as exigências do mercado de trabalho.
Na mensagem que dirigiram à juventude, por ocasião da 44ª Assembléia Geral da CNBB, os Bispos renovam o compromisso de acolher os jovens e ajudá-los com novas metodologias na sua formação humana e cristã. Nossas dioceses, paróquias e comunidades se propõem a adotar instrumentos pastorais para que eles sejam não só destinatários, mas sujeitos da evangelização, sobretudo com relação ao mundo juvenil. A evangelização é resposta a uma busca, pois todas as pessoas, sobretudo os jovens, de modo misterioso, estão à procura de alguém que seja, de fato, Caminho, Verdade e Vida. Só Cristo é capaz de dar sentido profundo à nossa vida.
Para atingir este objetivo, a Igreja – inspirada nos ensinamentos do Papa Bento XVI em sua encíclica
Deus Caritas Est [em português: "Deus é amor"] – quer se esforçar para ser, cada vez mais, a Igreja da Caridade, fazendo do amor o centro de sua mensagem. Fazendo do amor o ponto de encontro entre ela e os jovens.


Fonte: Dom Benedito Beni

domingo, 17 de abril de 2011

Educar na humildade: uma tarefa urgente!

No ano passado, um pesquisador em educação, Ives de La Taille, apresentou na obra Crise de Valores ou Valores em Crise, uma pesquisa realizada recentemente com 448 alunos do ensino médio (com idades entre 15 e 18 anos), sendo 211 da escola pública e 237 de colégios particulares, na qual indagava a esses jovens quais seriam as virtudes mais importantes na seguinte lista de dez: justiça, gratidão, fidelidade, generosidade, tolerância, honra, coragem, polidez, prudência e humildade. Sem querer aprofundar nas conclusões da pesquisa, chamou-me a atenção que a mais valorizada tivesse sido a humildade. O próprio La Taille se surpreendeu com o fato de que essa virtude fosse apontada tanto pelos meninos quanto pelas meninas, fossem eles da escola privada ou da pública. Uma das explicações que o autor dá para o resultado é que “vivemos uma cultura que pode ser chamada de cultura da vaidade”. Esclarecendo esse conceito, o educador afirma que muitos jovens hoje “vivem apenas motivados para dar um constante espetáculo de si, destacarem-se por sinais que conferem prestígio, associarem a si próprios marcas que testemunham ser um vencedor (roupas, carros, celulares), falarem de si em blogs, nos celulares, computadores...”. Glosando o autor, diria ainda que os jovens andam atrás de “espelhos” que são as pupilas das pessoas que estão à sua volta, e às quais perguntam: “Gostou da figura que fiz?”, “Pareceu-lhes interessante o meu ponto de vista?”, “Que acharam da minha prova, do meu trabalho, da minha publicação, da minha roupa provocativa...?”. Portanto, voltando-nos para o resultado da pesquisa, concluímos que a maioria dos jovens pesquisados parecem estar fartos deste modelo juvenil e de tanta mentira. Intuem que a sedução narcisista que reina hoje na nossa cultura parece ser a causa de muitas mazelas sociais. No fundo, essas respostas podem estar representando alguns gritos silenciosos aos educadores que dizem mais ou menos assim: “Por favor, ajudem-nos antes a ser do que a ter!”. “Não aguentamos mais ver gente representando o que não é!”. “Ensinem-nos a descobrir a Verdade!”. “Quero de verdade ser feliz e não fingir que sou feliz!”. Há muito tempo que esta disjuntiva Ser ou Ter está presente nas discussões filosóficas. O que chama a atenção é perceber que estas reinvidicações pelo ser estejam nascendo mais cedo, naqueles que sempre exigiram liberdade, prazer, dinheiro, consumo, diversão, ter... Afinal, o que está acontecendo? Sou da opinião de que estes movimentos podem já estar refletindo, em parte, as consequências negativas da pedagogia moderna das últimas décadas. Segundo estas teorias, chamadas construtivistas, a criança deveria se desenvolver por si mesma, sem imposições de ninguém. Os responsáveis pela educação deveriam apenas dar um suporte para o seu autodesenvolvimento, sem, no entanto, se envolver no processo. Estas teorias psicodinâmicas, muitas delas inspiradas no pensamento freudiano, acreditavam que a criança tinha um “eu” completo em si mesmo e que bastaria deixar o tempo passar para ela se desenvolver adequadamente. Fica fácil perceber o que produziu esta mentira ao longo das últimas décadas. Na medida em que os pais foram adotando a chamada educação antiautoritária, que é a renúncia para educar os filhos, tanto os pais quanto os filhos foram desenvolvendo níveis crescentes de soberba de geração em geração. Efetivamente, quem convive com pais e crianças em escolas particulares e públicas tem percebido ano a ano atitudes de arrogância e de autosuficiência que não existiam antigamente. Mas por que isto tem crescido? Quem trabalha com educação e conhece a chamada “caixa preta” da criança (fazendo um paralelismo com os aviões) sabe que qualquer criança é extremamente egocêntrica nos primeiros anos da existência. Todo o bom processo educacional consiste em mostrar-lhe que além de existirem outras pessoas no mundo ela própria existe para os outros. Sua realização e felicidade dependerão da adequação de seus desejos e projetos para os outros. Que, sozinha, ela nunca saberá nada, poderá nada, conseguirá nada nem será nada. Que só conseguirá ser ela mesma a partir do outro. Que o eu deve se converter em si mesmo apenas mediante um tu e um vós. Por isso, desde que nasce terá que saber descobrir a linguagem do prazer, dos limites, do amor, do sofrimento. Esta é a verdade da educação. Por outro lado, se deixamos a criança crescer sem a exigência da boa autoridade, dificilmente ela descobrirá como deve funcionar um ser humano e aos poucos seu orgulho irá enganando-a acreditando que sabe tudo, pode tudo, conseguirá tudo e que ela é tudo, principalmente se obtiver dinheiro e poder. Esta é a grande mentira da educação. Motivando-a somente a produzir riqueza, acaba-se gerando uma das maiores e mais profundas pobrezas humanas que é a solidão. Vistas bem as coisas, as outras pobrezas, incluindo a material, nascem sempre do isolamento, de não ser amado ou da dificuldade de amar, fruto do orgulho de muitas pessoas. Terminemos concluindo que uma das tarefas primordiais da educação é desmascarar os perigos da soberba. Da ilusão do orgulho. Da escravidão de um eu que se fecha em si mesmo, como numa bolha. E que o caminho da felicidade está na humildade, que, longe de ser uma postura depreciativa, é apenas a conscientização da Verdade da condição humana, que exige abrir-se para os demais e para o transcendente, pois experimenta que só nas relações interpessoais poderá salvar-se de tantas depressões e tristezas de um eu doentio. João Malheiro: é doutor em Educação pela UFRJ e diretor do Centro Cultural e Universitário de Botafogo

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bullying: as faces de uma violência oculta

Uma violência física, mas, muitas vezes, psicológica: este é o bullying, termo que tem origem na palavra inglesa bully, que significa "brigão", "valentão". Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão, opressão, maus-tratos, ironias, que acontecem de forma repetitiva e não necessariamente com uma agressão física, mas na maioria das vezes acompanhado de tratamento ofensivo, ameaças e torturas psicológicas. Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.Forma de violência que tem crescido no mundo, pode fazer vítimas em diversos contextos sociais: escola, família, universidade, vizinhança, local de trabalho. Pode começar com um simples apelido "inofensivo", mas que pode ter grande repercussão para a pessoa atingida.Sabemos que essa prática existe há muito tempo, mas nem sempre recebeu esse nome. Estudos mostram a preocupação de vários setores da sociedade com o crescente número desses casos de agressão, especialmente nas escolas.Aquele que sofre com o bullying, muitas vezes, vive esse processo sozinho. Podemos observar que, além do isolamento ou da queda do aproveitamento escolar de uma criança ou jovem que passa por essa situação, ela também pode iniciar um processo de adoecimento psicossomático, de estado emocional, sintomas depressivos, estresse elevado; e tudo isso somado pode afetar sua personalidade. Ao ser ridicularizada a pessoa passa a não enfrentar mais o contato social e, aos poucos, perde o prazer em atividades sociais, como frequentar a escola, lazer ou qualquer situação em que necessite se expor, por medo de ser novamente vítima desse processo. Esse fenômeno leva a pessoa vítima da agressão mobilizar seu medo, sua angústia e a reprimir a raiva e até mesmo a ter sentimentos de culpa, como se ela fosse responsável pelos ataques sofridos. Muitas vezes, não há denúncia, pois o agredido teme ser ainda mais perseguido; de forma que o agressor se vale desse silêncio como proteção e anonimato.Um dado muito importante deve servir de alerta para todos nós: estudos mostram que, em 80% dos casos, aqueles que praticam esse tipo de violência afirmam que a causa principal desse comportamento é a necessidade de replicar em outras pessoas a violência que sofreram em casa ou na própria escola. As atitudes dessas pessoas envolvem a necessidade de dominar, de impor autoridade e coagir, desejando, na verdade, ser aceitas e pertencer ao grupo e de chamar a atenção para si. Mostra ainda a dificuldade de lidarem com seus sentimentos, de colocarem-se no lugar do outro e perceberem os sentimentos das pessoas.Aqueles que agridem passam a ter um comportamento de distanciamento e dificuldade em alcançar um bom rendimento escolar; nota-se que valorizam muito a violência como fonte de poder e tais fatos podem levar a comportamentos desadaptados na fase adulta.Nosso papel é trabalhar com os grupos sociais nos quais vivemos, começando pelo núcleo familiar, o trabalho de valorização de princípios como respeito às diferenças, a tolerância, a convivência fraternal e de acolhimento das pessoas, valorizando a harmonia e a disponibilidade e refazer sua história, pois embora deixe lembranças, é possível refazer o caminho de vida, tanto para agressor quanto para agredido. É importante que pais, educadores, religiosos, líderes comunitários e empresas possam conversar abertamente sobre esse assunto, visando propostas para reverter este quadro.Se existe uma cultura de violência, que se dissemina entre as pessoas, é importante que possamos espalhar uma contracultura de paz, especialmente nas crianças, que precisam ser moldadas e nelas semeadas boas sementes de paz, amor, harmonia. Vivemos um tempo de aprendizado de como lidar com isso: escolas, pais, agressores e agredidos, muitas vezes, não sabem o que fazer, mas o grande plano neste momento é aprender com o incentivo de gestos de compreensão, de cada vez mais cultivar o respeito às diferenças individuais e o olhar de fé e atitude de cada um de nós.  Elaine Ribeiro

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vocação: uma ESCOLHA!

Durante o ano todo e a vida inteira, é possível vivermos a experiência de "vocacionados",ou seja, escolhidos de Deus. Desde o princípio de tudo, quando do nada Deus criou o mundo e a humanidade, Ele fez uma escolha absoluta: amar para sempre a Sua Criação e, de modo particular, a pessoa humana, Sua imagem e semelhança. "Ele nos Ungiu". A palavra ungir tem tudo a ver com escolha. Cristo é o grande ungido do Pai, o escolhido a ser o Apóstolo do Pai Eterno. Em Cristo, pelos Sacramentos, através da Igreja, o Senhor continua nos ungindo a cada instante, escolhendo-nos para algo especial e particular. A escolha de Deus, para conosco, é sobretudo para que sejamos Seus amigos prediletos! A escolha que Ele faz por nós, convidando-nos à amizade, pode ser traduzida e entendida como uma escolha para a santidade. Podemos dizer assim: Ser santo significa ser amigo de Deus. Portanto, a santidade-amizade implica num íntimo compromisso com o Senhor, em que o amor e a fidelidade, a doação e a confiança, a sinceridade e o diálogo são atitudes inprescindíveis. Deus toma a iniciativa, vindo sempre ao nosso encontro e consolidando, assim, este vínculo de amizade. Cabe a cada um corresponder, de coração, a esta iniciativa ímpar e verdadeira. Independentemente da função que cada pessoa exerça na Igreja, e da missão que tenha no mundo profissional ou religioso, todos podemos ser amigos de Deus. Esta amizade, que nos santifica e nos aproxima do Senhor, pode ser cultivada no dia-a-dia da nossa vida e a cada segundo de nossa existência. Que a força do Espírito Santo e, de modo todo especial, a graça da Eucaristia, desperte em cada pessoa o desejo ardente de ser amigo de Deus. Que em cada momento da nossa vida, possamos perceber o quanto Ele nos ama. Pois, Ele nos deu uma vocação e nos escolheu!
Padre Silvio Andrei, SAC

Não aceite soluções fáceis

Muitos erros e sofrimentos acontecem porque queremos dar soluções fáceis e rápidas para problemas difíceis; isso é um grave erro que causa sérios problemas.
Quanto mais difícil é um problema, tanto mais difícil será a sua solução, pois não há solução fácil quando o problema é difícil.
Na vida também é assim, não há solução fácil, cômoda, rápida e barata para os problemas difíceis. Mas, infelizmente, no campo do comportamento estamos cheios de "soluções fáceis", que em vez de solucionar os problemas, os tornam ainda mais graves.
Há sempre duas maneiras de solucionar um problema: a primeira será "fácil": improvisada, rápida, cômoda, sem sacrifícios e muitas vezes imoral; a segunda será "difícil": demorada, planejada, árdua e dispendiosa. A segunda será eficaz e duradoura; a primeira, inócua e falsa. Não se arrisque.
É fácil distribuir preservativos e seringas para se evitar a AIDS; mas é difícil ensinar as pessoas sobre o emprego moral do sexo e o valor da castidade.
É fácil fazer guerra, é difícil manter a paz. É fácil praticar um aborto e eliminar uma vida, mas é difícil aceitar, acolher, respeitar, amar e educar um ser humano em qualquer situação.
O grande problema do mundo não é resolver os problemas, mas "como" resolvê-los. Nunca acredite numa solução fácil e rápida. A sabedoria popular já aprendeu que "o barato sai caro" e que "a pressa é inimiga da perfeição". As soluções sérias são eficazes e duradouras; geradas no sofrimento, na oração, na paciência, nas lágrimas, no diálogo, na compreensão, etc. Não há solução fácil para problema difícil. Essa é a pior tendência do homem moderno; querer resolver todos os problemas de maneira rápida, com soluções imediatistas, atropelando o tempo, a moral, os costumes, a fé e o próprio Deus. Por fim, se dá conta de que correu em vão.
O Mestre disse que aquele que não pratica os seus ensinamentos é como aquele que constrói a casa na areia; e logo é destruída pelas tempestades e correntezas; e continua a nos dizer: "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição" (Mt 7, 13-14). Todo problema tem uma solução; senão deixa de ser um problema.
O saudoso Papa João Paulo II nos ensinou que as soluções propostas por Cristo - para os graves problemas da humanidade - são difíceis, mas jamais decepcionam. Jamais vi alguém chorar porque viveu os ensinamentos do Evangelho, mas já vi muita gente chorar porque não quis vivê-los.

Felipe Aquino

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tenha FÉ e Siga o AMOR

Quantas vezes em nossa caminhada fomos colocados à prova, ou tivemos questionamentos como: "quem é Deus?", "por que sigo este preceito?", "será que Deus escuta minhas orações?", "como pode Maria ser a mãe de Deus?", entre outras. Além destes questionamentos podemos destacar como provações quando a mídia, ou outras pessoas tentam nos influenciar, tentam distorcer certos valores, ou até mesmo julgar o que é certo ou errado em nossa religião. Como podemos ver os caminhos para desistir da caminhada de santidade que Deus quer para nós são muitos, como posso eu na minha fraqueza humana permanecer firme e vencer tais obstáculos em minha caminhada?
A resposta é simples: SIGA O AMOR! Deus é o Amor em plenitude e seguindo a ele você verá que diante de tribulação, provocação ou questionamento, Deus estará sempre nos ajudando a passar por estas dificuldades. Porém para alcançar tal objetivo temos um instrumento impescindível que é a nossa FÉ, com ela podemos acreditar neste Deus que é Amor, e como prova de Amor se faz presente em cada Celebração Eucarística dando-nos força para Combater o bom Combate, e as provações que continuamente enfrentamos. Esse mesmo Deus nos deixou também uma grande intercessora: Maria, que sempre roga por nós perante a Ele, e foi um grande exemplo de entrega ao Pai, que nós consigamos ser servos de Deus como ela foi. E para nos ajudar em momento de dúvida e questionamentos, Deus nos mandou o Espírito Santo para nos ajudar sempre que precisamos.
Por isso meus irmãos tenhamos FÉ para seguir a Deus que é o Amor em plenitude. Mas não devemos esquecer que o fato de seguir a Deus bastará para resolver nossos problemas e que por conta disso nunca mais teremos tormentos e provocações.Errado, nós sempre vamos passar por momentos como esses, porém teremos um Deus que nos ama e sempre está ao nosso lado dando força para superar nossos problemas, tribulações e provações. Para termos este Deus como guia devemos abrir nossos corações para que Ele possa fazer morada. E que em nossa vida quando vier uma tormenta que tenhamos a FÉ para acreditar que Deus possa acalma-la como fez quando Ele acalmou a tempestade que atingia o barco que se encontrava Ele com os seus Discípulos(Mt 8, 23-27).
Paz e Bem a Todos, fiquem com Deus.

Ícaro de Souza: estudante de Computação (Licenciatura) da Universidade de Brasília (UnB), integrante da Banda Jeridiá do Santuário São Francisco de Assis e participa de outros movimentos da Arquidiocese de Brasília como o Movimento Escalada.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Jovem: Estudos e Espiritualidade

- Normalmente jovens na faixa etária a partir dos 17 anos apresentam muitos planos e expectativas. Concluir o colégio e passar no vestibular são algumas metas que para serem alcançadas, geram muita ansiedade e nervosismo nos alunos. Para muitos estudantes o desejo de ingressar na faculdade tornar-se a prioridade de suas vidas, afastando-os do convívio com a família e amigos. Alguns deles até deixam de freqüentam a Igreja para não perderem tempo. Esse estresse em querem adquirir a maior carga de conhecimento com exagero de estudo é bastante prejudicial. A carreira profissional é sem dúvida um sonho lícito de um jovem. Como cristãos, porém, não podemos colocar os nossos projetos como o centro das nossas vidas. Sabemos que Deus ordena todas as áreas do nosso ser quando nos dispomos a Ele. O Senhor nos dá, portanto, o equilíbrio do qual precisamos para conciliar atividades seculares e espirituais. Separar a espiritualidade dos trabalhos e estudos é um erro. Servir ao Reino de Deus exige renúncias, até mesmo de tempo de estudo, mas o Senhor nos dá a prudência de dispormos o tempo suficiente para cada atividade. Alegra o coração de Jesus que sejamos responsáveis com as obrigações seculares, pois Deus deseja profissionais competentes, nada vale, contudo tanta dedicação se os nossos projetos não estão nas mãos de Deus. O Senhor deseja muito mais filhos santos e obedientes a sua vontade, do que bons profissionais. Jamais ouvimos dizer que o Senhor desamparou um filho que lhe estendeu a mão. Colocar Deus como o centro do nosso coração, esse é o segredo da vitória e da felicidade. Se houvesses caminhado pelas sendas de Deus, poderias habitar para sempre na paz. Aprende onde se acha a prudência a força e a inteligência, a fim de que saibas ao mesmo tempo, onde se encontra a vida longa e a felicidade, o fulgor dos olhos e a paz. Baruc 3,13-14

terça-feira, 8 de março de 2011

Geração malhada

- O “folheteen” Malhação atravessou a última essa década levando aos adolescentes um estilo, uma maneira nova de encarar esse importantíssimo período de nossas vidas. Os dramas e os dilemas dos jovens, mostrados com uma pitadinha de exagero e outra, mais carregada, de “realismo”, fizeram com que o programa alcançasse o status de espelho da garotada de hoje, tentando revelar aos pais, sempre descontentes e espantados com a sanha libertadora de seus filhos, o universo que permeia a vida deles – do sexo libertário à Internet, da gravidez precoce à mania dos blogs. Hoje, passados tantos capítulos, ganha ele até certo respeito na mídia por essa tarefa tão árdua, haja vista que os jovens de hoje constituem uma incógnita recheada de individualismo e imaturidade. É interessante ressaltar que a novelinha, ao mesmo tempo em que é exaltada por mostrar o cotidiano e a transformação na vida dos jovens, havida na velocidade dos últimos anos e modismos, ressurge como uma espécie de co-responsável desse processo, por ter incutido, não sem uma grande parcela de culpa, essa nova mentalidade superficial e imbecilizante na cabeça deles. Pela Malhação, já foram abordados os mais variados assuntos, sempre com aquele frescor de seriedade que mais parece subproduto de marketing do que preocupação genuína. Na tela, vemos um ema-ranhado de valores sendo derrubados com o fim último de alavancar a audiência, enquanto, do lado de cá, uma legião de jovens vai assimilando essa consciência de forma a criar uma nova ma-neira de pensar a juventude. Maneira essa liberal até o limite do irresponsável e do infantil.
Deu no que deu. Jovem que é jovem, hoje, tem de curtir a vida sem um pingo de responsabilidade, pegar quantos parceiros quiser (e puder), inventar moda e até mesmo contestar o mundo que pa-rece comprimir a sua cabecinha “madura”. Vai-se a academia e entra o colégio, o Múltipla Escolha, palco de tantos e tão variados namoricos e sérias paixões, de forma moleque (no mal sentido) e pouco inteligente. A Malhação é dita “crescida” porque soube, ao longo dos anos, dar espaço aos questionamentos dos adolescentes e jovens, sem “piração” ou conservadorismo. O que é mostrado nos capítulos é a síntese da meninada de hoje, não porque o programa seja antenado o bastante para a captar, mas porque ele mesmo cuidou de amestrar a juventude, forjando um comportamen-to que não é jovem, mas um arremedo disso. Já se pode falar, hoje, da chamada “geração Malhação”, reflexo dessa alienação e desconforto ge-rado no imaginário dos jovens, que são tão livres no comportamento (segundo pensam, é bom que se diga) quanto são vítimas dos modismos e da desinformação. Geração acostumada a ver o mundo na estreiteza do prazer desnorteado e da apatia quanto ao que rola ao seu redor. Estão presos os jovens, hoje, porque não lhes resta outra alternativa senão agarrar a onda da vez, mergulhando fundo na liberdade vazia e na afetividade e sexualidade feridas. Urge, hoje, a autoridade das palavras do saudoso João Paulo II, o papa da juventude, que dizia: “Jovens, se fôsseis o que deveis ser, tocaríeis fogo no mundo inteiro”. Ele, sim, a entendeu muito bem, consciente de que, junto a Deus no céu, intercedem verdadeiros jovens, livres e iluminados pela luz da Verdade, como o apóstolo teen João e a esperta Santa Teresinha do Menino Jesus...

Fonte: http://www.comshalom.org

Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu para mim!

Nosso destino não está traçado. De jeito nenhum. Não existe esse lance de que toda a nossa vida já está escrita, tin-tin por tin-tin, sabe? Mas, vamos combinar, há sim um plano em nossa vida. E o autor dele é Deus. Mamãe sempre me ensina: “Meu filho, Deus tem um plano de amor na vida de cada um...”. E o que logo vem à minha mente sem ela nem precisa continuar é: “...e Ele vai cumprir”. Gente, Deus nos ama! Sonha conosco! Ele tem preparado uma história de bênçãos, conquistas e vitórias para mim e para você! É sério. Claro que a tríade “bênçãos, conquistas e vitórias” não elimina um esforçinho básico, vai. Mas, fala sério, a gente dá conta. Vou lhe contar uma coisa. Na cabeceira da minha cama está grudado um papel, mais ou menos do tamanho de um terço de folha A4. Nele está escrito: “Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu para mim!”. É um trecho de uma música. Ouvi, gostei, gravei no meu coração e resolvi digitar no computador, imprimir e pregar num lugar onde eu pudesse ver sempre. Idéia de um amigo que admiro muito. Por que conto isso? Para partilhar com você a alegria que foi entender que Deus já – repito, já – escolheu o que há de melhor e reservou isso para mim. Deus cuida de mim! Ele toma conta da minha vida, guia a minha história. E Ele já – lá vai eu repetir de novo, já – escolheu o melhor para mim. Sabe o que me resta? Perseguir isso, no meu dia-a-dia, na minha realidade, no meu trabalho, na minha faculdade, no meu namoro, na minha família, nas minhas amizades, na minha caminhada com Ele. Não, não é que tem algo já traçado para mim nem para você, entende? É que tem algo muito bom reservado para nós. E esse “bom” talvez não seja o “bom” que imaginamos que seja. Mas eu (e espero que você também) quero e vou persegui-lo porque é o “bom” de Deus. Compreende? É no dia após dia que as coisas vão clareando e esse “bom” de Deus vai se revelando para nós. Mas precisamos perseguir sempre. Como? Queira. O resto vem como conseqüência do seu querer. Não se esqueça, torço por você!
Diego Amorim

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