quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FEIRA DA PAROQUIA 2011




























Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

Perseverança, a medida certa

Uma maneira concreta de extrair a vida de alguém é roubar os sonhos que lhe são próprios. Nossos sonhos e esperanças são a força que faz a vida desabrochar dentro de nós. É triste, mas infelizmente real, nos encontrarmos contemporaneamente com muitas pessoas que já deixaram de sonhar e de acreditar que a vida pode ser melhor, que o sonho pode se encarnar e que a esperança pode florescer.

Não é custoso perceber que, na maioria das vezes, as frustrações acontecem porque se espera por coisas que não deveriam ser buscadas (esperadas). Confia-se em promessas irreais e, por fim, acaba não existindo uma concreta perseverança naquilo que é essencial e que deveria realmente ser buscado.
Existem muitos que apostam “tudo” em ilusões e em relacionamentos desleais (impossíveis), pautando a vida em realidades sem um fundamento que possa, verdadeiramente, saciar a ausência presente na vida e no coração.

A esperança é, sem dúvida alguma, a seiva motriz da vida. Porém, é preciso esperar bem, aprendendo a escolher sabiamente em quem esperar, para que assim a perseverança e a luta pelo que se sonha sejam possíveis e, esse sonho possa verdadeiramente assumir cores de realidade.
Quando se luta por sonhos ancorados em um fundamento além de nós mesmos, em que as esperanças se prendem a elementos de eternidade e se construam sob a lógica do amor, a vida começa, de fato, a ter e a ser sentido.

É preciso sonhar bem com realidades nas quais não esteja em jogo somente a “minha” (egoísta) felicidade. No ato de sonhar precisam estar contidas realizações que despertem, também em outros, a vontade de sonhar.

Enfim, detectada a veracidade e a consistência de nossa esperança (sonho), é necessário que nos lancemos no universo da perseverança, para que assim possamos construir o que buscamos, e isso a partir de nossa luta e persistência. Isso mesmo: persistência. É preciso perseguirmos nossos ideais sem nos determos nos “encantos” do caminho.

Existem muitos sonhos que o próprio Criador compôs dentro de nós. Esses são sempre possíveis e reais e necessitam de nossa perseverança para se concretizarem.
Quando o desânimo e o cansaço, sintomas próprios do caminhar, fizerem morada dentro de nós, precisaremos reagir aos mesmos ,munidos da força da perseverança e do espírito de luta, pois a perseverança é sempre a medida certa para grandes realizações.

Sem perseverança e persistência não poderá haver uma real vitória. Sem uma luta persistente, nosso sonho continuará apenas sonho. São nossas iniciativas – aliadas a um Amor maior – que os poderão trazer, com intensidade, ao protagonismo da realidade (da nossa vida).
Mesmo quando nosso sonho parecer cair por terra, faz-se necessário continuar crendo e perseverando, cientes de que toda vitória é precedida por algumas quedas e por uma concreta “não desistência”.

Independentemente do quanto já foi percorrido ou ainda falta caminhar, necessário e bom é prosseguir perseguindo a meta, não deixando de acreditar diante dos insucessos e sabendo que a perseverança é a medida certa para toda e qualquer vitória.

Não desista de seus sonhos e lute, lute sempre, pois, a vida reserva belas surpresas para aqueles que não desistem dela.

Coragem!

Pe. Adriano Zandoná

Bons hábitos

A rapidez das informações e o ritmo da sociedade nos levam a trabalhar muito e por muitas horas. Temos muitas atividades diárias: casa, trabalho, estudos, família, namoro, espiritualidade, amigos, além de manter-se atualizado com as redes sociais como entrar no Facebook, olhar o Twitter, adicionar amigos, ler jornais... Ufa! Ficou cansado? É assim que muitos de nós nos sentimos.

Criamos uma pressão em nós muitas vezes maior e nosso grau de exigência e perfeccionismo pode acentuar esta pressão interna e, com isto, a sensação de cansaço e desgaste, chegando a prejuízos em nossa produtividade e nossas emoções. Muitos de nós afirmam: preciso de um dia que tenha 48 horas. De fato, isto nunca acontecerá, mas o que fazer para, além de dar conta disto tudo, cultivar uma vida saudável?

É muito importante que possamos retomar hábitos simples, muito valiosos e que há muito tempo esquecemos. O primeiro deles: alimentação. Sim, alimentação saudável e balanceada. Querendo ganhar "tempo", comemos um alimento pouco adequado, como um salgadinho, e, em pé, tomando um refrigerante e falando ao celular. Ou seja, qual a atenção que você deu àquela alimentação?

Imagine-se repetindo isto por 20 dias ao mês e multiplicando por 12 meses. Certamente, algum problema de saúde acontecerá: desde ganho de peso, aumento de pressão, gastrite ou coisa assim. Tudo isto abrirá uma enorme porta para doenças e até mesmo uma queixa constante pelo desconforto que você ganhará se alimentando desta forma. Tudo isto para ganhar quantos minutos no seu dia?

Possivelmente, a soma real revelará que apenas perdemos tempo, qualidade de vida e muitas outras coisas. Este é apenas um exemplo simples, mas muito real na vida de todos nós.

O que tem causado um grande desconforto em todos nós é a dificuldade de darmos tempo para cada coisa em nossa vida: se o seu sentimento é de uma vida com muitos compromissos, o primeiro ponto é organizar sua agenda. Qual o horário de cada um deles? O que precisa ser realizado? O que pode ser mudado? O que não é essencial no meu dia e pode ser retirado da minha agenda? Este passo o ajudará, inclusive, a observar se tem dado tempo para seu lazer, para a convivência com a família e amigos, para seus cuidados pessoais; coisas simples que fazem toda a diferença em nossa qualidade de vida. Quando falamos em lazer, nada precisa ser exagerado ou caro. Um passeio a pé já é muito valioso!

Ao cuidar de pequenos hábitos em nossa vida, podemos pensar em:

Manter o bom humor. Tudo pode estar difícil em sua vida, mas se tivermos um olhar positivo sobre as coisas, tudo pode melhorar;
Cuidar para não fazer tudo com pressa e irritação. Seu corpo sente os efeitos disto;
Realizar atividades prazerosas e também as práticas espirituais;
Observar seus limites e procurar agir com flexibilidade frente as necessidades de sua vida. As preocupações em excesso ou o perfeccionismo não aliviarão seu dia a dia.

Cultive o "jardim" dos seus relacionamentos. Se forem cuidados como uma planta, darão flores e frutos. Família e amigos são essenciais para nosso equilíbrio afetivo-emocional. Aos poucos, com persistência em mudar, vamos percebendo que pequenos hábitos, quando cultivados, trarão grandes e efetivas mudanças em nossa vida, dando maior equilíbrio em todas as dimensões.

Elaine Ribeiro

O pecado da impureza (luxúria)

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que “mancha um membro de Cristo”. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).
"Assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um dos outros" (Rom 12,5).

Deus quis salvar a humanidade em corpo, formando o Corpo de Cristo, de modo a “restaurar todas as coisas em Cristo” (Ef 1,10).
Quando eu cometo um pecado de impureza, não sujo apenas a mim mesmo, mas também o Corpo de Cristo, do qual sou membro. É neste sentido que São Paulo alertava os fiéis de Corinto sobre a gravidade desse pecado: “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1Cor 6,15). Note que o apóstolo enfatiza os “corpos”, isto é, a realidade do corpo místico de Cristo não é apenas espiritual, mas também corporal. Sem os nossos corpos não haveria a impureza.

"Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela?" (1Cor 6,16). Está escrito: "Os dois serão uma só carne" (Gen 2,24).

Vemos que para o apóstolo entregar-se à prostituição é o mesmo que prostituir o corpo de Cristo. Esta é uma realidade religiosa da qual ainda não tomamos ciência plena, ou seja, toda vez que eu peco o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. Esta é uma das razões pela qual nos confessamos com o ministro da Igreja, para nos reconciliarmos com ela [Igreja], que foi manchada pela nossa falta.
O que levava São Paulo a pedir aos coríntios entre os quais havia este problema: "Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo" (1Cor 6,18).

Fornicação é sexo fora do casamento para não casados.

É preciso entender que nós não apenas “temos” um corpo, mas “somos” um corpo. Nossa identidade está ligada ao nosso corpo; ela é fixada pela nossa foto, impressão digital ou código genético (DNA). Portanto, o pecado da impureza agrava-se à medida que, mais do que nos outros casos, envolve toda a nossa pessoa, corpo e alma. E o apóstolo nos mostra que o Espírito Santo não habita apenas a nossa alma, mas também o nosso corpo; daí a gravidade da sua profanação.

“Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço” (1Cor 6,19).

Como disse São Pedro: "não fomos resgatados a preço de bens perecíveis, prata e ouro, mas 'pelo precioso sangue de Cristo'" (1Pe 1,18), para pertencermos a Deus, no corpo de Cristo.
É importante notar que São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. Ele diz: “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”. (1Cor 6,13).

“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1Cor 6,20).

Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. São Paulo diz aos filipenses sobre isto:
“Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso...” (Fil 3,20)
Nosso corpo glorificado dará glória a Deus para sempre, assim como os corpos de Jesus e Maria já estão no céu.
Isto explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, porque o Seu templo é sagrado - e isto sois vós” (1Cor 3,16-17).

Quantas pessoas destruíram a si mesmas, porque destruíram os seus próprios corpos! O desrespeito ao corpo, seja pela impureza, pelos vícios ou imprudências compromete a integridade e a dignidade da pessoa toda que é templo de Deus.
Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, marco dos seus ensinamentos, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). Jesus quer assim destruir a impureza na sua raiz, isto é, no coração dos nossos pensamentos. “Porque é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como recomendou o Senhor: “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a nossa carne, a nossa natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Portanto, não nos resta outra alternativa para prevenir a queda, senão, vigiar e orar.
Nunca, como em nossos dias, foi tão grande o pecado de impureza. De forma acintosa, ele aparece nas músicas, nas TVs, nas revistas, jornais, filmes, cinemas, teatros etc. Estamos sendo invadidos por um verdadeiro mar de lama que traz a imoralidade para dentro dos nossos lares, sem respeitar nem mesmo crianças e velhos.
A exploração comercial do sexo atingiu níveis assustadores, colocando o ser humano, especialmente a mulher, no mais baixo nível de dignidade.
Será que Deus pode ficar indiferente a uma situação desta? Será que a própria natureza humana pode deixar de reagir contra tanta bestialidade que hoje se pratica sob as câmeras de TVs? É difícil dizer não.

O ato sexual é a “liturgia” do amor conjugal, sua maior manifestação. No ápice da sua celebração, o filho é gerado como a verdadeira encarnação do amor dos pais; e por isso, a Igreja não aceita que o filho seja gerado sem a participação dos próprios pais, num ato sexual. Sem amor e compromisso, o sexo torna-se vazio, perigoso e banal. São Paulo ensinava aos coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1Cor 7,4).

Note que o apóstolo fala em “mulher e marido”, não em namorados, noivos ou amigados. O Catecismo diz que: “Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação, eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus”. (§ 2350).

A união dos corpos só tem sentido quando existe a união prévia dos corações e das almas, de maneira sólida e permanente, como se dá no casamento. O Catecismo da Igreja nos ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos: “Os atos com os quais os cônjuges se unem, íntima e castamente, são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (CIC,2362; GS,49).

São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo preparo para serem mães; pais solteiros, filhos abandonados e “órfãos de pais vivos”, abortos, adultérios, destruição familiar, doenças venéreas, AIDS etc.
O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atômica.

Felipe Aquino

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A vontade de Deus na vida profissional

A profissão de cada um é um meio para se fazer a vontade de Deus no dia a dia. Viver mal a profissão, trabalhar mal, sem competência e bom desempenho é uma forma de desobedecer à vontade de Deus. O trabalho foi colocado em nossa vida, por Deus, como “um meio de santificação”. Depois que o homem pecou no paraíso e perdeu o “estado de justiça” e “santidade” originais, Deus Pai fez do trabalho um meio de redenção para o homem.

“Porque escutaste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te proibira de comer, maldito é o solo por causa de ti. Com sofrimentos dele te nutrirás todos os dias de tua vida. Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás a erva dos campos. Com suor do teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado” (Gen 3,17-19).

Mais do que um castigo para o homem, o trabalho foi inserido na sua vida para a sua redenção. Por causa do pecado ele agora é acompanhado do “suor”, mas este sofrimento Deus o fez matéria-prima de salvação.

Sem o trabalho do homem não há o pão e o vinho que, na Mesa Eucarística, se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo. Sem o trabalho do homem não teríamos o pão de cada dia na mesa, a roupa, a casa, o transporte, o remédio, a cultura, entre outros. Tudo que chega a nós é fruto do trabalho de alguém; é por isso que o labor é santo e nos santifica quando realizado com fé, conforme a vontade de Deus.

São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei, durante a celebração de uma Santa Missa, no campus da grande universidade de Navarra, na Espanha, fez uma histórica homilia, como título “Amar o Mundo Apaixonadamente”. Ele fundou a prelazia para difundir a santidade no trabalho profissional e nas atividades diárias. Na homilia, ele falava da necessidade de "materializar a vida espiritual". O objetivo era combater a perigosa tentação do cristão de "levar uma espécie de vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e, por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas".

Santo Escrivá, um santo dos nossos dias, canonizado em 2002 por João Paulo II, olhava a vida com grande otimismo e considerava o trabalho e as relações humanas com alegria e dizia que: "O mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus". "Qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus".

Na verdade, somente com essa ótica podemos entender plenamente o mundo com os olhos de Deus. Nem o marxismo cultural, materialista e ateu, nem o consumismo desenfreado de nossos dias, nem o hedonismo, que busca o prazer como fim, podem dar ao homem moderno a felicidade e a verdadeira paz.

Qualquer que seja o trabalho, sendo honesto, é belo aos olhos de Deus Pai, porque com ele estamos “cooperando com Deus na obra da criação”. Não importa se o trabalho consiste nos simples afazeres de uma doméstica ou nas complicadas tarefas de um cirurgião que salva uma vida, tudo é importante diante do Senhor. O que mais importa é a intensidade do amor com que cada trabalho é realizado. Ele se tornará eterno na vida futura.

São Josemaría Escrivá falava da necessidade de o Cristianismo ser encarnado na vida cotidiana.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens. Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor. Servi ao Senhor Jesus Cristo” (Col 3,13).

Tudo o que fazemos deve ser feito “para o Senhor”. Não importa o que seja, se é grande ou pequeno, deve ser feito tendo o Senhor como o “Patrão”. Se você é lavadeira, então lave cada camisa ou cada calça como se o próprio Jesus fosse vesti-las.
Se você cozinha, faça a comida como se o Senhor fosse comê-la. Se você é um pintor de paredes, pinte a casa como se ela fosse a morada do Senhor. Se você varre a rua, limpe-a como se o Senhor fosse passar por ela... Se você é um aluno, estude a lição como se o professor fosse o Senhor Deus.

É isso que São Paulo quer nos ensinar quando diz que “tudo deve ser feito de bom coração, como para o Senhor, e não para os homens”. É claro que com essa “nova ótica”, você vai trabalhar da melhor maneira possível, com todo o talento, cuidado, dedicação, competência, honestidade, pontualidade... perfeição, porque o fará para Deus. Isso santifica. Isso muda a nossa vida; e é a vontade de Deus. Isso o fará feliz. Quando trabalhamos assim, toda a vida se torna “sagrada”, pois é vivida plenamente para Deus.

É importante também notar o que São Paulo diz a seguir: “Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor”. Que “herança” é essa? É a vida eterna, o céu, o prêmio, por você ter sido “fiel no pouco”. Isso mostra que cada minuto do nosso labor aqui na terra, vivido por amor a Deus, com “reta intenção” de agradá-Lo, se transforma em semente de eternidade.


Felipe Aquino

domingo, 18 de setembro de 2011

Jovens quem vocês estão imitando ?

Virou normalidade em nosso meio ver jovens influenciados fortemente pela mídia. O deus desse mundo exerce uma forte influência através de Bandas de Rock’s, Novelas, Filmes, entre muitos artifícios para que as pessoas banalizem alguns comportamentos que não condizem com a palavra de Deus, que tudo vire uma normalidade.
Assim fez também a serpente com a Eva , influenciou para que ela comece do fruto da arvore. Mas olhem que interessante após a serpente ter tentado Eva, ela teve a seguinte reação :

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e além disso desejável para dela obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido que comeu também” (Gênesis 2:6)

Vamos ver em detalhes e comparar com nossos dias atuais. Primeiramente diz: “…. Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar …”, notem comigo, a palavra parecia, ou seja, ela tinha consciência que poderia ser apenas aparência, e a fruta corria o risco de ser ruim. Logo depois fala “… era atraente aos olhos e além disso desejável para dela obter discernimento”. Percebem que nos dias atuais ainda há uma ligação muito forte com esse versículo, vejam que Eva foi seduzida pelo que os seus olhos viam e além disso desejou obter discernimento. Hoje acontece a mesma coisa, os jovens primeiramente vêem algo que possa ser legal como por exemplo fazer parte da turma da popularidade da escola , e são atraídos por verem que possa ser legal, além disso desejam obter algo, no caso a popularidade. Além disso, são tão corrompidos por esses pensamento que “ dão” esses frutos a outra pessoa, ou seja, assim como Eva, comeu o fruto e deu também ao seu marido, os jovens influenciam a outros jovens para seguir o mesmo caminho.
Infelizmente isso não só acontece com os jovens do mundo mas também no meio Cristão. E então eu te pergunto: Qual está sendo a sua influência na vida de outras pessoas ? Você tem influenciado as pessoas serem como os famosos, que se vestem legal, tem um comportamento rebelde, ou você , tem influenciado as pessoas serem como você seguidor de Cristo?

Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. ( 1 Corintios 11:1)

A sua vida deve ser um exemplo para todos os que te cercam. Primeiramente você deve ser como Cristo, e para que você tenha o mesmo caráter dEle é necessário dedicação e principalmente praticar a palavra de Deus.

Há um jovem na bíblia que nos ensina muito. Olha o que Paulo fala para Timóteo :

“ Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” ( I Timóteo 4:11)

Percebem que não adianta você ser somente um jovem que vai de sábado e domingo na igreja.O que importa é que você seja um exemplo em todas as essas coisas, “… na palavra, no procedimento ( olha a prática dos ensinamentos), no amor, na fé e na pureza”
Quando você possui um comportamento assim, você não precisará ficar falando para as pessoas : “ Siga o meu exemplo , porque eu sou imitador de Cristo” Não amados ! Quando você tem um comportamento desses, você sem perceber é um exemplo para muitos, e eles ficaram incentivados para ter as mesmas qualidades que você tem em Cristo.
Por isso seja um Exemplo de Jovem, não pelo o que você veste, nem pela marca da camisa que você usa, mas sim pelo caráter de Cristo que atua em sua vida. E assim sem perceber, você será um canal de benção para que muitos jovens, conheçam a plenitude da comunhão com Cristo !

“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois agindo assim, você salvará tanto a si mesmo, quanto aos que o ouvem” ( I Timóteo 4:16)


Fonte: http://estudoscristaos.com/2007/08/jovens-quem-vocs-esto-imitando.html/trackback

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

É pecado ser criança?

No Evangelho segundo São Lucas, capítulo 18, versículo 16, podemos observar o seguinte texto: “Jesus, porém, chamou-as e disse: ‘Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, por que o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas’”. É notável nessa passagem a predileção de Jesus pelas crianças. Isso acontece pela semelhança que há entre Deus e esses pequeninos, como por exemplo, humildade, sinceridade, pureza, facilidade de perdoar e outros.

Ora, diante disso, podemos concluir rapidamente que é lucro ser criança. Ser adolescente é um lucro menor, pois já começamos a perder algumas belíssimas características da nossa infância. Se formos jovens e não estivermos vivendo conforme os ensinamentos de Cristo, então nem lucro existe mais. Ainda podemos ser adultos ou até idosos: talvez aí já estejamos com um prejuízo imenso e uma dívida terrível aos olhos de Deus.


Vemos novamente que quanto mais novos formos, mais tranqüila e em paz estará a nossa alma. Sendo assim, por que as crianças não gostam mais de serem chamadas de crianças? Por que os adolescentes brigam para serem jovens? E por que os jovens querem tanto ser adultos? Certamente você já ouviu (ou pior, disse) palavras como: “Mãe, eu não sou mais criança, sou jovem” – pessoa com 10 anos; “Pai, eu não sou mais um adolescente, já cresci, sou adulto, não percebe?” – pessoa com 14 anos. Nessas horas é possível até que aquele que está revoltado não haja educadamente ou com o devido respeito.
Normalmente as pessoas querem ser mais velhas para poderem fazer mais coisas: quase sempre essas coisas são prejudiciais à própria vida ou, no mínimo, não levam a lugar algum.


É preciso resgatar a beleza dos termos “criança”, “adolescente” e “jovem”. O sentido dessas palavras está cada vez mais deturpado, assim como a maioria das coisas na sociedade em que vivemos. Urge um trabalho de conscientização para que não continuemos a temer esses vocábulos, como se utilizá-los fosse o mesmo cometer alguma gafe. Além disso, precisamos formar as pessoas de modo a ensiná-las que não devemos querer pular etapas da nossa vida. Aliás, é necessário que os próprios pais e educadores tratem seus filhos e alunos de acordo com o solicitado e recomendado para cada fase. Há pouco tempo fui convidado a pregar num retiro onde me passaram um tema e disseram que era um retiro para jovens. Ao chegar lá, grande foi a minha surpresa ao constatar que a pessoa mais velha devia ter uns quinze anos. Ou seja, até as paróquias, pastorais e movimentos têm medo de “ofender” as crianças e adolescentes se assim os chamarem. Não dá pra continuar assim. É hora de mudar!
Se Jesus dissesse, nos dias de hoje, para que deixássemos ir até Ele as “criancinhas”, com certeza Ele iria ouvir delas próprias: “Hei, aqui não tem criança alguma, só tem adulto”. Imagine a decepção d’Ele.


Seja criança, sem medo. Adolescente, sem medo. Jovem, sem medo. E permita que os outros também sejam. Mesmo porque, quando você for velho (sem sentido pejorativo, se é que pode haver), certamente irá querer voltar a ser simplesmente criança

Fonte: http://www.portalcatolico.org.br/

A vida não é uma balada

O direito de se divertir e encontrar os amigos para algumas horas de distração juntos, nunca pode tirar, da consciência, o dever de cuidar-se e cuidar dos outros. Os encontros sempre foram uma oportunidade bonita de estreitar laços de amizade e construir relacionamentos verdadeiros. As baladas são uma oportunidade positiva, para quem tem a cabeça no lugar, assim outros ambientes sociais, e podem conduzir a uma verdadeira vivência dos valores da vida humana, como por exemplo a amizade, o respeito e a valorização do outro e da vida. Somos ou não somos corresponsáveis para criar um mundo melhor? Acreditamos ou não que a vida é presente de Deus e que deve ser preservada a todo custo?

Diante de tantos fatos de jovens se matando no trânsito, excedendo em bebida alcoólica, em drogas que afetam diretamente a consciência e o correto uso da razão; diante das reuniões exclusivas para determinados grupos sociais; diante da diversidade de opções que levam jovens ou adultos a viverem alienados em um mundo ilusório, acreditando serem felizes, pergunto: Quantas vidas foram e estão sendo ceifadas, a cada dia, por causa dos abusos e extravagâncias? Como convencer esta gente que pensa que a vida não vale nada? Como os pais podem ficar tranquilos em casa em um fim de semana, sem ver os filhos de volta? Quando e como voltam? Quantos não voltaram, senão em um carro funerário!

Como parte deste mundo imundo, não podemos estar de braços cruzados. Muitas iniciativas foram tomadas e estão sendo levadas a bom termo. Atitudes de repressão, como também de educação e de prevenção, são realizadas em todos os ambientes, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida e favorecer a construção de uma sociedade cada vez mais solidária e segura. Além de todo o trabalho feito, a prevenção e a verdadeira educação vêm da família, onde, desde pequenos, aprendem a viver os limites da vida, onde aprendem o quanto vale cada coisa que usam, sabem de onde veio e quanto suor custou. Ao mesmo tempo, aprendem, com os pais, o caminho da igreja, do amor e o temor de Deus. Desde o colo materno e paterno os pequenos aprendem que a vida vale mais, que acima de tudo temos um Deus que nos ama e nos quer ver felizes, aqui e na eternidade.

Sem querer fazer dos filhos estátuas ou múmias sem sentimentos ou desejos, os pais devem, como missão, oferecer um caminho onde saibam valorizar o pouco, onde saibam viver na abundância e na carência, onde aprendam deste a tenra idade a orar e dobrar os joelhos, reconhecer que não estão sozinhos. Ninguém pode furtar-se a esse dever. É puro engano pensar: Vou deixar meus filhos crescerem e quando grande eles decidem o que querem seguir. A primeira escola, a primeira igreja, a primeira professora, o primeiro catequista é a sua casa, é o seu colo, é sua experiência de Deus. Quantos pais e mães, vazios de Deus, sem nenhuma experiência espiritual para apresentar aos filhos! Ninguém dá o que não tem. Com certeza, muitos deram tudo, menos o essencial. Com certeza, muitos não tinham nada e deram o que tinham: o amor e o carinho de quem acredita que a vida é dom de Deus Pai. Assim vamos contemplar um mundo, onde a morte não ocupa o primeiro lugar e nem nossas ruas ficarão manchadas de sangue de inocentes e de irresponsáveis que matam e morrem. A vida não é uma balada.

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3698

O sexo abençoado por Deus

As pessoas estão acostumadas a ouvir falar em “namoro santo”, mas o que é que Deus quer na realidade? Na maioria das vezes o termo “santo” pode parecer um pouco assustador, porque dentro do relacionamento há um tema bastante complexo e delicado de se falar que é o sexo.
E quando nos referimos a um namoro “santo”, já logo se imagina um relacionamento sem sexo. Mas por que se pensar em um relacionamento sem sexo se o sexo é tão bom e prazeroso?
Um namoro “santo” para acontecer não se resume apenas em abrir mão do sexo. Antes de qualquer coisa, os namorados são seres humanos, homens e mulheres, frutos do amor de Deus. Primeiro Ele espera que os homens se respeitem entre si. Um namoro “santo” é um namoro sadio, que tem como premissa o respeito pelo parceiro (a).
Quando falamos em respeito, estamos falando também dos nossos limites e cuidados com a pessoa que está conosco. Para tudo na vida se tem um tempo. É preciso deixar isso claro, pois cada vez mais o mundo se torna escravo da ansiedade. Cada vez mais sentimos a necessidade de fazer as coisas antes do tempo em que elas estão prontas para acontecer.
Como, por exemplo, quando preparamos uma simples receita de um bolo. Se não colocarmos os ingredientes necessários, cada um no seu tempo e na sua ordem, não ficará bom. Assim como se tirarmos o bolo do forno antes da hora, ele ainda estará cru para comer e não nos trará o seu melhor paladar. Ou quando esquecemos o bolo no forno e não tiramos no seu tempo certo. Ele queima, passa do ponto. Fica ruim para comer.

Isso se repete com todas as outras coisas da vida. Uma planta que precisa nascer tem um tempo para se abrir e exibir suas pétalas. Não adianta você querer as abrir antes da hora, você acabará por machucá-las e elas não aflorarão com a mesma beleza que o próprio tempo lhes concederia.
Podemos olhar para o sexo da mesma forma. O sexo é um dom de Deus. É maravilhoso, porém é preciso compreendê-lo no seu tempo certo. É claro que o corpo da gente não sabe respeitar esse tempo, principalmente quando se é mais jovem. Há uma necessidade hormonal e carnal, tanto no homem quanto na mulher, de atrair e ser atraído para o ato sexual.
É neste ponto que precisamos pensar e refletir melhor sobre a nossa capacidade de compreender o tempo da vida sexual. É muito mais fácil escrever ou ler este texto do que entender esta contradição entre a vontade de fazer sexo e a sua espera.
O sexo, por ser abençoado por Deus, requer certo zelo, um cuidado maior quando tratamos dele. Para Deus, o sexo representa o momento de maior entrega e intimidade entre um homem e uma mulher. Um ato muito bonito de amor entre duas pessoas que se amam, que se compreendem, que se respeitam.

Fonte: Bruno Castro
http://www.portalcatolico.org.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Prefeitura de Lauro de Freitas através da Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com o Festival Latino Americano de Teatro da Bahia – FILTEBAHIA 2011, programaram, no nosso município, apresentações de dois Grandes Grupos de Teatro reconhecidos internacionalmente, o Grupo Galpão de Belo Horizonte e o Grupo Clows de Shakespeare de Natal – Rio grande do Norte.

PROGRAMAÇÃO


GRUPO GALPÃO DE BELO HORIZONTE

DIA 03 DE SETEMBRO DE 2011 - (sábado)

HORÁRIO: 20:00H

LOCAL: PRAÇA MATRIZ – CENTRO



GRUPO CLOWS DE SHAKESPEARE

DIA 11 DE SETEMBRO DE 2011 – (domingo)

HORÁRIO: 20:00H

LOCAL: PRAÇA MATRIZ – CENTRO