sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Juventude: Um estado de espírito

A juventude é, realmente, um estado de espírito. Lembro-me da minha infância, quando, a partir dos sete anos, diariamente, ao ajudar a Santa Missa às 5h30min, no Santuário de Santo Antônio, escutava os idosos frades franciscanos, ao pé do altar, pronunciarem "Introíbo ad altare Dei, ad Deum qui laetificat iuventutem meam" - "Eu irei ao altar de Deus, ao Deus que dá alegria à minha juventude". Juventude de setenta, oitenta, noventa anos!
Deus nos criou, nos deu a vida! Dom Maravilhoso! Cada um de nós tem a sua história de origem. É sobre a aceitação real dessa história que devemos construir a nossa felicidade. Fomos criados para ser felizes. Talvez não estejamos percebendo plenamente o amor de Deus por nós ao nos criar e ao criar para nós tudo o que existe. O Papa Paulo VI, ao pressentir a proximidade da morte, exclamou: "Oh, superficialidade imperdoável! Não ter percebido a beleza de tudo o que Deus criou para mim, por amor!" E pede ao Senhor perdão por considerar esse sentimento um pecado. "Oh, beleza sempre antiga e sempre nova, quão tardiamente te amei!" (Santo Agostinho).
Realmente, a beleza da vida, da arte, de tudo o que Deus criou é reflexo d'Ele. O Todo-poderoso é a beleza absoluta, da qual deriva e participa toda beleza criada. A propósito da arte, o Papa João Paulo II, na Carta aos Artistas, por ocasião do Ano Santo, afirmou que ela é essencial para a evangelização.
Deus nos criou para si, e devemos estar sintonizados com Ele: pela oração formal, pela contemplação da natureza, pelo cultivo da arte, pela comunicação com nossos irmãos. Se fizermos assim, estaremos vinte e quatro horas por dia sintonizados com o Senhor, vivendo, cada momento presente, sem nos preocupar com o momento seguinte, sem estresse nem depressão.
E dessa forma, vamos acumulando juventude, alegria e, aos noventa anos, poderemos dizer: "Irei ao altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude."
Esperamos, um dia, pela graça de Deus Pai, tomar posse daquela morada à qual Jesus se refere no Evangelho: "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou preparar um lugar para vós e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós" (Jo 14, 1-4). Porque nós conhecemos o caminho, a verdade e a vida.

Dom Lélis Lara

Amigo...

A beleza da amizade nos seduz e encanta embora saibamos que poucos são os que vão permanecer para sempre em nossa vida. Já a escritura sabiamente nos adverte: 'Mil sejam os camaradas com quem você se relaciona, mas um entre eles o teu confidente'; aquele que, com simplicidade e veracidade é capaz de acolher tuas feridas e de acreditar nos teus sonhos, sem duvidar da tua honestidade e sinceridade. O amigo é aquele que não duvida e, por isso, quando traído, sente ainda mais forte a dor que o penetra e que lhe faz perceber toda a infidelidade como a dor maior. Amigo verdadeiro não é capaz de pensar mal do seu amigo, a amizade cria um só coração e uma só alma ou, como dizem os filósofos, é 'um só coração em dois corpos'.
A bíblia ainda nos adverte que quem encontra um amigo, 'encontra um tesouro'. O elogio que é feito dos amigos ultrapassa o humano e nos lança no amor que tem suas raízes no mistério trinitário. A verdadeira amizade é uma aliança que nada e ninguém poderá romper, nem a morte, nem a fome, nem a doença, nem a pobreza e nem a riqueza. É uma aliança que carrega em si o sabor do divino, do amor que não pode ser deixado ao vento dos sentimentos.
A amizade não conhece distância e nem precisa de muitos sinais, os amigos sabem que são amigos quer estejam perto ou longe, quer se vejam ou estejam anos sem se ver e se falar. Na amizade não há a presença de interesses e nem desejos escondidos e mesquinhos de aproveitamento pessoal. Os amigos não necessitam dizer o que se passa com eles, o simples olhar revela o que um necessita do outro. É entrar numa profunda sintonia de sentimentos, desejos e de vida. Amigos e amizade são palavras sagradas que deveriam ser purificadas de tantas sujeiras acumuladas pela materialização do amor que se faz simplesmente desejo de si mesmo e não plenitude do outro.
Os amigos são provados pelo fogo das adversidades, onde nunca podemos desconfiar e nem nos envergonhar dos amigos; mesmo que eles errem ou se encontrem nas situações mais vergonhosas, eles são nossos amigos, dos quais damos testemunho com amor e afeto. Não se pode romper a amizade porque o 'amigo' está com AIDS ou abandonou a fé ou, num momento de loucura, cometeu alguns erros que podem até nos envergonhar. O amigo assume e carrega o amigo em todos os momentos da vida porque ele faz parte da sua história, do seu cotidiano, do seu caminho; a verdadeira amizade é tesouro escondido que se faz manifesto.
Os amigos não são amigos na noite ou no anonimato, são amigos à luz do sol; todos sabem que são amigos e são orgulhosos por serem amigos. Cantar o cântico dos amigos é sair do seu egoísmo e colocar a vida em risco para os outros.
A melhor definição de amigo nós encontramos no Evangelho, quando Jesus, com sabedoria e austeridade de palavras, diz: 'Não há maior amor que dar a vida pelos amigos'. Não é dar nem presentes de ouro, nem carros importados e nem cheques gordos no dia do aniversário, tudo isto faz parte do relativo que não expressa o valor verdadeiro da amizade, da vida. Entre amigos não se dá presente, se dá amor e vida. Não são dadas flores, mas o perfume das flores. Assim Jesus, nosso amigo, não nos deu nada de 'coisas' para serem guardadas como lembrança, mas nos deu o melhor de si, 'carne e sangue', a vida plena em abundância.
Quando formos capazes, como Jesus, de dizer aos nossos amigos 'vos chamo amigos porque vos revelei tudo o que ouvi de meu Pai', aí podemos iniciar a crer que somos amigos de verdade e não simples conhecidos e camaradas que encontramos na vida. A amizade é ver o nosso rosto resplandecer nos olhos do amigo e vice-versa. Tu és meu amigo porque tu és eu e eu sou tu.

Influenciar ou invejar? Qual é o meu forte?

Poderíamos dividir os seres humanos em duas classes: - Uns são aqueles que pelo seu modo de ser e agir conseguem influenciar pessoas para que se juntem a eles. - Outros são aqueles que preferem gastar suas energias invejando os outros.Talvez não estaríamos errados se afirmássemos: “qualquer pessoa faz o que nós queremos depois que ganhamos o seu coração”. O inverso também pode ser verdade. Dificilmente uma pessoa aceita, acolhe ou adere ao que lhe dizemos ou pedimos quando ela se sente agredida, ou mal acolhida por nós.
Não vamos conquistar uma pessoa só porque lhe pagamos um bom salário, damos bons presentes ou alguns elogios. Muito menos se continuamente a acusamos e a censuramos pelos seus erros. Um belo sinal de que conquistamos alguém é quando conseguimos ter influência sobre ele. Atrair e convocar o outro a se juntar a nós pelo que somos e fazemos e não pelo poder que dispomos nas mãos é conseqüência de uma conquista do outro. Quem tem influência logo consegue que dele outros se aproximem e se agreguem para ajudá-lo.
Numa família onde um já conquistou o coração dos outros existe prontidão e rapidez na disponibilidade de servir e ajudar.Quanto mais influente alguém for, mais seguidores e colaboradores terá. Vejamos Madre Tereza de Calcutá, João Paulo II e tantos outros líderes atuais que conhecemos. Eles têm seguidores porque tiveram uma vida autêntica e convincente, sem jamais ficar gastando energia acusando ou cobrando o que os outros poderiam ou deveriam fazer. Procuraram ter uma vida coerente e exemplar, em vez de competir e ficar com ciúmes daqueles que conseguiam conquistar seguidores. Foram autênticos, por isso têm seguidores de suas idéias, mas acima de tudo deles próprios.
Ficar com inveja ou ciúme dos outros não ajuda em nada. Antes pelo contrário, isso nos torna cada vez mais antipáticos e menos influentes. A saída é reconhecer o que os outros têm de bom. Alegrar-nos com isso. Em vez de invejá-los e falar mal deles, vamos elogiá-los em público. Isso servirá de conquista. Assim seremos mais influentes e venceremos as terríveis pragas da inveja e do ciúme.
Um boa pergunta: No meu grupo, local de trabalho e família eu costumo reconhecer e elogiar as qualidades dos outros ou fico enciumada e procurando uma forma de abafar meu “concorrente”? O ciúme mata o seu dono e atrapalha o crescimento do outro. Tomemos como proposta: Influência, sim. Ciúme, jamais!

Padre Alir

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Jovens, sois fortes

"Jovens, sê forte e corajoso". Mas quando é que somos fortes? Quando a Palavra de Deus permanece em nós. Quero que você entenda o que é essa fortaleza dentro de você. Quando falamos de fortaleza, muitas pessoas não a entendem, mas estamos falando de coragem. A coragem é uma virtude que só existe por que existe o mal no mundo. Se só existisse o bem, não precisaríamos de coragem. Nós, seres humanos, temos coragem, porque somos vulneráveis e podemos sair feridos de uma guerra. Quando somos corajosos, significa que podemos lutar e sair ferido, mas sabemos que vale a pena. Coragem é aquilo que diz o Salmo: “O vosso amor vale mais do que a vida e, por isso, os meus lábios vos louvam”. Existe algo que vale mais do que a vida: é o amor de Deus. Ele vale a pena. Acontece que, muitas vezes, não nos damos conta disso e terminamos achando que o nosso maior compromisso é salvar a vida. Como costumamos dizer, “salve-se quem puder”. Anjo não tem coragem, porque não é vulnerável. Mas você é vulnerável e, por isso precisa de coragem, precisa estar disposto a sair ferido, porque sabe que há coisas que valem mais do que a vida.Os jovens dos anos 70, 80 tinham coragem e força, mas usaram-na no lugar errado. Eles destruíram as coisas para construir, neste mundo, um paraíso, um mundo novo. Mas isso não funciona, porque nós fomos feitos para Deus. Essa vida é boa, é bonita, mas é um ensaio da verdadeira vida que virá em Deus. Estamos aqui passando uma temperada; não é aqui o nosso lugar, não é aqui que vamos encontrar repouso e felicidade.Nós fomos criados para o céu, para a felicidade perfeita, para a vida eterna. Nada neste mundo vai preencher nosso coração plenamente. O que é um namorado? É um companheiro de viagem na sua travessia por este mundo para chegarem, juntos, ao porto seguro que é Deus. Mas se você transformar o seu relacionamento de namoro, de casamento, numa cobrança de felicidade aqui neste mundo, a única coisa que você vai conseguir fazer é destruir a sua vida, os seus relacionamentos. Quem está errado não é seu esposo, seu pai ou seu namorado, mas a sua expectativa. Você está esperando de uma pessoa aquilo que ela não pode lhe dar. A Palavra de Deus nos diz que somos feitos para o céu, mas se você não quer voar alto como uma águia, vai ser, simplesmente, uma galinha que voa cada vez mais para o chão.
Meus irmãos, coragem. Os santos nos recordam que a coragem é a virtude do bem árduo. Se você ficar sentado, esperando o tempo passar, não vai encontrar a felicidade de Deus na sua vida. Se não combater o bom combate, será destruído. Você não pode abraçar pessoas doentes espiritualmente e pensar que vai sair ileso. Assim, você está tentando a Deus. Típico da fortaleza é resistir ao mal, criar uma espécie de muralha para se defender. Mas como fazer isso? Sabendo identificar quem é amigo e quem é inimigo. Para que você, pessoalmente, combata a maldade, é preciso entender que existe maldade dentro de você. Não adianta nada você ficar lutando conta os outros para acabar com a maldade no mundo, se existe um mundo dentro de você que ainda não está convertido. Você também precisa se dar conta de que dentro de você existem doenças espirituais.Você não pode ser uma alma aidética espiritualmente, não pode abraçar o pecado. Você precisa identificar o mal e resistir a ele. É dentro de você que começa a conversão, a mudança espiritual.

Padre Paulo Ricardo

Jovens, perseverem na oração

Quem nunca teve medo de ficar sozinho, de fracassar ou escolher um projeto que não sabia onde daria? Quantos de nós não tivemos medo do fracasso na busca pela felicidade? Estamos juntos na mesma busca, mas a felicidade vem de Deus. Nossa alegria vem do Senhor. Uma busca de felicidade que não agrada a Deus é quando, para atingir nossos abjetivos, não nos importamos em quantas cabeças vamos pisar. Essa prosperidade é uma falsificação da verdadeira felicidade que Deus nos oferece.Seja firme nas coisas de Deus, não tenha vergonha de dizer que você é cristão, que é católico. Não tenha vergonha de levar Jesus no seu coração e a Palavra d'Ele em seus lábios. Quem está lhe fazendo esta promessa é Aquele que sempre cumpre o que promete.Deus sempre lhe mostra, de uma maneira que você entenda, aquilo que você Lhe pediu; seja por meio de uma pessoa, no decorrer da sua vida ou nos fatos que lhe acontecem. Quando se trata dos planos do Senhor para nossa vida, devemos permanece firmes e jamais esmorecer. A tentação mais comum e o caminho mais rápido para o fracasso é deixar de perseverar. Por que existem tantas pessoas que rezam, mas reclamam que Deus não houve suas oração? Porque é preciso perseverar nas coisas d'Ele, e ninguém persevera sem oração.
Quando começamos alguma coisa, mas não somos capazes de levá-las à diante, vamos nos dispersando em meio a tantas outras coisas e não percebemos aquilo que Deus quer para a nossa vida. Isso destrói nossa autoestima e parece que somos incapazes de alcançar aquilo que precisamos alcançar.Ninguém vive a castidade pela castidade, ninguém deixa o sexo pelo sexo. Uma pessoa normal, saudável, sempre vai ter prazer sexual, porque sexo é bom. Por isso, nós não o deixamos por deixar, mas o fazemos por Deus, por causa do Senhor, pois sabemos que aqueles que vivem a castidade, verão o Pai aqui na Terra. Nós deixamos uma vida promíscua, porque descobrimos algo que nos dá mais prazer: encontramos o Senhor.
O maligno nos amarra pela sexualidade e pela cobiça, porque ele sabe que, se descobrirmos a força que o Espírito Santo guardou em nós, Ele não terá poder sobre nós.As dificuldades não se resolvem sozinhas, é preciso enfrentá-las sabendo que somos motivados pelo Espírito de Deus. Quem se habituou a começar e não terminar, habituou-se a fracassar. "Jovens, vós sois fortes e vencestes o maligno", e com Jesus já venceu o tentador. Apegue-se a Jesus Cristo. Una-se a Deus na oração. Quando desanimamos, o fracasso mina nossa fé na ação de Deus. O que muitas pessoas se perguntam é até quando devem continuar rezando. Primeiro: quando você já tiver tentado tudo que estivesse ao seu alcance, usado todos os seus recursos. Segundo: até que Deus ponha em seu coração a certeza de que o seu pedido foi atendido, até que você sinta o seu coração em paz com Ele. O que você tem desejado ardentemente diante de Deus? Você que se perguntou se ainda deve insistir, a Palavra de Deus lhe responde: "Sê firme; sê corajoso". Só quando o Senhor pacifica a nossa inquietação, é que cessamos a nossa oração. Mas cada vez que você se aproxima do Senhor, mais o inimigo se objetiva em tentar você, porque ele não quer a sua felicidade, não quer que você se realize.Na sua casa, seja uma resistência ao demônio e ele não suportará ficar na sua família. Assistimos, muitas vezes, a pessoas que estão, supostamente, fazendo exorcismos e a coisa se transforma num verdadeiro espetáculo. Meus irmãos, o meio mais eficaz de vencer o demônio é ser cheio do Espírito Santo.O Espírito de Deus é mais forte do que qualquer mau hábito. O mundo vai tentar você, mas quando ele o seduzir, diga-lhe que você sabe dos seus prazeres, porque já o experimentou; mas, agora, conhece o poder de Deus que há em você.

Márcio Mendes

Alegria imunda X alegria divina

A verdadeira alegria está em Deus. O Senhor faz as coisas boas, porque Ele é belo, perfeito e maravilhoso, por isso a nossa alegria está em nos aproximar d'Ele.'Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus Nosso Senhor' (Romanos 6, 23). Hoje, 90% dos presos são jovens; os traficantes morrem geralmente com 30 anos, porque o salário do pecado é a morte. Não pode haver alegria no pecado. Existe uma diferença entre o prazer e alegria, prazer é a satisfação da carne; e alegria é a satisfação da alma. O prazer quando passa deixa gosto de morte; e a alegria deixa o gosto de vida. Existem prazeres que são bons desde que você não desvirtue as coisas; é muito bom sentar à mesa e se alimentar bem, e bater um bom papo com seus amigos é um prazer lícito. Da mesma forma, o desejo da relação sexual dentro do matrimônio é um prazer lícito. O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, se abusamos da comida, da bebida, do sexo fora do casamento, tudo isso se torna mau. O sexo dentro do plano de Deus é lindo, mas se o tiramos dentro do plano divino, ele pode ser causa de adultério, de doenças.
A Igreja nos ensina os 7 pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade, orgulho. São vícios que nos levam à morte. Por outro lado, há 7 virtudes que podem combater esses pecados. Contra a soberba a humildade; contra a ganância o despreendimento; contra a luxuria a castidade; contra a gula o autocontrole; contra a preguiça a vontade de trabalhar; contra a ira a paciência. Nos pecados nós encontramos o caminho da morte; nas virtudes encontramos o caminho de paz.'Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna' (Gálatas 6,8).Não cansemos de fazer o bem, porque depois o colhermos, São Paulo nos diz que façamos o bem. Há um ditado popular que diz assim: "Fazer o bem sem olhar a quem". É fácil fazer o bem para quem eu amo, é fácil e gostoso. Mas será que é fácil fazer o bem para quem não gosto? A exigência mais difícil da nossa fé é perdoar o nosso inimigo. Há um tempo ouvi uma história de Dona Ana Maria, que foi assaltada na sua casa e o assaltante matou o seu filho de 18 anos. E essa mulher perdoou ao assassino a ponto de toda semana ir até o Carandiru [lugar onde o assassino cumpria pena em São Paulo] para falar de Deus ao assassino de seu filho, e este disse, em lágrimas, a essa senhora: "Se eu conhecesse esse Deus que você me apresentou, eu não mataria seu filho". Isso é Cristianismo! A verdadeira alegria nasce de fazer o bem; quanto mais bem você faz às pessoas, mais será feliz.Fazer o bem faz bem, fazer o bem cura, nós precisamos exercitar as virtudes e renunciar aos vícios.O pior pecado que existe é a soberba, pois ele tem muitos filhos: o orgulho, a prepotência, autosuficiência, entre outros. Mas a Palavra de Deus nos ensina 'os humilhados serão exaltados e os exultados serão humilhados'. A virtude da humildade nos traz paz e alegria. Santa Terezinha dizia: 'Eu quero o último lugar, porque ninguém briga por ele.'O pecado é como uma isca que pega o peixe, o peixe é atraído pela isca, mas ali naquela isca exsite o anzol que o [peixe] pega e possibilita a retirada dele da água. É assim que o pecado acontece na nossa vida; é assim o adultério: primeiramente vem o prazer, mas depois você sente que "por trás da isca está o anzol". O pecado quando passa em nossa vida deixa o gosto de morte. O pecado é perfumado e se apresenta a você na hora da sua fragilidade. Cuidado! Santo Augostinho dizia: 'A sua tristeza são os seus pecados; deixe que a santidade seja sua alegria'.Não admita construir a sua casa na areia, mas, construa-a na rocha, que é Jesus Cristo. Digo aos jovens: não construam sua casa em outro alicerce que não seja Jesus Cristo. Se você constrói em outro alicerce a casa vai cair. Aos 18 anos optei por construir a minha casa em Cristo, e como sou feliz! Não me arrependo, porque quanto mais caminho com Deus, tanto mais vontade eu tenho em ser d'Ele.
Hoje não importa se você está na prostituição ou na droga, Deus não fecha as portas para você. Não se desespere se seu pecado for grande, porque a misericórdia de Deus é para o pecador.Eu posso dizer que construí minha casa na rocha, construí minha juventude, o meu namoro e meu casamento na rocha de Jesus Critos. Tenho muitos anos de casado, tenho 6 filhos, e netos e sou muito feliz. Não sou feliz porque estudei Física e fiz mestrado, sou feliz porque na minha fraqueza segui Jesus.Não existe melhor vontade do que a vontade de Deus! Não siga sua vontade, pois a nossa vontade é fraca. Ser feliz é estar na vontade de Deus. Não basta dizer: Deixe a tristeza do pecado e venha viver a alegria das virtudes. Eu lhe dou a receita: Vigie e ore.Os pecados entram pela janelas da alma, que são os sentidos, então feche os olhos, a boca, as mãos, se você sabe que se ver algumas cenas vai levá-lo à masturbação. Feche os olhos se for necessário. Não brinque com as ocasiões de pecado. Porque a ocasião faz o ladrão.Meus irmãos, nós homens casados somos tentados na nossa sexualidade pela TV, Rádio, etc, por isso, se sabemos que algo vai nos fazer mal, fechemos os olhos, os ouvidos, fujamos, indo à Santa Missa, rezando um rosário.Se você quer ser um homem, uma mulher, um pai, uma mãe, um jovem de Deus: Vigie e ore!

Felipe Aquino

Não cabe a nós julgarmos o nosso irmão

Se nosso irmão é falho, errado, mas estamos unidos a Jesus, unidos estaremos também a ele. O mais lindo disso tudo é não ficar julgando o irmão, justamente porque ele não está apoiado em nós, e sim, no Senhor. Nosso irmão é servo do Senhor. Conforme diz São Paulo, não podemos julgar um serviço alheio, pois quem o executou é servo do Senhor, assim como nós. Se ele tem falhas e defeitos, se conduz o grupo de maneira incorreta, se tem escandalizado os irmãos, isso tudo deve ser resolvido com seu Senhor. Não compete a nós julgá-lo, tampouco criticá-lo; pelo contrário, no amor e na caridade aceitamos como ele é, porque o Nosso Senhor, que é também dele, aceita-o como ele é.Não somos responsáveis pela nossa unidade. Se assim fosse, não nos escolheríamos uns aos outros. Foi o Senhor que nos escolheu e nos uniu, como num cacho de uvas. Jesus é o ramo e todos nós estamos ligados a Ele, pois fomos criados em cacho. Não criamos a nossa unidade, já fomos criados em unidade, restando-nos agora respeitar a unidade na qual fomos criados.Em respeito ao Senhor, que já nos criou em unidade, façamos de tudo para não romper a unidade, por isso, não vamos julgar o irmão, criticá-lo nem condená-lo. Se o irmão possui falhas e defeitos, ele deve resolver isso com o Senhor. No entanto, podemos nos perguntar: Como corrigiremos as falhas? Se a Igreja, o grupo de oração e a comunidade não progridem porque determinada pessoa possui este ou aquele defeito, então temos de nos preocupar em corrigi-la. Na verdade, se adotarmos uma atitude de julgamento e crítica, ansiosos por corrigir, estragamos tudo. Quando mudamos de comportamento e aceitamos os outros como são, formando unidade, então sim a correção começa a acontecer por obra do Senhor. É Ele quem faz a correção, mas para isso precisa da unidade. Ressaltando: se ficarmos preocupados em corrigir os defeitos uns dos outros, nada acontecerá, porque cairemos em crítica, julgamento, condenação e desentendimento. Quando, porém, a despeito dos defeitos dos irmãos, respeitarmos a unidade criada pelo Senhor, em vez de nos rejeitarmos uns aos outros, nossa correção se inicia. Se estivermos unidos, a seiva do Espírito Santo de Deus passará por todos sem interrupção; a irrigação será perfeita.

Trecho do livro "Curados para amar" de monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

STRYPER - I believe in You



Conserte as suas redes

Em Lucas 5,1-5 temos um reflexo do que todos nós já passamos ou estamos passando. Pedro disse a Jesus: "Senhor, trabalhamos a noite inteira e não conseguimos nada". Isso é reflexo do que vivemos e dizemos tantas vezes ao Senhor: "Senhor, tanto que eu fiz e nada. O que é que adiantou tanta luta?". Diante do desespero nós diremos sempre essa mesma frase. O primeiro segredo da cura dos traumas de Pedro, que representa a Igreja, foi quando Jesus chegou e ele estava consertando a rede. À noite não tinha como ver que a rede estava rasgada, e ele só viu de manhã.Quando as coisas não estão bem em nossa vida, quando nos acontecem situações difíceis, buscamos culpados ou desculpas. Fracassos não resolvidos são semente de novos e maiores fracassos. Você quer ser curado de seus traumas? Então é preciso consertar suas redes! O ser humano é capaz de realizar o ótimo, mas também capaz de realizar o péssimo, pois é como uma rede que vai se estragando ao longo da vida. Tem pessoas que trazem traumas desde a barriga da mãe, em sua infância, ou provocado por outras pessoas. A nossa grande missão é consertar as redes, é preciso lavar nossa rede, nosso coração que é sede das emoções e das decisões.É necessário ter equilíbrio e dosar as coisas; ter disciplina no comer, em tudo. Sem disciplina espiritual não acontece cura. A indisciplina não deixa que a graça de Deus entre em nossa vida. As pessoas que não são capazes de fazer pequenas renúncias, não farão grandes. Você quer ser uma pessoa curada? Cuide da sua alimentação; não prepare seu inconsciente para ter fome. O grande poder de cura é a Palavra de Deus, é essa Palavra que tem poder de restauração. Quando ela entra em seu inconsciente começa a agir. Mesmo que você não sinta, saiba que a Palavra está agindo. Mas Deus não nos violenta nunca, Ele só age em nós quando permitimos.
Deus trabalha no diálogo, Ele cura cada coisa que vamos pedindo = por isso a necessidade de fazer-mos um roteiro. Preciso me conscientizar quais as áreas da minha vida precisam ser equilibradas. 99% das doenças vêm de traumas; e o trauma é o grande inimigo seu e meu. Têm pessoas que confessam seus pecados desde sua infância, porque são traumas. O povo e os padres precisam se convencer que não adianta reclamar. O trauma é como uma torneirinha pingando; enxugamos o local, mas depois está molhado. Muitas pessoas fazem uma confissão sincera e mesmo assim continuam pecando, porque na verdade são portadores de traumas, precisam ser curadas na raiz; por isso peça que o Espírito Santo venha curar nas áreas que você realmente precisa.Os traumas atingem três áreas:- física, - espiritual,- psicológica.É preciso você identificar quais são os seus traumas. Use sua memória para retomar a situação de pecado que você viveu, aquele que você sempre caiu e peça a Deus o discernimento para descobrir a raiz do seu pecado.

Padre Léo, scj

A família começa no namoro

Eu tenho trabalhando com os jovens há anos. E no livro que escrevi sobre o namoro, eu falo exatamente sobre o namoro cristão, ou seja, um namoro sem relação sexual antes do casamento, um namoro sério, que é exatamente o contrário daquilo que o mundo ensina hoje. Este livro, graças a Deus, atualmente é o mais vendido dentre todos os meus sessenta livros.Percebo, com isso, que o jovem gosta desse “desafio” que é o namoro cristão! Mas não se iluda: você, jovem, será ridicularizado ao assumir em sua vida um namoro cristão. As pessoas não entendem hoje a seriedade e a beleza do namoro segundo a vontade de Deus. Gosto de afirmar que o casamento é um namoro que deu certo! O namoro é uma experiência maravilhosa, mas também pode ser algo destrutivo quando vivido como se fosse uma “brincadeira”.Começo com essa pergunta: “Onde você quer chegar?” Quando você se põe a construir uma casa, é necessário um projeto, que é a planta da casa. Da mesma forma, a sua família também precisa ser “projetada” e, para isso, é preciso viver bem o tempo do namoro. Na construção de uma casa, a parte mais demorada consiste em colocar os alicerces. Precisa ser algo muito bem feito para a casa não ruir! Por que tantos casais vivem numa briga constante no casamento e até se separam? Porque o alicerce, a base, que é o tempo do namoro não foi bem construído.Você não pode brincar com o seu namoro! Porque, ao brincar com ele, você coloca em risco o seu futuro casamento, a sua futura família. A Bíblia é divida em Antiga Aliança e Nova Aliança. E que “ aliança” é essa? É a união de Deus com Israel, sua esposa. E, na Nova Aliança, a união de Jesus com a sua esposa que é a Igreja.Paulo vai dizer aos maridos que devem amar suas esposas como Cristo amou a Sua Igreja. E isso é muito sério: o amor de um homem por uma mulher, dentro do sacramento do matrimônio, representa o amor de Jesus por Sua Igreja. E é um amor “até a cruz”. Da mesma forma, a Igreja é fiel a Cristo até o martírio. Quantos mártires existem na história da Igreja. É desta fidelidade “até a morte”, que Paulo afirma que deve existir no casamento. No namoro e no noivado deve-se ir preparando o relacionamento com o amor verdadeiro visando esta fidelidade perene. É um amor verdadeiro que você deve levar para o casamento, e não um “amor de novela”! O namoro é para ir aprendendo a relacionar-se dentro desta escola do amor verdadeiro.
Hoje chamamos o egoísmo de amor. Há uma diferença entre amar e gostar. Nós gostamos de coisas. As coisas satisfazem o nosso egoísmo. Nós amamos as pessoas. E com pessoas nós não podemos fazer como se faz com as coisas, como se faz com uma “laranja”, onde se descaca, chupa até o bagaço e depois joga-se na lata do lixo! Quantos rapazes irresponsáveis, covardes, acabam gerando um filho, deixando a moça sozinha e abandonando o próprio filho! Quem abandona o próprio filho é capaz de abandonar a tudo! E por que acontecem essas coisas? Porque o namoro foi vivido como uma brincadeira... Não foi levado à sério, infelizmente.Nesses mais de quarenta anos de caminhada dentro da Igreja, eu já vi muita gente chorar por estar sofrendo. Mas jamais vi alguém chorar por estar vivendo na lei de Deus. O namoro é isso: o início para esta bela caminhada em direção ao casamento. Quando, no livro do Gênesis, está escrito que Deus tirou Eva “da costela” de Adão, isso quer dizer que Deus tirou a mulher de dentro do homem. É lógico que isso é uma alegoria. Mas o que a Palavra de Deus quer nos ensinar afirmando que a mulher veio de dentro do homem? Significa que a mulher gosta de sentir-se protegida pelo homem, abraçada pelo homem que lhe dá segurança. Por isso, nós, homens, não temos o direito de agir com estupidez para com as mulheres. Deus criou o homem e a mulher para ser “uma só carne”. Aí está o fundamento da humanidade. O homem e a mulher unidos profundamente, como acontece com o “café com leite”, que não dá mais para separar!
O namoro, meus irmãos, é para isso: preparar o casal para ser “uma só carne”. Deus quer o casal unido. E ser unido é não deixar a mentira entrar no casamento, no noivado e no namoro. Quando a mentira entra no relacionamento, é gerado o ciúme, a traição, e coloca-se tudo a perder!Você e sua esposa vivem como “uma só carne” ou a mentira já entrou nesse relacionamento? Quando eu falo de infidelidade, não digo apenas da infidelidade conjugal , mas também da infidelidade financeira e da social: o marido que vai ao bar e lá só sabe falar mal da esposa é um marido infiel!O namoro é o tempo da escolha. É o tempo do conhecimento. O tempo onde você vai escolher aquela pessoa com a qual você quer ser “uma só carne”, quer unir-se para formar esse “café com leite” inseparável! Entende? Portanto, um namoro onde só há briga, discórdia, onde não existe o diálogo, a busca do conhecimento, é melhor que termine (mesmo que isso traga dor para você). Lembre-se: o namoro é uma experiência maravilhosa, mas precisa ser levado muito a sério.

Felipe Aquino

Como lidar com o desânimo

Você já deve ter ouvido alguém na última semana lhe dizer: “nossa, estou desanimado, não tenho vontade para nada”.
Para avaliarmos as situações que geram desânimo, convido você a perceber quanto consegue ter habilidade para lidar com as dificuldades e as situações delicadas em sua vida. Atribuímos esta capacidade ao que chamamos de resiliência, ou seja, a capacidade de conviver com as situações de vida, superar dificuldades e dar um novo sentido para a vida.
Qual é o sentido da vida? De que forma posso encontrar propósito, realização e satisfação na vida? Consigo construir algo que tenha duração plena?
Muitas pessoas jamais pararam para pensar no sentido da vida e um dia, depois de muitos anos, começam a questionar por que seus relacionamentos não deram certo e por que se sentem tão vazias, mesmo tendo alcançado algum objetivo anteriormente estabelecido. Um jogador de baseball que alcançou sucesso neste esporte foi questionado sobre o que gostaria que lhe tivessem dito quando ainda estava começando a jogar baseball. Ele respondeu: “Eu gostaria que alguém tivesse me dito que quando você chega ao topo, não há nada lá.” Ou seja, muitos propósitos para os quais nos voltamos, não fazem sentido pleno. Vamos atrás de propósitos que nos completam, tais como: sucesso no trabalho, prosperidade, relacionamentos, entretenimento, etc e quando conseguem tudo isto, parece que ainda sentem que nada parecida preencher.
O sentido da vida é descobrir qual é o sentido da mesma, ou seja, descobrir quem somos, de onde viemos e para onde vamos, sobre a procura da felicidade, sobre o amor ao próximo e outros. Sentido da vida é também o progresso material e especialmente espiritual, pois no crescimento individual nestes campos a pessoa se faz e consegue compreender.
Muitas vezes, paramos em situações até mesmo simples, mas damos mais importância do que ela realmente merece, maximizando problemas ou vendo situações que nem sempre são adequadas e nisto acabamos por cair no desânimo.
Nem todos temos uma vida perfeita mas o mais importante é entendermos que por vezes, precisamos parar, nos colocarmos de forma ativa frente as dificuldades, e compreender que a vida se faz a cada momento que superamos as dificuldades. Confiar, aceitar suas capacidades e limitações, aceitar algumas coisas e dar passos na mudança de outras será muito importante
neste caminho.

Elaine Ribeiro

Como viver a unidade em meio às nossas diferenças?

"Quem não está comigo, está contra mim, e quem não ajunta comigo, espalha" (Lc 11,23).
O Senhor quer nos falar sobre a unidade. Ele nos quer um. E sabemos que o maior dom que Jesus pediu ao Pai no momento mais solene da sua vida, na Última Ceia, foi justamente: “Pai, que eles sejam um, como nós somos um”. Na Trindade, há um jogo tão maravilhoso de forças que as três pessoas fortemente unidas se tornam uma. Para nós, é quase impossível criar a união uns com os outros. Então, pode surgir a seguinte pergunta: "Como é possível Jesus pedir que vivamos na unidade, sendo que, na realidade, isso dificilmente acontecerá? Por nossas falhas, defeitos e diferenças serem tão grandes, esta união é impossível". Por isso nossa unidade tem de ser realizada de outra maneira, que pode ser explicada por meio de um exemplo: numa das casas de encontros da Canção Nova há uma capela redonda, muito simpática. Seu telhado é especial justamente por causa do seu formato arredondado. Os caibros estão apoiados na parede e num toquinho redondo no centro da capela. Portanto, existe um jogo matemático de forças que sustenta todo o telhado, e o toquinho redondo é responsável pela sustentação de todos os caibros que mantém o teto. É algo bonito de se ver.Somos assim com Jesus. Imagine que Jesus é uma pedra angular para onde todos convergem. Como pedras vivas, convergimos para Ele e nele nos apoiamos; deste modo, existe entre nós uma harmonia e uma maravilhosa firmeza. Agora, suponha que um dos caibros da capela não se apoiasse no toquinho central. Fatalmente ele cairia, romperia o equilíbrio do telhado e colocaria tudo em risco. Da mesma forma, quando não estamos apoiados em Jesus e unidos a Ele, rompemos primeiramente com Ele, comprometendo todos os outros.Se os caibros da capela fizessem unidade entre si, nada aconteceria, seriam apenas um monte de caibros e nada mais. No entanto, ao se unirem com o toquinho central, conservaram sua maravilhosa unidade e juntos, numa grande harmonia, conseguem sustentar todo o telhado de forma muito artística. Nossa unidade tem que ser feita em Jesus, por isso, mandemos "às favas" as nossas diferenças. Assim, não podemos mais nos atentar às diferenças existentes entre nós, uma vez que elas realmente existem e são gritantes. Quando começamos a viver, seja num núcleo, célula ou comunidade, nossas falhas começam a ficar mais evidentes. Se quisermos fazer unidade apenas quando as pessoas não apresentarem mais nenhum defeito, jamais a construiremos. O desejo de Jesus, portanto, não será realizado. A salvação do mundo, que depende da nossa unidade, não se realizará. Jesus ensina que nossa unidade não se baseia em nós mesmos, mas nEle. É nEle que precisamos nos apoiar, apesar de todas as nossas diferenças e decepções que causamos, para então podermos estar unidos.

Trecho do livro "Curados para amar" de monsenhor Jonas Abib